Parte 1

Pesadelos
Os pesadelos
começaram a algumas semanas, a semana em que Rose se considerava morta! Foi
naquele dia em que ela morreu, o dia em que perdeu o Doutor. Jackie Tyler
estava gravida de 6 meses e não podia ficar indo no quarto de sua filha no meio
da noite toda vez que ela tinha um de seus ataques, Rose não conseguia controlar,
mas ela sonhava com o Doutor morrendo de varias formas ou a abandonando de
varias formas diferentes e acordava gritando.
* * *
Tudo começou a uma semana, Rose
escutava uma voz em seus sonhos, uma voz a chamando, era a voz dele, a voz do
Doutor. Certo dia ela reuniu sua mãe, seu pai e Mickey e contou a eles sobre
seu sonho, eles deveriam partir imediatamente guiados pela voz do seu sonho. Se
fosse outra pessoa diria que Rose certamente estaria louca, mas não esses três,
eles conheceram o Doutor, por isso, naquela mesma noite entraram no velho jipe
de Peter Tyler e partiram...
Primeiro era difícil seguir uma voz
que estava em sua mente, Rose de quando em quando saia do Jipe e ficava parada
por um tempo tentando escutar pra que lado deveria seguir, mas parecia que
estava no caminho certo, sempre em frente era o caminho certo a se tomar.
-Então que
explicação você tem para essas “vozes”, Rose? – disse Michey fazendo aspas no
ar na palavra vozes
Peter Tyler e Jackie estavam sentados na frente, olharam pra filha pelo espelho retrovisor, Mickey estava sentado com ela na parte de trás, ele fitava Rose com olhos de compaixão.
- Eu não sei, talvez eu tenha alguma conexão ativa com a TARDIS e o Doutor talvez esteja usando isso para se comunicar comigo – Rose estava olhando para a paisagem através da janela, mas não via as arvores, as rosas e nem as rochas de formato estranho, ela estava se lembrando das aventuras incríveis que teve com o Doutor, desde Daleks criaturas inimagináveis ate lobisomens – aquele homem é incrível!
Não perguntaram mais nada a ela, deixaram ela viajar em seus devaneios. Vários quilômetros percorridos depois encontraram um problema, a estrada que estava acabava num rio enorme, onde para atravessar precisavam pegar uma balsa.
-Querida tem certeza que esse é o caminho certo? – Perguntou sua mãe
“Rose...”
“Rose...”
Sim era, Rose estava ouvindo, a voz chamando através do rio e muito mais além. O coração de Rose batia acelerado, oque será que o Doutor tinha preparado pra ela, será que ele encontrou um jeito de leva-la com ele. Certamente, aquele homem é extraordinário.
-Sim, mãe! Temos que cruzar o rio e seguir em frente! Eu sinto que está mais perto...
Foi o que fizeram, ainda andaram centenas e centenas de milhas, seguindo a voz dele, que só ela ouvia.
“Rose...”
“Rose...”
-Alguém mais sente fome por que eu estou morrendo! – Disse Mickey tentando ser engraçado, só o que ele recebeu foi o olhar de repreensão de Rose e um sorrisinho sarcástico do Sr. Peter Tyler
-Ah, eu tou! – Disse Peter
-Ei – Jackie deu um tapa de leve no ombro dele e inclinou a cabeça para o lado de Rose, como se dissesse “ela não vai gostar disso”
-Não sabemos quanto tempo vamos ficar na estrada – disse Peter - A comida que agente trouxe acabou mesmo, vamos para no primeiro restaurante, oque acha querida? – ele disse olhando para Rose no espelho retrovisor. Ela só concordou com a cabeça!
Uma milha depois eles avistaram mais a frente um enorme Baia, graças ao bom Deus perto dali tinha uma restaurante no pé da estrada.
-Dalek? – Rose ouviu Mickey falando
-O que você disse? – Rose parecia assustada
-Nada só estou lendo a placa! – disse Mickey a pontando
Quando ela olhou pra cima percebeu que só ouviu mal, a placa em madeira em cima da porta tinha escrito o nome “Darlig ulv stranden”
-Vem vamos entrar! – Disse Peter girando a maçaneta da porta
Dentro era depressivo, não era nada convidativo a comer, pelo contrario. As mesas pareciam sujas e velhas assim como as cadeiras, todos os moveis eram feitos de madeira, nas paredes tinham prateleiras decoradas com pratos de porcelanas e por cima do balcão tinha umas garrafas de bebidas alcoólicas.
-Velkommen – falou um cara de bigodes e barrigudo saindo de trás do balcão –
-Des-cul-pe não em-tem-de-mos seu idi-oma! – disse Peter Tyler falando pausadamente como se assim o cara estranho fosse entender
-Kenisse! –
gritou o estranho – Kenisse!
-O que você fez, Peter? – Disse Jackie olhando para o marido assustada
-Eu não sei... – Peter já estava assustado – olha senhor me desculpe!
-Kenisse –
continuou o estranho a gritar
-Jeg er her ... – disse uma mocinha saindo de uma portinha que tinha atrás do balcão, ela enxugava as mãos como se estivesse lavando os pratos há pouco tempo!
Ela e o estranho conversaram em suas línguas por alguns instantes, depois ela voltou sua atenção para Peter.
-Desculpe o
meu pai, ele não sabe falar inglês! Eu sou a Kenisse, eu sirvo de tradutora às
vezes quando aparecem alguns estrangeiros...
-Não se
preocupe, mas como assim estrangeiros? Onde nós estamos?
-Vocês estão
na Noruega, a 50 milhas de Bergen, você não sabem?
-Longa
estória.... – foi tudo que Peter disse
“Rose...”
A voz chamou
outra vez
-Precisamos
ir rápido, se não perco ele de novo! – a voz estava próxima, Rose podia sentir
-Vamos comer
logo querida – disse Peter dando um ultimato – Kenisse arrume alguma coisa que
nos sacie rápido!
Sentaram-se numa mesa pra quatro
todos os três, em menos de dois minutos Kenisse apareceu com oque parecia ser
bolo de Cuscuz e algumas iguarias que devoraram bem rápido. Kenisse ficou ao
lado deles para caso precisarem de alguma coisa.
-Kenisse o
que quer dizer Darlig?- perguntou Mickey. vivendo pouco tempo com Doutor ele
sabia que não podia ignorar nada, de repente podia estar diante de uma
armadilha alienígena muito sinistra.
-É mal em
norueguês – Respondeu ela
-E por que
vocês colocaram esse nome em seu negocio? – perguntou Jackie chocada
-Foi ideia de
meu pai! – Disse Kenisse – ele teve a ideia de colocar o mesmo nome da Baia
para atraí mais clientes, sabe, ser um ponto turístico.
-Então a Baia
se chama “Darlig ulv stranden”? – perguntou Mickey
-Sim,
traduzindo para a sua língua, acho que fica “Bahia do lobo mau”!
Rose que este tempo todo estava
calado, só mexendo com sua comida e escutando a conversa se agitou na cadeira
ao ouvir isso...
“Rose..”
A voz novamente...
-Precisamos
ir – disse ela se levantando – ele está me chamando!
Ninguém disse nada só se levantaram
e seguiram ela, Jackie pós uma boa quantidade de dinheiro na mão de Kenisse e
voltou pra estrada dirigindo seu velho Jipe em direção a Baia do lobo mau.
“Rose...”
-Não temos
como seguir mais em frente querida - disse Peter Tyler parando o carro numa
praia.
“Rose...”
Rose desceu do carro e comeu a andar
pelas areias procurando o Doutor, ela
esperava encontra ele, mas não, ele viu surgir do nada uma espécie de
holograma, como um fantasma na forma de Doutor, ele estava tão lindo como
sempre e aquele cabelo, a vontade dela era de se jogar nos braços dele.
-Onde você
está?
-Dentro da
TARDIS – disse o Doutor - Só sobrou uma pequenina abertura no universo, que
esta preste a se fechar. E é preciso muita energia para mandar essa projeção,
estou em orbita de uma supernova. Estou queimando um sol só para dizer Adeus!
-Você parece
um fantasma.
-Espere um
pouco – a projeção do Doutor pegou sua chave de fenda sônica, apontou pra areia
e logo sua imagem pareceu ficar perfeita, como se estivesse solido, será que
ela poderia toca-lo?
-Posso...? –
Disse Rose levantando sua mão em direção a seu rosto, pronta para fazer um
carinho.
carinho.
-Continuo sendo só uma imagem – disse ele para desespero dela – sem toque.
-Não
dava pra vim pessoalmente? – a coisa mais chata de dizer Adeus a alguém é não
poder tocar, Rose estava sentindo isso...
-A coisa toda iria se partir – explicou ele – dois universos iriam desmoronar.
-E dai?
Ficaram em
silencio só um tempo. Será que valia apena correr o risco de destruir dois
universos só para os dois ficarem juntos? A final o Doutor poderia consertar
tudo depois. Rose estaria disposta a tudo, mas não o Doutor, ele preservava a
vida a cima de tudo, mesmo que isso significasse ficar longe de Rose, aquela
com quem foi basicamente o seu “primeiro amor adolescente”. Foi ele quem
quebrou os segundos de silencio mudando de assunto.
-Onde estamos? Onde a abertura veio sair?
-Estamos na Noruega.
-Noruega! Certo.
-
A umas 50 milhas de Bergen – disse ela se lembrando de Kenisse – É chamado de
Darlig Ulv Stranden.
-Dalek? –entendeu errado o Doctor
-Darlig – explicou Rose – É mau em norueguês. A tradução seria Baia do Lobo Mau.
Engraçado como essa palavra a persegue, mas ela não queria passar o tempo que
ele tinha falando disso, tantas aventuras, tantas coisas pra falar...
-Quanto tempo temos? – ela perguntou meio chorosa, era esse mesmo o fim?
-Uns dois minutos. – respondeu o Doutor
-Não sei oque dizer – disse ela chorosa, estava se segurando pra não chorar.
O Doutor sorriu, e percebeu o quanto ela estava sofrendo, o quanto aquele momento a estava machucando, ele precisava dizer alguma coisa para amenizar isso.
-Você ainda está com o Sr. Mickey, então. – disse ele olhando para Jackie, Peter e Mickey encostados no Jipe longe deles.
-Agora
somos cinco – disse Rose – Mamãe, papai, Mickey e o bebê.
-Você não...? – disse o Doutor supondo que Rose estivesse gravida.
-Não! É da mamãe – ela disse rindo, aquilo que ela e o Doutor tiveram em Dirillium não foi o suficiente para engravida-la – grávida de três meses. Mais Tyles a caminho.
- E você, o que está...?
-É, voltei a trabalhar na loja – ela disse brincando
-Que bom pra você – ele tentou parecer orgulhoso
-Cale-se – esse não era o momento para brincadeiras – Não. O Torchwood deste planeta ainda está funcionando. Acho que sei umas coisinhas sobre aliens.
-Rose Tyler – ele disse orgulhoso – defensora da terra. Você está morta, oficialmente. Tantas pessoas morreram naquele dia, e você desapareceu. Você está na lista dos mortos. Mas aqui está você... Vivendo a vida, dias após dia – O Doutor disse essa frase com gosto, pois muita gente morreu naquele dia pelas mãos dos cyberman e dos Daleks, ele não se perdoaria que Rose fosse mais um deles, ela é uma pequena vitória dele, ele salvou sua joia preciosa, só uma pena que não vai mais tê-la – A única aventura que nunca vou ter.
-Vou ver você de novo? – disse Rose não conseguindo mais segurar o choro que estava prendendo
-Não pode – essas palavras foram pra elas como navalhas afiadas
-O que vai fazer? - Perguntou ela louca pra saber as aventuras que ele teria sem ela
-Eu tenho a TARDIS – ele disse explicando – A vida de sempre. O último dos senhores do Tempo.
-Sozinho? – isso que era importante, quando ele a conheceu ele estava sozinho, não queria ninguém ao lado dele, ela que o conquistou...
O Doutor só fez que sim com a cabeça, a vida na TARDIS era muito imprevisível, ele não sabia a resposta certa para aquela pergunta, por enquanto era melhor falar oque agradasse mais a Rose.
-Eu... –esta era a ultima oportunidade dela falar o que sentia por ele, do contrario se arrependeria disso para sempre, Rose se entregou ao choro e aquele desespero de que nunca mais iria pegar na mão do Doutor e sair correndo por ai enfrentando vilão com um sorriso no rosto – Eu amo você.
-Está
certo – O Doutor previu isso, era a vez dele falar o que sentia, dar seu Adeus
– e suponho... Que seja minha última chance de dizer... Rose Tyler...
Ele estava a ponto de dizer, só que
a conexão foi perdida naquele exato momento, Rose entra em desespero, ela viu
seu Douto desaparecer diante de seus olhos sem poder fazer nada, sente uma
angustia muito forte, ela precisava abraçar alguém para passar ao menos um
pouco, ao olha para trás e ver sua mãe a olhando preocupada, Rose corre ate sua
mãe e a abraça para tentar se livrar daquela dor, recendo um pouco de amor de
sua mãe. Ele se foi, seu Doutor... Nunca mais o veria, ou ele pegaria em sua
mão e diria, corre.
***
Rose se
acordou com o barulho da TARDIS, aquele barulho gostoso de ouvir que traz
felicidade a todos que o conhecem, o seu quarto ficava no andar de cima da
mansão dos Tyler, Rose se levantou da cama se supetão e correu pelos corredores
e foi ate a escada, se materializando no piso da sala estava aquela caixa azul
que ela amava, e de dentro saiu o Doutor trajado no seu sobretudo marrom e o
cabelo espetado mais impecável que ela já contemplou. Rose não suportou ficar
só olhando, logo ela estava correndo escada a baixo para pular nos braços do
Doutor...
FIM da parte:1
FIM da parte:1
* * *
_________________________________________________________________________
|Continua... ===>>

-Essa não... – disse o Doutor assanhando o cabelo


Parte 2
Rose se acordou com o barulho da TARDIS, aquele barulho gostoso de
ouvir que traz felicidade a todos que o conhecem, o seu quarto ficava no andar
de cima da mansão dos Tyler, Rose se levantou da cama se supetão e correu pelos
corredores e foi ate a escada, se materializando no piso da sala estava aquela
caixa azul que ela amava, e de dentro saiu o Doutor trajado no seu sobretudo
marrom e o cabelo espetado mais impecável que ela já contemplou. Rose não
suportou ficar só olhando, logo ela estava correndo escada a baixo para pular
nos braços do Doutor...
* *
*
Ele
estava mais contente do que nunca, mas como, aquele homem impossível, como ele
conseguiu retornar, será que ele foi capaz de dar as costas a todas as leis do
tempo e do espaço? Chegando à sala ela pulou nos braços do seu Doutor.
-Como? – ela perguntou depois do abraço
-Bem você
me conhece... – começou ele dado aquele sorriso de criança traquina que só ele
consegue – a abertura na pele do universo estava se fechando por completo.
-Mas então?
-Imagine
uma ferida Rose, agora imagine essa ferida cicatrizada. Vai ficar uma pequena
cicatriz não é mesmo? E para abrir essa ferida novamente basta uma unha bem
afiada. Ficou uma cicatriz na pele do universo, para abrir só bastava de uma
enorme consciência, eu conectei minha mente ao vortex temporal da TARDIS por
tempo suficiente para abrir uma passagem para esse mundo, agora a TARDIS pode
funcionar aqui por que eu dei um pouco de minha mente a ela.
-Isso não
vai te prejudicar Doutor?
-Bem...
Um pouco – disse ele fazendo charminho – é capaz deu perder a memoria de tudo
isso quando voltar para meu mundo, mas vale apena por você.
Ele segurou na mão de Rose Tyler e girou-a como se dançasse uma linda valsa.
-Rose
Tyler, que tal uma ultima viajem?
-Sim... –
disse Rose dando pulinhos de alegria
-Escolha,
você tem todo o universo... Mas só pode uma viajem, pois a consciência que dei
a TARDIS durara por pouco tempo.
-Eu quero
algo incrível Doutor, algo que me faça se lembrar disso para sempre!
-Você
quem pediu!
Ainda
segurando na mão dela os dois correram para dentro da TARDIS com destino
qualquer lugar. Apertando botões, acionando alavancas, dançando como uma
bailarina em volta do console da TARDIS o Doutor fez sua cabine telefônica
chiar.
-Se segura
em alguma coisa! - Disse o Doutor segurando nas barras de ferro
A TARDIS se agitou com violência, Rose foi lançada pra cima do console e logo
em seguida para trás. Ela se segurou no corrimão da escada com força, enquanto
a TARDIS passava por uma turbulência gostosa que Rose adorava. Logo em seguida
o Doutor se jogou em cima do console, puxou uma alavanca e apertou mais uma
dúzia de botões, faíscas explodia de todos os lugares, mas o Doutor ao invés de
se preocupar, parecia adorar, ele dava gritinhos de excitação e continuava
dançando em volta do console.
-Allons-y!
– gritou ele enquanto a TARDIS se agitava como um touro brabo, logo em seguida
toda a agitação parou e eles puderam respirar aliviados.
-Chegamos?
– Disse Rose se pondo de pé
A porta, aquela porta era como um portal magico onde você o abrisse e sempre
dava para alguma coisa, tinha sempre algo de tirar o folego do outro lado. Rose
olhou para a porta e para o sorrisinho que o Doutor dava pra ela, ele estava
com a mão estendida como um cavalheiro.
-Sim... –
disse ele – Sra. Tyler, está pronta?
-Sempre...
– ela disse pegando em sua mão
-Rose,
bem vinda a Darillium!
Quando o Doutor abriu as portas da TARDIS de forma teatral, a visão que ela
teve foi de chorar de emoção. O chão era forrado por um capim branco que
cintilava como diamantes, seus movimentos brilhavam as sete cores do arco-íris
ao receber a luz dos três sóis que brilhava logo a cima, cada sol com cores
diferentes, um amarelo, outro azul e o ultimo vermelho, esse era o maior de
todos. Eles estavam num lugar como uma espécie de colina, oque chamou mais a
atenção de Rose foram às torres, elas flutuavam no ar e dançavam.
-Mas...
Como? – perguntou Rose olhando para as enormes torres flutuando acima do capim
dançando magicamente como se estivessem em um conto de fadas.
-Bem... -
disse o Doutor – O Sol azul é o mais novo de todos, o sol amarelo estar na
metade da sua idade e o sol vermelho é o mais velho de todos, infelizmente está
morrendo...
-Eu me
referia as enormes torres dançantes flutuando no ar...
-Isso?
Bem, elas não estão dançando é claro, só é criado um efeito de repulsão entre a
energia emana do capim diamante e as torres de Dirillium. Elas estão apenas
flutuando e passeando pelas correntes de energia, por isso dá esse efeito de
dança.
-Não
estrague tudo com explicação dos senhores do tempo!
-Daqui á
algum tempo no futuro essas vão ser as famosas torres cantantes de Dirillium,
só não entendo como elas deixam de dançar e passa a cantar. Um lugar tranquilo
e pacifico sem nem um ser vivo, bom para trazer pessoas especiais.
-E você
já trouxe muitas pessoas aqui, Doutor? – perguntou Rose meio ciumenta
-Não, só
você...
Ao fechar a boca, a cima de suas cabeças passa uma espécie de transporte indo
em direção as torres dançantes, se parecia muito com um ovo, flutuou em direção
as torres, um buraco foi aberto na rocha e o ovo flutuante entrou.
-Tranquilo
e sem nem um ser vivo? – Disse Rose encarando o Doutor
-Uma
coisa nova – riu o Doutor voltando para dentro da TARDIS
-O que
vai fazer? – disse Rose correndo atrás dele
-Seguir
aquele ovo voador – disse o Doutor acionando uma alavanca, a TARDIS saiu do
chão e passou a voar no espaço – vamos! – faíscas saiam do console – isso é que
dar não usá-la muito como transporte, só estar acostumada a desaparecer e
reaparecer...
Ao chegar perto da montanha uma abertura em forma de circulo se formou, e o
Doutor desgovernado entrou com tudo dentro da montanha. Dentro da TARDIS eles
eram lançados para todos os lados ate quando o Doutor parou de repente.
-Chegamos...
-Chegamos
onde? – perguntou Rose
-Dentro
da montanha. Vamos.
Ao abrir a porta o Doutor percebeu que a TARDIS tinha esmagado alguns daqueles
transportes estranhos, eles estavam numa enorme sala cheia deles, como uma
espécie de estacionamento alienígena.
-Ops... –
Ele disse vendo a bagunça que sua TARDIS causou – vamos sair daqui antes que
nos descubram.
Bem a frente tinha uma enorme abertura como a boca de uma caverna, Rose e o
Doutor passaram por ela de mãos dadas. A abertura se abria para uma espécie de
povoado, bem iluminado alias, levando em conta que estavam dentro de uma
montanha flutuante.
-O que é
isso? – perguntou Rose
-Eu não
sei – disse o Doutor, ao perceber oque ele tinha acabado de dizer sorriu – você
não imagina o quanto é prazeroso dizer essas palavras, Rose.
-D-javú!
– disse Rose piscando – pra mim isso já aconteceu...
-Bem,
deve ser raro, mas acho que já devo ter dito isso!
-Não era
disso que eu estava falando...
-Bem...
O Doutor não teve a oportunidade de terminar sua frase, uma criatura azul meio
humanoide, com um rosto que se parecia um lagarto, usando uma manta branca
vinha correndo pra cima deles.
-Saiam da
frente – disse a criatura passando por eles e seguindo por um corredor entre
umas casinhas estranhas – estou atrasado!
-Vamos –
disse o Doutor pegando na mão de Rose – seja pra onde for...
As casas eram todas brancas, com exceção da janela e porta que eram pretas, as
casas tinham o formato oval assim como as janelas, com exceção das portas que
eram de diferente forma, como triângulos, retângulos, estrelas. No que deveria
ser o teto escavado na montanha tinha uma espécie de aura cor de violeta, era
leitosa e ficava se mexendo no teto como se fosse aurora boreal, era aquilo
junto com as paredes da caverna que emana luz deixando tudo bem iluminado.
-São
conhecidas como pedras da luz – disse o Doutor vendo o interesse de Rose nelas
– elas pegam a luz de fora e refletem aqui dentro, de dia fica iluminado e de
noite fica escuro.
-Este
lugar é tão incrível...
-Isso é
por que você não viu Gallifrey...
Antes que tivessem a oportunidade de falar mais alguma coisa, chegaram em um
ponto onde de as casas faziam circulo em volta de uma enorme pedra retangular,
tinha varias criaturas como aquelas que o Doutor tinha visto antes, e no centro
da pedra tinha outra criatura que não se mexia, parecia está morta. As
criaturas se amontoavam em círculos de mãos dadas em volta.
-O que...
– começou Rose, mas ela foi impedida pelo olhar que o Doutor deu pra ela, como
se a mandasse ficar em silêncio.
As criaturas estavam murmurando uma melodia tristonha, de cortar o coração,
parecia realmente ser um tipo de velório, agora Rose não tinha mais nem uma
duvida. O corpo sobre a pedra começou a brilhar num tom azul e foi aos poucos
passando para violeta, no fim era como se ela perdesse corpo e virasse um tipo
de vapor violeta que saiu flutuando no ar e foi se juntar aos outros que
flutuavam no teto da montanha, em quanto à criatura subia dela saia um tom de
uma nota musical, só um tom especifico.
-Como
isso é possível Doutor? – sussurrou Rose
-O corpo
dessas criaturas é altamente ligado com a alma, quando morrem os dois se fundem
e se transforma naquilo que você viu, aquele chiado provavelmente deve ser a
transformação acontecendo...
-Quem são
vocês? – fala uma das criaturas com cara de lagarto, essa parecia ter uma certa
autoridade naquele grupo – você vieram de baixo?
-Sim
viemos... – Disse o Doutor se rindo
-Vocês
são culpados pela morte de Etrixtha! – Disse a criatura pegando uma lança de
ponta afiada e apontando para o Doutor – vocês pagarão com suas vidas!
-Espera,
não fizemos nada – disse Rose
-Eu cuido
disso, Rose – disse o Doutor com as mãos levantadas – Nós não fizemos nada... –
diz o Doutor bem serio para as criaturas
-Minha
filha Etrixtha ouviu vozes pedindo socorro lá em baixo, ela desceu para ajudar,
foi quando ouvimos seu grito pedindo socorro e chegando lá a encontramos caída
no chão...
-Bem isso
é um problema! – Diz o Doutor colocando o dedo na lança e verificando o quanto
ela é afiada – Mas você não podem me matar
-E por
que não? – pergunta a criatura com raiva
-Por que
se me matar não saberá por que sua filha morreu e nem como morreu ou se pode
haver outros de mim...
-Tem
razão... - disse a criatura, logo em seguida ela deu um grito de ordem –
levem ele lá em baixo, é nosso refém, vamos ver se tem mais dos seus...
As criaturas escoltaram o Doutor por um caminho entre as casinhas estranhas,
entraram num túnel rochoso que só tinha mais decida.
-Espera,
para onde estamos indo? – disse o Doutor olhando para trás e só encontrando
lanças apontada para ele e uma Rose bem assustada
-Para a
parte de baixo da montanha é claro! – respondeu uma das criaturas mais alta
dando um leve cutucão no Douto com a lança
-Mas...
Quando você falaram lá em baixo, eu pensei que você estavam falando do solo de
Dirillium.
-Não seja
bobo, não conseguimos pisar em Dirillium, elas nos joga pra cima, só
conseguimos nos locomover através de um meio de transporte.
Eles chegaram a um lugar bem escuro e enorme, parecia uma caverna. De repente
pararam, as criaturas cutucaram o Doutor para ele ir na frente.
-Foi aqui
que a encontramos... – Disse o pai de Etrixtha – vamos chame os outros!
-Certo...
- disse o Doutor olhando em volta – não tem nada aqui!
-Rápido
criatura, ou ela morre – disse a criatura azul encostando a lança no pescoço de
Rose
-Tá,
certo... Agora eu só quero que me escutem! Só me escute tá legal? Pense bem, se
eu fosse o assassino ou fizesse parte de seu bando, seja lá oque for, você acha
mesmo que eu seria burro suficiente para subir lá em cima onde vocês estaria
procurando o assassino da garota e loucos por vingança?
-Isso não
prova muito coisa. Mas vou te da uma chance de salvar ela, mostre como minha
filha morreu – disse meio tristonho – ao menos me de alguma explicação, se
conseguir... Eu libero vocês.
-Me de
alguns minutos... – O Doutor sorriu, piscou o olho para Rose em quanto tirava a
chave de fenda sônica do bolso – seja lá oque for que matou Etrixtha ainda deve
estar aqui em algum lugar.
O Doutor apontava a chave de fenda sônica para todos os lados, lançando pulsos
sônicos tentando descobrir algum rastro de energia que não fazia parte daquele
lugar.
-Te
peguei! – disse o Doutor com o sorriso de uma orelha a outra – Eu sou o Doutor,
e em nome da proclamação das sombras, criatura revele-se – ele deu este
discurso olhando para uma enorme rocha, Rose e as criaturas se olharam sem
entender
-D-
Doutor? – disse uma espécie de robô saindo de trás da rocha.
-Um
Rystrom – disse o Doutor fazendo carinho no robô – faz tempo que não vejo um.
-Foi isso
que matou minha filha? – disse a criatura se aproximando do Doutor e do robô
-Calma
ai... É... Qual é mesmo o seu nome?
-Iskat –
disse o pai de Etrixtha
-Calma
Iskat, Rystrom são robôs de salvamentos, ele deve ter uma explicação para tudo
isso...
-Não
tenho culpa! – disse o robô numa voz metálica – ela apareceu e foi atingida
pela luz do portal...
-Mentira,
você gritou por socorro... – acusou Iskat
-Espera...
– o Doutor se pôs entre Iskat e o robô – que portal é esse!
-Do outro
lado dessa parede... – disse o robô apontando para umas gravuras na rocha que
faziam um grande arco como um portal – tem umas criaturas sobreviventes de uma
guerra, eles na auge do desespero abriram esse portal para fugirem de seu
mundo, mas só podia passar uma criatura, essa deveria abrir a portal daqui que
ficaria aberta por tempo suficiente para todos passarem. Mas não sei como
abrir, preciso de alguma coisa sônica.
-Bem... –
começou o Doutor
-Então...
– Iskat interrompeu o Doutor - ... O grito de socorro que minha filha ouviu foi
do seu povo quando o portal estava aberto?
-Sim –
respondei o robô – ela recebeu toda a luz e energia do portal e caiu morta, na
hora me desesperei e me escondi...
-Seu povo
precisa de ajuda? – perguntou Iskat
-Sim... –
disse o robô
-Não
podemos ajudar, não temos nada sônico
-Bem... –
tentou o Doutor quando foi interrompido pelo robô
-Mas tem
que ter, se não o portal não teria aberto aqui...
-Deve ter
tido algum erro...
-Bem...
-Não, é
raro cometermos erro!
Foram interrompido pelo barulho da chave de fenda sônica, o Doutor tinha
cansado de tentar entrar no assunto.
-Eu por
acaso tenho uma chave de fenda sônica!
-Chave de
fenda sônica – disse o robô Rystrom – eu pensei que isso era uma lanterna
engraçada. Por que você tem uma chave de fenda sônica! Você e marceneiro?
-Ei... –
Disse o Doutor fazendo careta pro robô – chaves de fenda sônicas são bastantes
úteis sabia?
-Ao menos
isso serve, use para abrir o portal! – pareceu se alegrar a voz metálica – use
Doutor, use para abrir o portal...
-Não... –
foi à resposta do Doutor
-Não?
-Bem...
Quem decide isso não sou eu – o Doutor olhou para Iskat – é decisão sua, parece
que a energia que vem daquele outro lado é radioativa, perigosa ao seu povo,
quer correr esse risco?
-Salve o
nosso povo – pediu o robô - não deixe eles morrerem...
Um grande peso foi colocado nas costas de Iskat, e agora? O que era mais certo
a fazer? Salvar um bando de criatura que ele nem conhecia podia significa o seu
povo todo morto, mas deixa-los morrer é crueldade demais...
-Tudo
bem, mas vai ter que ser do meu jeito – disse Iskat decidido – vocês vão
esperar agente voltar lá pra cima, e quando as criaturas que você protege robô
sair terão que procurar uma saída por baixo, o Doutor e essa garota de fogo nos
olhos vai ajudar vocês, eu vou lacrar a entrada para ninguém mais vim aqui...
-Por mim
tudo bem... – disse o robô
-Mas... –
começou Rose
-Vamos! -
interrompeu Iskat lavando todas as criaturas com eles de volta ao túnel!
Quando Iskat e os outros estavam longe o suficiente, Rose, o robô e o Doutor
ficaram frente a frente para o portal, esticando o braço do Doutor usou a chave
de fenda sônica, assistiram a parede brilhar cor de um branco celestial, formar
um arco e o portal se abrir lentamente...
-Sejam
bem vindos irmão, Selkinnes – disse o robô numa voz metálica para pânico do
Doutor
-Essa
não... – disse o Doutor assanhando o cabelo
-O que
foi Doutor! – Rose se preocupou
-Selkinnes!
Criaturas gasosas – disse o Doutor – passam de um mundo ao outro se alimentando
da vida, são como criaturas que só se alimenta da alma das pessoas, e quando
acabam, vão ao próximo mundo matar mais...
-Tudo bem
Doutor, você sempre dá um jeito
-Rose eu
sinto muito, estamos bem na linha de frente, vamos ser os primeiros a ser
mortos...
FIM da parte: 2
* * *
_______________________________________________________________
|Continua... ===>>
Parte 3
-Essa não... – disse o Doutor assanhando o cabelo
-O que foi Doutor! – Rose se preocupou
-Selkinnes! Criaturas gasosas – disse o Doutor – passam de um
mundo ao outro se alimentando da vida, são como criaturas que só se alimenta da
alma das pessoas, e quando acabam, vão ao próximo mundo matar mais...
-Tudo bem Doutor, você sempre dá um jeito
-Rose eu sinto muito, estamos bem na linha de frente, vamos ser os
primeiros a ser mortos...
* * *
O Doutor só tinha alguns segundos para fazer alguma coisa, os Selkinnes estavam
a poucos segundos de atravessar o portal e eles matavam atravessando o corpo.
-De
pressa Rose! – O Doutor puxou Rose pelo braço e a levou para trás da rocha onde
o robô estava escondido há pouco tempo – fique quieta, melhor, não respire... –
disse ele apontando a chave de fenda sônica para cima e acionando. Começou a
brilhar azul forte em cima deles.
Quando o portal se abriu aquela luz celestial iluminou por completo todo aquele
espaço cavernoso e umas formas gasosas saíram de dentro, flutuando no ar os
Selkinnes pareciam energia viva. Eles brilhavam uma cor de amarelo forte e se
parecia bastante com aquele tipo de aura que tinha no teto da montanha. Todos
eles subiram pelo túnel, seguido pelo robô logo atrás, em segundos o Doutor
pode ouvir o grito de desespero do povo da montanha flutuante, os Selkinnes
estavam matando a todos.
-Por que
não nós mataram? – Rose estava bastante assustada, ela olhava de um lado ao
outro esperando ver uma daquelas criaturas flutuando, mas o espaço onde estavam
tinha voltado à escuridão total...
-Essas
criaturas tem alguma ligação com fontes sônica, pois precisaram de uma para
abrir o portal, daí eu pensei “quem sabe posso confundi-los com uma onda sônica
e assim quem sabe salvar nossas vidas”
-Você
pensou? E se não tivesse funcionado?
-Funcionou...
– o Doutor parou para ouvir os gritos de novo, era angustiante ouvir aqueles
gritos de desespero, o Doutor correu corredor a cima para ver oque ele podia
fazer.
-O que
você vai fazer? – Rose estava logo atrás dele
-Olhar
oque está acontecendo lá em cima, me desesperar e ter alguma ideia, geralmente
é assim que funciona...
Quando o Doutor e Rose Tyler chegaram à estrada do túnel que estavam, a visão
que eles virão foi completamente assustadora: Os Selkinnes flutuavam de um lado
para outro atravessando o corpo da criaturas azul, todos aqueles que os
Selkinnes tocavam caíam no chão, mortos! Os Selkinnes, logo após atravessarem
os corpos mudavam de cor, do amarelo para o laranja e ganhavam uma aparência
como se estivessem pegando fogo, tinha criaturas correndo para todos os lados,
corpos espalhados pelo chão, uns por cima dos outros, era como se fosse um
verdadeiro massacre.
O Doutor vendo todo aquele horror começa a se sentir culpado, e ao mesmo tempo,
pensa no seu povo, milhões e milhões de Time Lordes mortos. O seu rosto
brincalhão e aquele sorriso que ela gosta de esboçar, desapareceram. O Doutor
estava serio e Rose pode ver uma raiva crescendo dentro dele, aquilo não era
nada bom.
No momento em que sua fúria está a mil, o Doutor se derrete completamente, Rose
tinha segurado sua mão. Ele de repente tira o olho daquela visão tenebrosa e
olha para seu lado e encontra olhando pra ele uma loira, linda e com cara
angelical, ela tinha ternura nos olhos.
-Você
consegue... – ela disse pra ele como se adivinhasse seus pensamentos – você
consegue salva-los Doutor, mas é para salva-los com a graça de um Doutor e não
com o ódio de um Dalek.
-É
claro... – Foi o que o Doutor conseguiu dizer, naquele momento ele sentiu
vontade de beijar Rose, toma-las em seus braços e não a soltar mais, mas esse
não era o momento, agora era hora de ser inteligente – muito bem oque sabemos
dos Selkinnes?
-Se
alimenta de alma – disse Rose excitada, aquele era seu Doutor, o Doutor que
salvaria o dia mais uma vez – e matam só tocando nas pessoas...
-Isso é importante
Rose, não toques neles, mas o que mais? Só isso não ajuda!
-O robô!
– disse Rose de repente – se são tão poderosos, por que precisam de um robô
para abrir o portal para eles?
-Bem por
que eles não são sólidos,precisam de uma matéria para abrir o portal... – o
Doutor abriu seus olhos o máximo que pode e assanhou seu cabelo mais uma vez,
Rose soube que naquele exato momento ele tinha acabado de ter uma ideia – o
portal, é claro o portal! Se encontrarmos o robô novamente e o obrigarmos a
abrir um novo portal os Selkinnes vão ser obrigados a entrarem, a seguir em
frente, do contrario vão ficar presos aqui para sempre e com o tempo morreriam
de fome.
-Ótimo,
só temos que achar o robô! – disse Rose olhando para o campo de morte, onde os Selkines flutuavam a cima das criaturas azul matando-as como espíritos da morte
– vamos atravessar isso?
-Eu vou
atravessar isso, já você, Rose Tyler, ficar aqui me esperando.
-E perder
toda a diversão?
-
ela cruzou os braços – se alguma coisa acontecer a você lá, eu quero estar por
perto!
-E se
alguma coisa acontecer a você Srta. Tyler sua mãe vai me matar, e você sabe que
ela tem capacidade para fazer isso... – o Doutor olhou pra cima e pensou um
pouco – prefiro enfrentar um Dalek
-Vai
ficar ai falando ou vai partir pra ação? – gritou Rose já entrando no campo dos
mortos
O Doutor revirou os olhos e correu para acompanhar Rose. Ele retirou sua chave
de fenda sônica rápido do bolso e acionou, não sabia se conseguiria enganá-los
dessa vez, pois estavam se mexendo e antes era como se usassem uma roupa
camuflada, quanto menos você se mexia, menos era visto, e quanto mais se me
chia, mais você gritava “venham me matar”.
Um Selkinne da cor laranja os viu e foi com tudo para cima deles, um toque e
ele mataria os dois. Rose pressentiu a presença do Selkinne segundos antes dele
toca-los, ela se jogou em cima do Doutor escapando por pouco. O Selkinne voltou
flutuando para o ar e preparou outro ataque.
-O que
fazemos agora? – Disse Rose respirando em cima do peito do Doutor, se não fosse
um momento de grande perigo, visto de fora era uma cena sexy – a chave de fenda
sônica não os estão confundindo mais...
-É Claro
que não, estamos se mexendo, seria pedir muito... – Disse o Doutor por baixo de
Rose
O Selkinne no ar pareceu meio confuso, o Doutor e Rose estavam muito parados um
por cima do outro, e o Doutor ainda estava segurando sua chave de fenda sônica,
foi só então quando ele percebeu o Selkinne olhando de um lado para o outro se
perguntando ode eles tinham ido parar. Rose fez menção de se levantar, mas o
Doutor segurou em seus braços e a puxou para mais perto.
-Espere
Rose – ele sussurrou – melhor ficarmos assim por um tempo, estamos deixando ele
confuso, logo ele vai sair dali...
-Se você
diz... – ela sussurrou de volta
Rose gostou, estavam agarradinhos como um casal de namorados, no meio do campo
de batalha aquilo era excitante. O Doutor percebeu as mãos de Rose no seu
peito, seus dois corações bateram mais acelerado. Ele nutria um amor por Rose
Tyler, ela era uma loira muito bonita e sexy, além do mais inteligente, era
tudo que ele queria naquele momento, e seu desejo era que ela fosse imortal
para viverem juntos para sempre, ou que ele mesmo fosse mortal para passar o
resto de sua vida com dela. Se seus últimos dias fosse viver uma vida como um
humano ele escolheria Rose Tyler para ficar ao lado dele.
-Doutor,
o seus corações... – Rose sentiu
-É só o
medo de te perder... – respondeu o Doutor sem perceber que aquilo saiu
totalmente romântico de sua boca
-Rose...
É... Eu... – o Doutor foi obrigado a se calar, pois sua boca tinha sido fechada
pelos lábios de Rose Tyler.
Rose esperava que o Doutor se afastasse, se assustasse, a impedisse de alguma
forma, mas ele retribuiu seu beijo. Foi o beijo mais ardente que Rose já
sentiu, junto com a adrenalina de serem mortos a qualquer momento, os gritos
tinham sessado e naquele momento estavam concentrados só na reação um do corpo
do outro...
Foi quando Rose percebeu que apesar de ser alienígena, o Doutor tinha reações
humanas, pois assim como um homem qualquer se excitaria naquela situação, Rose
sentiu uma coisa dura nas calças do Doutor e não era sua chave de fenda
sônica...
(...)
O Doutor ficou constrangido com tudo que aconteceu, ele precisava agir
normalmente. Mas onde estava seu sobre-tudo? Olhou de um lado e para o outro,
tinha ido parar longe depois de toda aquela loucura, se levantou e o vestiu...
-Rose,agora
temos que avançar lentamente... – Disse o Doutor se pondo de pé
-Mas e se
nos virem de novo? – perguntou Rose – se jogamos no chão de novo?
-É claro
que não, dessa vez pode ser que não tenhamos tanta sorte, esses Selkinnes estão
espertos quanto a nós...
-Então o
que faremos?
-A coisa
mais esperta a se fazer quando está em uma luta que não pode ganhar... – disse
o Doutor serio. Rose o olhou bem fundo nós olhos esperando algo genial – agente
corre...
Lado a lado seguiram em frente à procura do robô traíra, como a sônica do
Doutor não funcionava para ocultá-los dos Selkinnes, ele passou a usá-la para
localizar uma tecnologia alienígena consciente, em outras palavras, localizar o
robô Rystrom . O Doutor a segurava a chave de fenda como um lutador de
esgrima, apontando para todos os lados e de quando em quando a olhando como se
só pelo som compreendesse oque ela tinha localizado, quando de repente...
-Achei...
– disse o Doutor correndo em uma direção e desviando dos corpos que encontrava
no meio do caminho
Atrás deles dois Selkinnes brilhando como fogo vivo voava em sua direção. Era
como se na fase de alimentação todos os Selkinnes ficassem como se estivessem
em chamas, aquilo era assustador, e pior ainda era ser perseguido por dois
daqueles monstros que matava só em tocá-lo. Rose e o Doutor fizeram como
planejaram, correram, mas desviar de corpos e correr o mais rápido que pudesse
era praticamente impossível.
O Doutor estava na frente ele decidia as direções tomadas e Rose logo atrás a
ponto de ser tocada, de pertos as criaturas pareciam pássaros infernais. O
Doutor precisava pensar em alguma coisa rápido, não podiam correr para sempre.
Foi quando ele tomou uma decisão que se arrependeu amargamente, numa esquina
virou à direita e isso os levou a uma espécie de beco sem saída. Lado a lado O
Doutor e Rose ficaram de costas para as paredes, deram as mãos, era o fim...
-Eu sinto
muito, Rose...
-Doutor...
Os Selkinnes param a poucos centímetros a cima deles, esse era um daquelas
pausas angustiantes, onde o vilão estava a ponto de matar o herói, mas para um
pouco para saborear a vitória. De mãos dadas o Doutor e Rose esperaram o seu
fim, mas o Doutor percebeu que os Selkinnes não tinham parado de propósito, os
dois estavam se contorcendo a cima deles. Foi quando o Doutor descobriu o que
estava acontecendo e rapidamente segurou um dos lados de seu sobre-tudo e
abraçou Rose cobrindo-as completamente, segundos depois escutaram um barulho
como se fosse uma pequena explosão de fogo consumindo alguma coisa, sentiram
por um breve momento um calor agonizante sobre eles, quando se normalizou o
Doutor soltou Rose e viu que os Selkinnes haviam sumido.
-NÃO! –
ouviram uma voz metálica gritar
Correram em direção aquela voz e encontraram o robô em cima daquela pedra
retangular que a pouco tempo o Doutor e Rose assistiram Etrixtha virar
aquela massa violeta e ir morar no teto da montanha. O robô Rystrom
estava com seus pequenos braços metálicos erguidos em direção ao céu.
-Meus
irmãos Selkinnes, estão todos morrendo... – se lastimava o robô
-Morrendo?
– o Doutor fez uma cara de espanto, ele olhou para o céu que ardia em fogo,
havia Selkinnes por todos os lados explodindo em chamas – mas, como?
-Não
temos tempo pra isso! – gritou Rose – você! robô estranho, abra logo outro
portal antes que os Selkinnes mate a todos aqueles seres estranhos!
-Você é
uma humana não é? – sugeriu o robô – bem que previ isso, humanos carregam uma
sega esperança nas costas ate o ultimo segundo, mas agora humana vou ter o
prazer de ver a sua desaparecendo... – o robô olhou bem nos olhos de Rose – os
gritos cessaram, não percebeu, todos pararam de gritar, todos estão mortos!
Não, não era verdade, Rose não podia aceitar que era tarde demais. Só que era
isso que toda a situação sugeria, os gritos cessaram e o numero de mortos era
assustador, tinha corpos azul espalhados por todos os lados e alguns empilhado
em cima do outro formando um tipo de monte de gente morta. Rose olhou para o
Douto esperando encontrar alguma esperança, mas esse estava serio e seu rosto e
indecifrável. De repente, ele passou aprestar atenção nos Selkinnes explodindo
por todos os lados.
-Como
eles podem simplesmente estarem morrendo? – perguntou o Doutor tentando
entender aquela situação
- Irmãos
Selkinnes! A quem vou servir agora! – o robô se lastimou ainda mais quando viu
que não tinha mais nada para fazer - Aquelas criaturas foram pra eles como
veneno, afinal do que eram feitas?
-Veneno...
É claro! – O Doutor entendeu – os Selkinnes se alimentam da alma, inteiramente
dela. Mas lembra Rose de quando eu disse que o povo da montanha tinha suas
almas ligadas inteiramente com seus corpos, os dois não podiam se separar, os
Selkinnes entravam dentro deles pronto para se alimentarem, mas só que não
contava com o elo de ligação corpo e alma, eles sofrem esse efeito de rejeição
que é como se saíssem envenenados, é claro eles matam o povo da montanha, mas
Saem feridos da batalha ou melhor, envenenados!
-Mas isso
quer dizer que todos morrem? – perguntou Rose Tyler triste
-Não
Rose... – respondeu o Doutor confiante – daqui a algum tempo essas não
vão ser a torres dançantes de Dirillium, com a morte de todo o povo da montanha
a energia de repulsão entre as torres e o capim diamante é quebrado e então as
torres caem... Eu sempre me perguntei o que acontecia para as torres de uma
hora para outra parassem de dançar e passassem a cantar!
-Foi você
Doutor... – respondeu o robô – você aconteceu, se você não tivesse vindo aqui
hoje, essas duas raças alienígenas nunca teriam se encontrado e uma nunca teria
acabado com a outra...
Aquelas palavras para o Doutor caiu como uma montanha em sua costa. Mais peso
para a consciência, mais um fardo para carregar, mais um motivo de
arrependimento. Mas ele não iria levar toda a culpa...
-Você,
robô do tipo Rystrom ... É culpado por ajudar os Selkinnes passarem de um
mundo para o outro e os ajudarem a devorar toda a vida daquele lugar. Sabe-se
se lá quantas vidas você ajudou os Selkinnes matar, é por isso que você vai ser
desmontado peça por peça...
Antes que o Doutor tivesse a chance de falar mais, o robô saiu a toda
velocidade por um corredor, abriu seu portal e fugiu. O Doutor acompanhou isso
de onde ele estava mesmo, não mexeu nem um músculo para impedir a fuga do
robô...
-Por que
você não pegou ele?
-Depois
do susto que eu fiz a ele, ele vai passar o resto de seus dias de duração se
escondendo de mim...
Rose sorriu. A montanha começou a gemer, e dar leve terremoto. Era como se ela
começasse a descer ao chão gradativamente.
-Vem Rose
– o Doutor chamou Rose puxando sua mão
-Para
onde vamos? – perguntou ela...
-Escutar
a primeira canção da montanha...
O Doutor guiou Rose correndo as pressas ate chegarem na parte bem mais alta de
dentro da montanha, o lugar onde estava parecia uma colina. Se deitaram no
chão, ficaram olhando pra cima ansiosos pelo momento mágico. Como se tudo
estivesse esperando só pelos dois, assim que se deitaram e olharam para cima
começou: primeiro foi o tremor, a montanha dava leve tremidinhas causando um
arrepio gostoso no peito de ambos, depois veio a aura de todos que morreram, parecia
umas massas de luz meio lactosa brilhando uma cor violeta, subindo ao céu da
montanha ao mesmo tempo causando um efeito mágico e o som, um som triste e
melancólico...
-Lembra
que quando Etrixtha morreu e seu corpo transformado só emitia uma nota
musical? Agora ouça Rose vário deles mortos, juntos formando uma linda musica...
-Isso não
é lindo Doutor, é triste!
-É sim...
É como um lembrete, e todos eles juntos vão ficar tocando essa melodia triste
por anos e anos e ninguém a não ser nós vai saber o do por que as montanhas
cantarem...
Ficaram ali deitados por um tempo, o Doutor não viu, mas Rose chorou
silenciosamente, vento todos aqueles mortos se transformarem em notas musicais
para juntos comporem uma melodia que atravessaria o tempo. Depois o Doutor se
levantou, e ajudou a Rose se por de pé também, estava na hora de voltar para
casa são e salvos.
-Não há
risco de nem um Selkinne ter sobrevivido? – perguntou Rose quando estavam quase
perto da passagem que dava para a sala onde a TARDIS estava
-Não
mesmo, só se algum viu que a comida tava envenenada e resolveu se esconder ate
o portal se abrir de novo, mas creio que essa chance seja de uma em um milhão,
por que eles estavam com muita fome e não se segurariam...
Um Selkinne saiu da abertura que eles estava aponto de entrar, a luz branca
celestial flutuou a cima dele e de quando em quando ganhando a aparecia de uma
pássaro assustador. E Doutor virou as costas e ainda tentou correr, mas o
Selkinne atravessou suas costas e saiu pelo seu peito derrubado o Doutor pra
frente. Rose Começou a gritar desesperada.
-Nãoooooooo!
Doutor!
O Doutor se virou para olhar para Rose, ela seria sua ultima visão, energia de
regeneração já estava saindo pela boca do Doutor, mas o Selkinne atacou de novo,
entrou pela barriga do senhor do tempo e se demorou lá dentro, quando a luz
branca saiu de dentro do Doutor seu corpo já não tinha mais vida, sua cabeça
caiu pro lado de olhos aberto e a energia de regeneração havia sumido. Rose
gritava em desespero, e não se importou quando o Selkinne ficou frente e frente
com ela e atravessou o seu peito.
FIM da parte: 3
* * *
_________________________________________________________________________
|Continua... ===>>

Parte 4
O Doutor se virou para olhar para Rose, ela seria sua ultima visão, a energia de regeneração já estava saindo pela boca do Doutor, mas o Selkinnes atacou de novo, entrou pela barriga do senhor do tempo e se demorou lá dentro, quando a luz branca saiu de dentro do Doutor seu corpo já não tinha mais vida, sua cabeça caiu pro lado de olhos aberto e a energia de regeneração havia sumido. Rose gritava em desespero, e não se importou quando o Selkinnes ficou frente e frente com ela e atravessou o seu peito.
* * *
Os gritos de desespero de Rose eram de cortar a garganta, estava tudo escuro, então era assim morrer? Cadê a luz no fim do túnel? Quando a criatura atravessou seu peito ela sentiu a dor rasgando-a por dentro e devorando sua alma, em sua mente ela escutava uma voz familiar falando “calma querida, está tudo bem”. Tinha alguma coisa agarrando forte Rose, ela se desesperou, começou a se debater “calma queria!”, aquela coisa que ia mata-la queria que ela ficasse calma? Rose abriu os olhos e ela não viu uma luz no fim do túnel, mas sim dois grandes olhos vermelhos assustadores olhando para ela.
-Calma querida! – a voz falou mais claramente
Não ia ficar, se aquela coisa ia mata-la teria muita dor de cabeça antes disso... Rose se debatia e a coisa a abraçava mais forte. Foi quando ela caiu em si, ela estava em seu quarto nos braços de seu pai, Rose estava dando socos contra as costas de seu pai, seu quarto estava escuro, mas e os olhos? Cadê eles? Aviam sumidos!
-Calma querida... – dizia ele abraçando-a forte
-Pai?
-Graças a Deus! – disse Peter Tyler feliz – sim querida, sou eu...
-Por que não acendeu a luz?
-Quando você começou, eu entrei com tanta pressa que nem pensei em ligar a luz!
Peter soltou Rose aos poucos, foi ate a parede perto da porta de entrada e acendeu a luz. Sentada na cama abraçando os próprios braços assustada estava Rose Tyler. Poderia não ser sua filha realmente, Rose poderia ser filha de outro Peter Tyler de outro universo, mas ele já sentia um amor de pai por ela e como todo pai faria de tudo para proteger sua filhinha. “isso tudo era culpa daquele Doutor, desde aquele dia em que ele a deixou chorando nos braços de sua mãe na Bahia Lobo mau ela vem tendo esses pesadelos” Peter Tyler pensava tudo isso olhando para sua Rose indefesa.
-O que foi dessa vez querida? – perguntou ele sentando de novo ao lado da cama dela – ele a abandonando de novo!
-Não, foi ele morrendo... – disse Rose se encolhendo ainda mais na cama – só que dessa vez foi pior que qualquer outro pesadelo – Rose começou a chorar e procurou aconchego nos braços de seu pai – uma de minhas melhores lembranças pai... A minha lembrança mais feliz com ele... Estragada, ao invés de sairmos felizes, contentes para qualquer outro lugar, uma criatura tinha sobrevivido e matou ele na minha frente e depois tentou me matar pai... Mas você me acordou bem atempo.
-Ô querida! Eu sempre vou está aqui...
-Ele morreu na minha frente pai... – Rose chorava nas costas de seu pai, não tinha como controlar, a sua lembrança feliz não á trazia mais alegria, pelo contrario...
-Querida, isso é por que você ainda tem esperança que ele volte e sua mente fica criando essas alucinações... Você tem que esquecer ele, Rose.
-Vou tentar pai! – ela disse se afastando dele e enxugando os olhos com as costas da mão – eu acordei a mamãe?
-Sim Rose, mas não se preocupe. Ela ate tentou vim aqui, mas eu não deixei, poderia fazer mal a seu irmãozinho que ela está carregando...
-Já estou melhor pai pode voltar, a mamãe deve estar preocupada.
-Tem certeza?
-Sim eu tenho... – disse Rose enxugando as lagrimas – afinal pesadelos não pode me fazer mal algum. E tenho que ir para o Torchwood amanhã cedo.
-Tudo bem então...
Peter se levantou, foi ate a porta, estava a ponto de apagar a luz...
-Melhor deixar acessa – ele disse vendo o rostinho de pânico dela, estava com o cabelo todo bagunçado mais ainda assim era linda – qualquer coisa, pode gritar...
Rose não disse nada, mesmo naquele momento ele ainda tentava ser engraçado. Rose se levantou rápido assim que ele saiu e fechou a porta. Ela foi ate sua cômoda, na ultima gaveta escondido em meio a suas calcinhas estava um disco prateado e amarelo no centro que há muito tempo atrás se pressionado contra o peito te levava em um pulo para outro mundo paralelo a este, Rose o escondia em meio as suas calcinhas, pois nem sua mãe e nem seu pai e muito menos Mickey se atreveria a mexer ali.
Rose o segurou com esperança ”por favor, funcione...” apertou contra o peito e nada aconteceu, estava no mesmo quarto no mesmo mundo paralelo. Rose naquele momento sentiu como se olhos a estivesse observando, ela olhou rapidamente para trás e viu por um estantes dois grandes olhos na escuridão de debaixo de sua cama, mas foi por segundos, ela piscou duas vezes e eles aviam sumido. Talvez ela ainda esteja com sono, guardou o disco novamente. Todo dia ela fazia isso, na esperança deles funcionarem algum dia. Depois ela voltou triste para sua cama tentou dormir só que não conseguia, ficava pensando em tudo que aconteceu, naquele momento magico que ela reviveu naquela noite e em como ele se transformou em terror.
Rose assistiu o resto de a noite passar deitada olhando para o teto, não se atrevia voltar a dormir. Estava louca para voltar para ir ao Torchwood de manhã, talvez aquele instituto seja a única coisa louca que se aproxime mais do Doutor naquele mundo sem graça... Como este mundo paralelo era igual ao outro, só que mudando algumas coisas, Rose esperava topar com a versão do seu Doutor andando no meio da rua qualquer dia desses, mas a cada dia que passava ela se convencia de que isso era impossível.
Quando o sol raiou, antes de descer para o café da manhã, Rose testou mais uma vez o disco contra o peito, mas como ela previa nada aconteceu...
Samira estava servindo o seu pai que já estava na mesa trajado de terno, pronto para ir ao trabalho. Peter lia uma jornal avidamente, em quanto Samira a empregada da família servia um chá na xicara de Peter, um típico senário britânico.
-Mamãe tá tomando o café da manhã na cama de novo? – Falou Rose se pondo a mesa do lado dele.
-Sim, querida... – disse Peter fechando o jornal para olhar pra Rose – ela disse que está ficando gorda, acredita?
-Mas ela está gravida, claro que vai engordar...
-Foi oque eu disse, mas ela não quer que ninguém a veja assim...
Peter e Rose riram juntos. Foi engraçado e ao mesmo tempo bom para Rose aquele pequeno momento de descontração. Samira que ouviu um pouco da conversa e conhecia muito bem Jackie Tyler se riu do seu canto da cozinha com cuidado para os Tyler na mesa não notarem...
-Mas e você querida está bem? – perguntou Peter pigarreando
-Sim... – Rose evitou seus olhos, olhando para sua xicara de chá vazia – estou ótima...
-Sua mãe já está pensando no nome do beber acredita? – Peter mudou de assunto se arrependendo de ter lembrado Rose de seu pesadelo – Eu queria que a criança se chamasse de Oswaldo, mas sua mãe quer chama-lo de Tony.
Rose não disse nada só deu um sorrisinho bobo
-Oque você acha Rose? Eu a ganho nós argumentos? – Ele bem que tentou, mas não conseguiu arrancar a tristeza nos olhos de Rose – sabe o Myckey, ele comprou com o dinheiro que está ganhando trabalhando no Torchwood uma mansão para ele e sua avó.
-Que legal... – disse Rose – no nosso mundo ela tinha morrido, nesse ele tem a chance de dar pra ela tudo que ela merece...
-Rose pare de pensar assim... –advertiu seu pai – você tem que começar a pensar que esse é seu mundo também... Não pode ficar falando coisas desse tipo.
-Tudo bem... – disse Rose, ela não queria conversar sobre aquilo de novo.
Engraçado chamar o chá da manha dos londrinos de café-da-manhã, mas em fim, passaram todo este tempo em silencio. Samira percebeu que o clima de alegre e divertido ficou mais serio, saiu da cozinha e foi olhar se Jackie estava precisando de mais alguma coisa. Depois seu pai se levantou e saiu pra alguma entrevista sobre seu refrigerante com gosto de pipoca.
Rose Tyler estava trajada numa roupa preta que era o padrão do Tochwood, uma calça colada com uma camiseta regata preta e uma jaqueta de couro, pra completar uma bota de salto alto preto. No caminho para pegar o Zepelim ate o Tochwood as pessoas no meio da rua ficava fitando-a e cochichando. O cara que controlava o dirigível já conhecia Rose, ele era bichinho e engraçado. Ao ver Rose Tyler, aquela garota sexy se aproximando ele sorriu...
-Senhora Tyler... – ele disse – senhorita Tyler, chegou cedo hoje!
-Estou a fim de ficar parada um pouco no ar admirando Londres, Norbert – ela respondeu tentando esconder que estava triste como se lamentasse a morte de alguém...
-Claro senhorita Tyler... – disse ele abrindo a porta da cesta do Zepelim para que Rose entrasse – eu vou sobrevoar o BIG-BANG antes de ir para o Tochwood, a senhora vai gostar, vai sim, eu sei que vai.
-Obrigada, Norbert!
Uma das coisas que Rose amava nesse mundo paralelo era viajar de Zepelim, isso a lembrava de quando ela estava pendurada numa durante a primeira guerra mundial e conheceu o capitão Jack Harkness. Ele era mais um dos que Rose sentia falta. Rose estava com as mãos cruzadas sobre a cesta do Zepelim e olhando para Londres lá em baixo, era tranquilizador...
-Chegamos ao Big-Bang senhorita Tyler.
Rose olhou de lado e lá estava ele, aquele enorme relógio. Logo uma lembrança a invadiu, dela e do Capitão Jack Harkness dançando de frente ao Big-Bang em cima de uma nave espacial invisível, aquilo a deixou mais triste. Ela percebeu o olhar que Norbert dava pra ela e lhe deu as costas, por um segundo flutuando no ar Rose pensou ter visto dois olhos assustadores olhando pra ela, mas eles sumiram antes que ela pudesse analisar.
-Senhorita Tyler, posso me atrever a fazer uma pergunta impertinente?
-Sim, Norbert... – disse Rose tentando disfarçar a tristeza com um sorriso
-Desde a primeira vez que a senhora veio ate meu Zepelim e me alugou para ir todos os dias ao Torchwood, eu me alegrei, imagine só, eu carregando um agente da Torchwood. Mas eu notei uma coisa na senhora, a senhora sempre carrega uma tristeza nos olhos, eu de inicio pensei que era por causa de seu trabalho senhorita Tyler, vocês deve ver coisas tristes todos os dias, mas não é não... Essa tristeza é mais profunda, por mais que a senhora tente disfarçar senhorita Tyler, mas não consegue, gora oque eu não entendo é oque uma mocinha na sua idade tem para se lastimar tanto, todos os dias...
-Eu perdi alguém muito importante pra mim...
-Entendo senhorita Tyler... – Norbert percebeu que Rose estava mais triste, ela olhava para Londres, mas era como se não olhasse, ela estava perdida em lembranças ruins – Uma coisa parecida aconteceu com minha mulher, sabe nosso filho saiu de casa e foi para a faculdade, depois disso, toda noite ela tem pesadelos com ele. Ou ela sonha com ele morrendo e acorda desesperada, ou alguém maltratando ele, toda noite é uma coisa diferente... – Norbert viu que Rose não se importou com a historia que ele contava, então se arrependeu de ter falado - Desculpa senhorita Tyler, vou mudar o curso para o Torchwood imediatamente!
No Torchwood Rose conhecia o Mickey, Jake e Anne, eles eram sua equipe. Mickey estava com o passar do tempo impressionando Rose, ele estava treinando bastante com o armamento e tudo mais junto com Jake, os dois estavam ficando fortes e musculosos. Mickey principalmente, ela mal via ele, pois o Mickey ou Ricky passava a maior parte do tempo cuidando de sua avó, então esse momento no Torchwood era importante para ela ver ele. Anne já trabalhava no Torchwood antes deles chegarem, ela era uma menina doce e calma, não sabia lutar nada e Rose desconfiava que ela soubesse segurar uma arma, mas oque ela sabia melhor que ninguém era mexer em um computador, então ela era tipo a NERD da equipe.
Em cima do Torchwood tinha uma área para pousos de Zepelins. Depois de se despedir e agradecer a Norbert, Rose entrou no Torchwood usando seu cartão especial para abrir portas, foi direto para a sala da equipe. Rose Tyler era a segunda no comando do Tochwood, ela não podia simplesmente chegar e tomar o lugar do chefe que era Crawfort, um moreno alto que parecia conhecer mais sobre guerras mundiais do que alienígenas.
Quem recebeu Rose assim que ela abriu a porta foi Jake, basicamente o melhor amigo de Mickey nesse mundo paralelo, um loiro lindo de cabelos espetados. Ele estava de braços cruzados esperando Rose quando ela apareceu sobre a porta.
-De pressa, Rose vamos! – ele disse se virando e seguindo pelo corredor
-O que aconteceu? E se é alguma coisa importante por que não foi o Mickey a me receber? – ela perguntou seguindo ele
-O Mickey está com a Anne, Londres está tendo um surto de pessoas assustadas com grandes olhos aparecendo do nada.
-Alienígenas?
-Não dessa vez – respondeu Jake – todos os surtos tem ligação, mas não parece ser alienígena.
O Torchwood era enorme, mas como a sala deles ficava perto da cobertura, rapidamente chegaram ao QG, Anne estava com estava com seus fones piscando e ela olhava para a tela e nem piscava, digitava o teclado avidamente. Foi impossível de Rose não se lembrar do dia do surto fantasma, aqueles fones se pareciam com os que transformaram aquelas pessoas em Cyberman.
-Anne? – Rose disse assustada
-Olá, Rose... – ela disse sorrindo e olhando para Rose
Mickey estava ao atrás de Anne olhando para a tela do PC, ao ouvir a voz de Rose ele saiu de trás de Anne e foi ate ela.
-O surto começou a mais ou menos 6 meses, só que ele vem piorando desde então. O computador da Torchwood começou a localizar só há pouco tempo. Anne está tentando rastrear energia alienígena, mas não está conseguindo...
-Esses fones de ouvido ainda me assustam... – disse Rose olhando para Anne
-Nós já falamos sobre isso Rose, eles não são os mesmos que transformava aquelas pessoas em Cyberman, nós só copiamos o Designer e o transformamos em dispositivos de comunicação...
-Muito obrigada, mas meu celular funciona muito bem pra isso... – disse Rose
-Rose, os fones são mais rápidos, se você estiver em perigo é só clicar um botão e pensar com quem quer se comunicar.
-Encontrei disse, Anne... – chamando a atenção de todos que se colocaram atrás dela – tudo bem, não tem nem uma relação alienígena, isso é obvio. Mas se eu coloco para o computador achar alguma ligação entre a energia terráquea temos tristeza, os surtos vem acontecendo em casas na qual as pessoas perderam algum parente, ou alguma coisa do tipo.
-Oque são exatamente esses surtos? – perguntou Rose
-Pesadelos. – respondeu Anne
-OOOH – Disse Rose
-Espera ai Rose – disse Mickey olhando pra ela – eu te conheço, oooh oque?
-Engraçado... – disse Rose pensativa – pois eu ando tendo pesadelos esses dias. Pode ser só coincidência não é?
-E começou a tê-los há quanto tempo? – perguntou Jake
-6 meses – respondeu ela começando a perceber que ela também estava dentro das estatísticas
-E por que você não nos falou logo? – disse Anne largando o computador
-Por que eu achei que não era importante falar sobre meus pesadelos!
-Tudo bem... Calma Rose...
-Mas e esses tal olhos? – perguntou Jake – você os vê, Rose?
Então Rose se lembrou, não era apenas invenção de sua cabeça, ela tinha visto dois na noite em que uma de suas melhores lembranças com Doutor tinha se transformado naqueles pesadelos. E no Zepelim quando ela estava se lembrando do Capitão Jack Harkness.
-Sim... – sua resposta causou pânico nos outros três que estava olhando pra ela
-E você não ficou com medo? – Mickey pareceu não acreditar – Rose você dois grandes olhos assustadores e não pira como o resto do mundo?
-Não! Meus pesadelos me causaram mais medo... E por momentos eu nem estava aceitando que esses olhos existiam...
-Certo, já temos de onde partir... – disse Anne – Rose onde foi que você viu mais esses olhos?
-No meu quarto...
-Certo... – disse Mickey – vamos passar o resto do dia reunindo informações sobre essas coisas e a noite... À noite vamos dormir com você, Rose.
Rose se lembrou do condutor do Zepelim, Norbert. O que era que ele tinha falado de sua mulher? Ela se esforçou ate que lembrou... E disse tudo a Mickey, Jake e Anne, falou sobre a mulher de Norbert tendo pesadelos toda noite por conta de seu filho...
Quando saíram àquela manhã, todas as pessoas que tiveram aquele surto disse sempre a mesma coisa. Tinham pesadelos, por conta de entes queridos, e quando se acordavam por segundos imaginavam ou acreditavam ter visto olhos assustadores flutuando encarando-os. A cada relato escutado as coisas iam ficando cada vez mais assustadoras. Alguns juravam ter ouvidos umas vozes assustadoras de cortar a alma, a sensação era de que quando iam dormir eles ficavam na companhia da própria morte amedrontando-os, preparando eles para alguma coisa.
* * *
-Sim querido pareciam olhos do próprio demônio! – disse uma velhinha assustada
* * *
-No pesadelo eu pedia a minha mulher em casamento e logo em seguida ela era atropelada na minha frente, fiquei coberto de sangue, foi horrível – respondeu um jovem de 21 anos.
* * *
-Eu pedia demissão ao meu chefe, no escritório dele, era terceiro andar, logo em seguida ele ficava com raiva e me jogava pela janela – respondeu um empresário.
* * *
-No pesadelo eu ia conhecer o Rio de Janeiro, era o meu sonho, quando eu estava no alto do Cristo Redentor eu caia lá de cima, segundo antes de atingir o chão eu acordava e foi quando vi os olhos pela primeira vez – respondeu um homem alto tomando uma xicara de chá tremulo
* * *
-Sonhei que aprendia a pilotar um helicóptero, foi quando bati contra o Big-bang – disse um senhor tristonho
* * *
-Minha mãe está muito doente sabe, e eu sonhei que ela tinha morrido, foi muito desesperador – disse um rapaz muito bondoso.
-Já chega, não quero ouvir mais sobre pesadelos... – disse Rose quando os três estavam saindo da casa do rapaz bondoso.
-Nem eu, já estou ficando com medo dessas coisas... – disse Mickey
-Ótimo, isso me conforta, Mickey – disse Rose
-Eu não quis...
-Esquece!
Naquela noite Peter Tyler recebeu feliz, Rose e seus colegas do Torchwood, ele sabia que eles só queriam ajudar e certamente dormir com companhias amigas ajudaria Rose a não ter mais pesadelos a noite. Anne, Mickey e Jake traziam vários tipos de equipamentos estranhos, levaram tudo para o quarto de Rose, montaram e conectaram os aparelhos nos braços e colocaram uma coisa que se parecia um capacete na cabeça de dela.
-Vamos ficar monitorando seus sonhos... – explicou Anne – e ver oque acontece e se “esses olhos” aparece, se o seu pesadelo se tornar muito pesado nós a acordamos com uma pequena descarga elétrica do equipamento.
-Obrigada gente... – disse Rose deitada sem poder mexer com os equipamentos conectados nela - mas desliguem a luz para mim dormir, só consigo dormir com a luz desligada.
Quando a luz foi apagada e todos ficaram em silencio tornou tudo mais assustador. Eles não podiam falar para que Rose conseguisse dormir, por isso quando queria falar alguma coisa sussurravam oque deixava tudo muito mais tenebroso, lá pra meia noite a maquina começou a se ativar, Rose estava dormindo.
-Ela dormiu... – sussurrou Anne
-Ótimo, agora vamos ver oque acontece... – sussurrou Mickey de volta
De inicio não aconteceu nada, Rose estava tendo um sono leve. Mas então o quarto se tornou mais gelado, eles sentiram uma energia ruim, tudo tinha ficado mais negro, sentiram desespero e não podiam gritar, era como está dentro de um daqueles pesadelos que por mais que você tentasse gritar, não conseguia. Eles de repente se sentiram fracos, seus cérebros os mandavam fugir, mas não conseguiam se mexer, o pesadelo tinha começado.
Foi quando perceberam que em volta de Rose tinha olhos, eles a olhava com interesse, Rose começava a se agitar em cima da cama, estava tendo um de seus pesadelos.
-Quem são vocês? – Mickey com muito esforço conseguiu dizer
Um dos olhos cor de vermelho sangue virou para Mickey, aquele olhar era assustador, Mickey sentiu como uma facada atravessando seu corpo e perfurando sua própria alma, ele olhou bem fundo nos olhos de Mickey que estava caído no chão sem força para se mexer e respondeu...
-Vocês humanos nos chamam de... Bicho Papão!
FIM da parte: 4
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|Continua... ===>>
Parte 5
-Quem são vocês? – Mickey com muito esforço conseguiu dizer
Um dos olhos cor de vermelho sangue virou para Mickey, aquele olhar era assustador, Mickey sentiu como uma facada atravessando seu corpo e perfurando sua própria alma, ele olhou bem fundo nos olhos de Mickey que estava caído no chão sem força para se mexer e respondeu...
-Vocês humanos nos chama de... Bicho-Papão!
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Se a situação não fosse desesperadora, a resposta daquela criatura pareceria engraçada! Bicho-papão era muita infantilidade, remetia a criança. Mickey se lembrou de quando era pequeno e sua mãe lhe contava estórias de terror, sobre criaturas que só aparecem no escuro para pegar crianças danadas...
-Nós somos os Freyd – aquela voz era desesperadora, ela entrava pelo seu ouvido e fazia arrepiar cada pelo que tinha em seu corpo – Consigo ler seus medos Mickey...
Os dois grandes pares de olhos vermelhos se aproximaram de Mickey. E como um sopro gelado da própria morte Mickey perdeu a consciência. Você teme que o mesmo que aconteceu com sua avó no outro mundo, aconteça nesse... Aquelas vozes assustadoras falavam na mente de Mickey, à medida que ela ia falando imagem ia se formando em sua mente (flex) ele e sua avó discutindo na sala. você se culpa pela morte dela Mickey? (flex) a avó de Mickey sega descendo as escadas, talvez tudo seja sua culpa, afinal você não fez oque ela pediu (flex) estavam à avó e Mickey na sala tomando café da manha quando ela pede pra ele ajeitar o tapete da escada, mas Mickey sai da sala dizendo que estar ocupado, você foi o causador da morte de sua avó, Mickey afirmava aquela voz assustadora na mente dele (flex) sua avó sega descendo a escada, usando a bengala para se orientar você cuida tanto dela nesse mundo não é Mickey? Mas será que não é a culpa falando? (flex) sua avó tropeçando no tapete desregular da escada, caindo e quebrando o pescoço na queda, mas essa não é sua avó Mickey, não é sua segunda chance, ela é avó do Ricky, a sua avó você matou (flex) Mickey chorando no velório de sua avó...
Anne estava verificando alteração no sono de Rose através da tela da maquina quando os olhos apareceram e os paralisaram de medo. Anne acompanhou toda aquela cena amedrontada, o gélido, os olhos aparecendo, Rose se agitando na cama e dois grandes olhos flutuando para cima de Mickey, quando ele caiu para trás Anne estava aponto de gritar quando perdeu a consciência também.
Anne Dicons eu vejo os seus medos, a voz falava na mente dela causando o pior dos pesadelos que ela já tinha tido, (flex) Anne pequena tentando se enturmar na escola sempre rejeitada por todos (flex) os colegas de escola de Anne fazendo circulo em volta dela, apontavam os dedos para ela e riam, nunca namorou ninguém... (flex) Anne tentando chegar perto de um colega que ela achava atraente, mas sua vergonha a vazia gaguejar e pagar mico, sozinha, solitária... (flex) Anne no seu quarto deitada na cama, chorando na posição fetal, só encontrava alivio em uma coisa (flex) Anne estudando, libertando sua mente das preocupações, já tentou se matar não foi Anne Dicons? (flex) Anne em cima da roda gigante de Londres de pé de braços abertos pronta pra pular, seria uma bela morte, por que você não pulou Anne? Seria uma bela morte lembra? E você não perderia mais seu tempo no Torchwood salvando pessoas que nunca ligaram pra você... (flex) Anne mexendo no computador de sua sala quando de repente se abre uma vídeo de Crawfort perguntando se ela queria trabalhar no Torchwood, Anne Dicons, olhe oque você fez com sua vida... Um grande nada... Ninguém vai sentir sua falta se você sumir... (Flex) Anne chorando. Anne chorando no seu pesadelo e chorando no quarto de Rose.
Eu também vejo os seus medos, Jake. Jake estava do lado de Anne quando ela caiu no chão e começou a chorar em desespero, ele tentou acorda-la a todo custo, mas foi atingido por uma lufada de ar gelada quando sentiu seu coração gelar, ouviu a voz pavorosa em sua mente e caiu por cima de Anne. Sua família sempre o odiou não foi, Jake? (Flex) sua mãe e seu pai discutindo com ele ainda mais pequeno sobre uma briga na escola, sempre procurou o perigo, ele sempre foi atraente a seus olhos (flex) Jake e Ricky se tornando os vilões mais procurados de Londres Esse vai ser seu fim, Jake. Você ama tanto o perigo que um dia ele vai te matar (Flex) Jake e Mickey enfrentando Cybermans em paris, encurralados num beco a aponto de ser deletado por dois Cyberman. você vai morrer, Jake...
* * *
Rose o Doutor e o capitão Jack Harkness estavam correndo das crianças vazias... Aquela voz já estava entrando na mente deles, era engraçado como uma pergunta tão boba podia lhes causar medo!
-Você é minha mãe? – perguntou um garoto loirinho usando uma mascara de fumaça, atrás dele tinha vários outros garotos do mesmo jeito que ele, sempre fazendo a mesma pergunta, chegava a ser triste.
-Mamãe? Você é minha mãe?
-Corram e não olhem para trás... – dizia o Doutor ao lado do capitão Jack
-Mamãe? Você é minha mãe...
Eles estavam por uma pista entre a cidade, o chão estava coberto de cinzas, era como se tivessem jogado uma bomba ali há pouco tempo, as casas estavam desmoronadas. Não tinha só crianças de mascaras de gás acompanhando o garotinho, adultos de todas as idades também estavam.
-Você é minha mamãe? – na frente deles surgiram em meio as casas demolidas outra horda de crianças vazias, todas levantaram o braço pra frente e começaram a marchar pra cima dela, estava cercados, por todos os lados tinha aquelas criaturas, e não podiam tocar nelas se não se transformava na mesma coisa...
-Você é minha mamãe?
-Mamãe?
-O que fazemos agora? – perguntou Rose olhando para todos os lados calculando o tempo ate que tocassem neles
-Capitão você ainda tem sua arma quadrada? – perguntou o Doutor
-Está descarregada, disse o capitão Jack jogando a pistola para trás...
-Ótimo, não era bem esse o fim que eu imaginava pra mim... – disse o Doutor – eu imaginava acabar como todos os senhores do tempo e não com uma mascara de gás na cabeça!
-Parados ai mesmo!
Escutaram uma voz firme de mulher falando com as crianças. Quando olharam para o lado lá estava ela, Nancy, aquela menina misteriosa.
-Se afastem deles... – disse Nancy com firmeza e todas as crianças obedeceram
-Incrível – disse o Capitão – elas obedecem a essa menina...
-D-javú... – disse Rose confusa
-Agora voltem todas vocês para o hospital! – Nancy apontando para o lado do hospital
Todas as criaturas maiores saíram de fininho, indo em direção ao hospital, mas o garotinho líder do grupo ficou parado onde estava, ele encara Nancy e pendia sua cabeça um pouco para o lado.
-Mamãe?
Nancy nada disse, ela colocou a mão na boca amedrontada, ela sabia muito bem quem era aquele garotinho e por que ele a vivia seguindo para todos os lados.
-Você é minha mamãe?
-Oque vocês estão esperando? – Nancy disse olhando para o Doutor, Capitão Jack e Rose – corram...
Nancy saiu correndo polos becos da rua em quanto os três iam atrás dela. Ela parecia muito bem saber onde ir...
-Por aqui... – disse Nancy abrindo a porta de uma casa com a chave – encontrei a chave debaixo do tapete, a família foi morar na fazendo em quanto à guerra acontece...
-Mas que sorte, heim?
-Façam silencio... – disse Nancy ríspida – as crianças estão dormindo lá em cima. Não quero que acordem...
Quando todos entraram na casa, Nancy trancou bem as portas e janelas, depois colocou a chave no bolso de seu vestido.
-Obrigada por ter salvado nossas vidas, Nancy... – começou Rose, mas logo ela foi cortada pela própria menina.
-Não agradeçam, eu não farei isso de novo! Agora vou lá em cima olhar se os meninos ainda estão dormindo...
Sentados no sofá e quietos observaram Nancy subir as escadas de cara fechada, ela entrou devagarinho no quarto trancando a porta atrás de si, Nancy já estava começando a ficar paranoica, em todo cômodo que ela entrava só se sentia tranquila quando a porta estava fechada. As crianças estava todas em suas camas, o quarto estava escuro, mas dava para ver o corpo deles deitado nas camas distribuídas em circulo em volta do quarto, todas dormiam tranquilamente, aquilo alegrou a Nancy, se sentia mais contente cuidando de todas essas criança já que não pode cuidar de uma em especial.
-Boa noite crianças... – ela sussurrou pronta par abrir a porta
-Mamãe? – falaram todas as crianças que estavam dormindo ao mesmo tempo, causando um arrepio na espinha de Nancy
-Crianças, que susto... – disse Nancy tentando sorrir
As crianças levantaram suas cabeças e olharam para Nancy, todas sincronizadas.
-Mamãe? – todas falaram em uníssono
-Tá legal vocês – disse Nancy assustada – deixem de brincadeira.
-Você é minha mãe?
As crianças se levantaram das camas e em marcha lenta avançaram pra cima de Nancy, ela rapidamente deu as costas e girou a maçaneta da porta, mas quando estava a ponto de sair umas das crianças segurou no seu vestido.
-Mamãe?
-Você é minha mãe?
-Não, me solta! – gritava Nancy fazendo força para sair, foi quando seu vestido se rasgou, ela ouviu o tilintar de coisas de metais caindo no chão, mas não quis olhar para trás, desceu as escadas correndo as pressas – rápidos, estão todos transformados.
Todos se puseram de pé as pressas quando viram Nancy correndo em desespero de encontro a eles lá em baixo e logo atrás dela todas as crianças que ela cuidava estavam usando uma daquelas mascaras de gás e com a mesma macha vermelha na mão.
-Rápido, abra a porta Nancy... – mandava o Capitão Jack
Todos abriram passagem para Nancy passar e assistiram decepcionados: ela tentar achar um bolso numa parte do vestido onde estava rasgado. Foi quando ela se lembrou do tilintar que tinha ouvido a pouco, era das chaves caindo no chão.
-Essa não... – ela disse – estamos presos, eles rasgaram meu vestido, as chaves estão lá em cima...
-E a arma quadrada Capitão?
-Bem... Eu meio que joguei fora...
-E seu tubinho azul Doutor?
-Não funciona em madeira...
-Mas tem um jeito, me desejem sorte! – disse o capitão correndo ate um canto da sala onde tinha um guarda chuva, segurou ele como uma bengala e depois o abriu...
-Oque vai fazer? – sorriu Rose
-Passar por essas crianças, pegar as chaves e ganhar um beijo seu de agradecimento, não é obvio? Eu aceito um seu também Doutor!
-Fantástico! – disse o Doutor sorrindo – mas... Como?
-Veja e aprenda! –
O Capitão Jack Harkness gritando muito forte partiu com tudo pra cima das crianças, usando o guarda chuva aberto em sua frente como escudo ele só conseguiu chegar no meio do grupo de crianças, foi pego por elas.
-Seu burro... –disse o Doutor – esqueceu-se do quanto elas são fortes?
-Então quer dizer que não ganho um beijinho seu Doutor?
O Capitão Jack Harkness olhou para o sua mão direita, a mancha vermelha já estava começando a se formar. Ele sorriu, ele imaginou que salvaria o dia com um guarda chuva e depois ele o Doutor e Rose iriam rir muito disso tomando Martine.
-oooh Céus esse é meu fim Doutor! – Jack Harkness estava escorado na escada e as outras crianças estava em volta dele, fitando-o
-Saia de perto deles – gritou o Doutor – assim sua transformação só vai acontecer mais rápido...
-Vou tentar usar meus últimos momentos de consciência para chegar lá em cima e pegar as chaves, mamãe...
-Isto está errado! – dizia Rose – está diferente isso já aconteceu e não foi assim...
-Mamãe...
-Eu sei, Rose – disse o Doutor – você já disse que teve D-javú duas vezes.
-Você é minha mãe?
-Duas vezes?
Rose tentou se lembrar, mas ela falou que tinha tido D-javú só uma vez, naquela vez no beco. Rose sentia que isso era muito importante, ela precisava se lembrar... Quando foi a outra vez que ela sentiu D-javú? Espera... A não ser que ele estivesse contando com aquele dia lá em... Dirillium! As lembranças iluminaram como uma lâmpada em sua mente, o Torchwood, as entrevistas e os olhos flutuantes.
-Você é minha mãe? – O Capitão Jack Harkness estava do lado dela, transformado.
-Eu não tenho mais medo! – disse Rose Tyler gritando – eu sei oque está acontecendo aqui!
De repente foi como se você estivesse vendo um filme de terror e tudo ficasse em pausa por algum tempo, então virou um filme em preto e branco, logo depois os personagens desse filme se dissolveram como tinta só sobrando Rose, a sala tinha sumido, ela estava parada num espaço todo preto. Girando em pequenas bolas de fumaça apareceram por todos os lados, olhos de todos os tamanhos, um mais assustador que o outro, eles olhavam para Rose com raiva.
-Por que corta nosso suprimento de comida assim, Rose Tyler? – Não se sabia de que lado vinha àquela voz, ela parecia vim de todos os lados ecoando na mente dela como um sussurro de um monstro.
Rose se encolheu de medo...
-Rose Tyler, conhecemos os seus medos, não vai ser tão fácil se livrar de nós!
-Você é nossa, Rose Tyler! - as vozes ecoavam por todos os lados não se dava para saber de que olhos viam...
-P -por que eu? – disse Rose com o coração a ponto de sair pela boca.
-Você não sabe não é mesmo? Seu precioso Doutor não explicou tudo?
-Quem são vocês?
-Nós somos os Freyd, Rose Tyler...
-Nós causamos os pesadelos, seus medos, se alimentamos dele...
-Vocês são alienígenas? – pensou Rose, ela não conseguia falar, mas sabia que os Freyd iriam ler a mente dela
-Estamos espalhados por toda a galáxia...
-É certo se alimentarmos de crianças, aquelas que os pais contam estórias de terror de dia para agente vim brincar com sua imaginação de noite. Nós somos aquilo que vocês chamam de bicho-papão!
-Então por que a mim? Não sou criança e nem todas aquelas pessoas...
-Por sua causa Rose Tyler. Nós vimos os seus medos, seu anseios, seus desejos e desgostos, eram maiores do que qualquer criança assustada. Quando seu precioso Doutor te deixou naquela Bahia Lobo Mau, quando você ficou naquele estado, sua mente foi melhor do que a de qualquer criança para nos alimentarmos. Foi um farto banquete, durante 6 meses nos alimentamos e multiplicamos, possibilitando assim se alimentarmos ate de outros adultos graças a você, Rose Tyler.
-Viu só? Você não vai se livrar da gente assim tão fácil, pois a angustia dele ter te deixado é muito grande!
-Você consegue, Rose! – era a voz de Mickey – tenha esperança...
-Então para eu me livrar de vocês é só eu deixar minha tristeza de lado? – Rose começou a se levantar e os olhos recuaram com medo dela – minha angustia?
-Desista, Rose! Se entregue a nós!
-Não... Pois o Doutor não desistiria e isso quer dizer que eu não vou desistir... Já chega de se lamentar por ter perdido o Doutor...
-Se você cortar nosso suprimento de comida muitos de nós vai morrer de fome, não faça isso, Rose Tyler! Você é boa... – as vozes não estavam mais assustadoras, pareciam assustadas, Rose estava perdendo o medo delas
-Não vou mais me lastimar nunca mais... Agora oque eu vou ter é esperança! Esperança de encontrar o Doutor de novo, ouviram Freyd? Vocês perderam, eu não tenho mais medo!
Foi como se de repente os olhos de Rose se incendiasse, a lugar que era só trevas se iluminou, os olhos desapareceram numa gritaria desesperadora e Rose se acordou de supetão em sua cama. Mickey estava ao se lado segurando sua mão falando com ela, enquanto Anne olhava a tela da maquina conectada em sua cabeça e Jake andava de um lado para o outro.
Pela manhã Mickey, Anne e Jake contaram a Rose tudo que tinha acontecido. Quando Rose adormeceu os Freyd os trancou em seus próprios pesadelos. Foi muito atormentador durante algum tempo, mas depois de horas de terror eles caíram em si, era como se os Freyd tivessem enfraquecidos. Eles conseguiram despertar de seus pesadelos, quando se acordaram Rose estava se contorcendo em cima da cama lutando contra os Freyd em seus sonhos.
Não foram ao Torchwood naquele dia, preferiram ficar em casa, descansado da batalha psicológica que tiveram naquela noite. Depois de um tempo Rose ficou ótima, ela realmente tinha substituído a tristeza por esperança, todo dia ela testava os disco de salto de um mundo ao outro.
* * *
-OOOH senhorita Tyler, minha mulher não tem mais pesadelos, não vai acreditar como ela estar feliz – disse Norbert numa manhã qualquer quando ela estava indo ao Torchwood – foi como magica.
* * *
(FIM do Arco: 1)
Previa do Arco: 2_____________________________________________________________________
Naquela manhã todos foram acordados por um grito de horror, não se sabia a origem daquele grito logo de inicio, mas ele ecoava pela casa toda causando temor aquém o ouvisse, era Jackie Tyler que gritava a todo pulmão.
-Ela está morta, MEU DEUS DO CÉU! Alguém me ajude, Rose está morta!









bem legal
ResponderExcluirGrande muito grande amigo mais bem loko em polgante
ResponderExcluirEmpolgante******
ExcluirUou... Vlw :3
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