segunda-feira, 17 de abril de 2017

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

02 / 05 - Rose no Mundo Paralelo

Seundo Arco - Parte 5



Pessoas desaparecem o tempo todo. Pergunte a qualquer policial. Melhor ainda, pergunte a qualquer jornalista. Os desaparecimentos fazem parte do dia-a-dia dos jornalistas. Adolescentes fogem de casa. Crianças desagarram-se dos pais e nunca mais são vistas. (...)
~Outlander, A Viajante do Tempo.

Diana Gabaldon



* * *


Anne era de fato uma das melhores agentes do Torchwood. E uma das mais inteligentes. Mas infelizmente seus pais não gostam muito disso nela, achavam que a garota estava perdendo seu tempo trabalhando para o Torchwood, ela sendo inteligente poderia ter emprego em qualquer lugar, era só ela querer. Mas Anne já estava viciada em tudo naquele instituto, amava a adrenalina, amava suas pesquisa e estava achando que com o tempo que anda passando por lá seus pensamentos andam mudando e ela está ficando cada vez mais inteligente cada vez mais.
            O instituído Torchwood de Londres é especializado em investigar os alienígenas apreender armas extra terrestre e desenvolver armas contra eles. E uma das grandes provas da inteligência dessa excepcional garota eram as armas que ela estava desenvolvendo para o instituído. Anne não consegue explicar de onde vem as ideias, ela simplesmente imagina uma arma que seria interessante e  começa a pensar em como construí-la a partir dos materiais disponíveis. Ela já tinha conseguido transformar uma pistolinha de brinquedo que atira agua numa poderosa arma que além de disparar agua, dispararia eletricidade junto.
            Rose e Mickey começaram a ver que ela tinha potencial quando Anne chegou pra eles com uma arma que parecia completamente alienígena. Não era bem uma arma, Anne explicou: na verdade funcionaria como uma prisão, o objeto se assim posso dizer, se parecia com uma bola de praia, mas ele brilhava como se fosse feito de farias descargas de eletricidade, tinha uma pequena abertura onde se colocaria o prisioneiro, ao clicar o botão a abertura se fecha com um pequeno chiado de descaras elétricas funcionando assim como uma prisão que seria impossível de qualquer coisa escapar, claro que era um protótipo e Anne queria construir aquilo em grande escala.
            Ultimamente ela estava tendo ideias de construir uma arma poderosa suficiente de explodir um temível Dalek com um único tiro. Foi assim que Rose a deixou no Torchwood, trabalhando na construção dessa arma, projeto este que foi interrompido naquela noite por uma ligação desesperada de Rose que estava em missão no hospital O Cravo e a Rosa.

* * *

-Então Rose? – perguntou Mickey depois de um tempo de silencio – qual é o plano?
                Rose olhou em volta. Era muito injusto deixar aquela decisão em cima dela. E ela não podia simplesmente cortar a energia que deixava a luz de onde seus pais estavam permitindo assim que a escuridão entrasse e devorasse seus pais, mas também não podia deixar que todos os outros que estavam ali naquele hospital além de seus pais morressem. Foi ouvindo uma linda melodia ao longe que ela olhou para Mickey e respondeu.
-É plano é tirar todos desse hospital vivos. – disse Rose com confiança, ela não sabia ainda, mas tinha certeza que faria aquilo de alguma forma.
-Certo, oque fazemos? – perguntou o enfermeiro olhando para Rose esperando uma decisão.
-Não corte a energia completamente, apenas desvie boa parte, suficiente para que as luzes fiquem acessas.
-Mas assim as luzes vão ficar oscilando! – disse o medico
-Ao menos é alguma coisa, quem sabe assim essas criaturas recuem
“... Saiu ferido...”
                Quando menos esperavam o celular de Alicia fez aquele típico som de descarrego e se desligou sozinho para pânico da menina que procurou ficar protegida no meio. Rose olhou em volta em quanto o enfermeiro se tremendo de medo mexia no gerador conectando vários fios.
-Pronto!- disse o enfermeiro finalmente. Ele foi ate um canto do porão e ligou as luzes. Mas essas não ficaram totalmente claro, ainda era fraca e oscilavam bastante como se você estivesse dentro de uma balada.
“... Ficou doente...”
-Será que é o suficiente, Rose? – perguntou Mickey
-Eu não sei, eu vou testar... – disse Rose fechando os olhos e se afastando da luz dos celulares.
-NÃO! Todos gritaram ao mesmo tempo. Mickey segurou Rose pelo braço e a puxou de volta
“... Pôs-se a chorar...”
-Ficou louca? – Mickey estava incrédulo – quer morrer?
-Não, quero testar uma coisa! – disse Rose se desvencilhando do braço dele e pulando para fora do circulo iluminado pelos celulares.
“... Despedaçada...”
 * * *
Jake era um cara extremamente calmo em momentos normais, mas em momentos como aquele era difícil manter sua calma. Eles não poderiam passar a noite toda daquela forma esperando orando para que seus celulares não perdessem a bateria antes mesmo do dia nascer. Dois celulares já tinham descarregado, e a roda que os protegiam das criaturas das sombras estava cada vez menor.
                Para piorar Rose e Mickey estava demorando, aquilo o assustava, se alguma coisa tivesse acontecido a eles, aquele pessoal que Jake estava encarregado de proteger estariam todos perdidos.
-Eu escuto – gritou alguém – a voz, dos espíritos, estão cantando, vamos todos morrer aqui...
                Uma voz ecoava pelos corredores do hospital, era uma voz melódica que cantava uma musica desconhecida por todos os londrinos, era como se fosse uma musica cantada por espíritos ela entrava por seus ouvidos e fazia gelar seus corações os arrepiando de medo. A canção ecoava por todos os corredores do hospital e quando chegava à recepção parecia coisa do além. Quando eles pensavam que as coisas não podiam ficar piores as luzes do começaram a oscilar causando terror em todos que começaram a gritar desesperados.
                Para acalmar a todos Jake deu um tiro para cima, mas sua estratégia piorou tudo, pois o pânico foi geral e todos saíram correndo pra fora do circulo de luz. Era como está num filme de terror, todos achavam que iriam morrer, mas eles permanecia intactos, ninguém tinha virado um monte de ossos, talvez Rose tivesse conseguido.

* * *

                Mickey ainda estava gritando seu NÃO quando Rose começou a rir dele.
-Tinha que ver seu rosto Mickey, você fica muito engraçado quando está assustado...
-Rose! – disse Mikey com raiva – você poderia ter morrido!
-Que fofo Mickey, você ainda gosta de mim?
-Não, na verdade eu estou mais preocupado com sua mãe, oque ele faria comigo se eu deixasse você morrer.
“...fez serenata...”
-O que é isso? – perguntou Rose – Estou ouvindo uma melodia, mas estou ignorando faz tempo.
-Agora que você falou... – disse Mickey – eu também, Rose.
“... foi espiar...”
-Vamos... – disse Rose
                Quando eles se puseram a subir as escadas escutaram os gritos de desespero vindo da recepção, seguidos de tiros e mais gritos de terror.
-Essa não Rose... – disse Mickey – alguma coisa está acontecendo!
“...fizeram festa...”
-Vamos... – disse Rose correndo escadas à cima
                Lá em cima eles ouviram com mais clareza a canção que tanto ignoravam, era uma melodia antiga, totalmente brasileira que ao ser ouvida por um londrino poderiam achar que seria uma canção vinda do além pelo modo como era entoado. Era uma voz mística, que deixava a canção de ninar assustadora.
-Que melodia é essa? – perguntou Alicia fazendo o sinal da cruz
-Parece aquela melodia que Hillary catava para não ter mais medo...
-Sim, mas que voz assustadora é essa? Com certeza não é dela!
                   Vestida como dama da noite estava Hills, ela estava no salão principal do hospital de frente pra escada onde ela foi transformada. Dançando ao som de sua própria voz tenebrosa, agitava seus braços como uma bailarina e cantava “o cravo brigou com a rosa” só que em sua voz saía de uma forma totalmente assustadora. Ela tinha trocado de roupa, estava com uma roupa mais curta e apertada, uma pequena saia que valorizava suas pernas e uma camisa que a deixava mais linda do que era, um batom vermelho que marcava ainda mais sua pele branca como a neve e curiosamente ela usava óculos preto, era estranho ver alguém usar óculos preto a noite, mas em Hills aquilo só a deixou mais sexy.
“O cravo brigou com a rosa, debaixo de uma sacada. O cravo saiu ferido e a rosa despedaçada. O cravo ficou doente e a rosa foi visitar. O cravo teve um desmaio e a rosa pôs-se a chorar. A rosa fez serenata e o cravo foi espiar. As flores fizeram festa, porque eles vão se casar”
                As sombras em volta de Hills pareciam dançar junto com ela. À medida que ela fazia seus passos com elegância as sombras em volta dele faziam movimento como a de um parceiro invisível. Todos olhavam aquilo quietos, com medo do que poderia acontecer se Hills notasse a presença deles.
-Vão ficar me olhando a noite toda? – disse Hills parando de repente - Ou vão gritar, adoro quando gritam, deixam as coisas mais emocionantes...
-Quem é você? – perguntou Mickey assustado – porque você não é mais Hillary, onde está ela?
-Me deixa ver se ela esta aqui em meu bolço – disse Hills sarcástica – não ela não está, que pena.
-O que é você? – perguntou Rose - algum tipo de hospedeiro alienígena?
-Rose Tyler, fico feliz em responder a sua pergunta! – disse Hills – só porque isso vai deixa-la mais confusa... – deu um sorriso de escarnio – não somos alienígenas, viemos daqui mesmo da terra, mas temos vários irmãos espalhados pelo espaço e tempo.
-Se está respondendo as minhas perguntas, me responda. Quem são vocês?
-Não seja chata. Não vá direto ao ponto, gosto de fazer rodeio, deixa tudo mais interessante... Mas o que eu ganho respondendo as suas pergunta?  Quid pro quo Rose, eu te pergunto coisas e você me diz coisas.
-Certo... - Concordou Rose querendo resolver aquele mistério de vez...
-Você dentre todos desse universo, tem uma energia diferente Sra. Tyler, você é realmente desse mundo? –perguntou Hills
-Não, sou de um universo paralelo a esse, fiquei presa aqui e não posso voltar a meu mundo, infelizmente. Agora minha vez, me fale o que você fez com Hillary.
-Bem... Precisávamos de um corpo e de um lugar seguro onde nos alimentaríamos sem sermos notados, Hillary e esse hospital pareceram à combinação perfeita. Agora minha vez, quid pro quo Rose? Como você chegou a ficar presa aqui e como virou uma agente dessa Torchwood?
-Duas perguntas em uma? Isso vale? – disse Mickey
-Tem razão – se corrigiu Hills com raiva – responda a minha primeira pergunta Rose, quid pro quo?
-Eu viajava com um amigo... – disse Rose olhando para o chão se lembrando do Doutor – um certo dia estávamos no meio de uma batalha e então veio um buraco que meu amigo abriu para jogar todos eles direto no inferno, mas então eu quase fui sugada e meu pai desse mundo veio e me salvou, me trazendo para cá... Quid pro quo Hills, como assim seus alimentos? Explique!
-Nos alimentamos de carne, e a carne humana é tão saborosa que precisávamos achar um jeito de se alimentar dela sem sermos notados! E que tal um hospital, pessoas em hospitais morrem o tempo todo, se infiltrar em um seria o plano perfeito. As pessoas estavam começando a notar aquelas que desaparecem e nunca mais são vistas... Quid pro quo, Rose. Responda a segunda pergunta!
-Bem... Eu conhecia o Torchwood de meu mundo e sabia um pouco sobre alienígenas então foi fácil arrumar esse emprego no Torchwood daqui... Quid pro quo, Hills por que vocês atacaram primeiro os animais, depois bebês e por fim passaram a matar adultos?
                Neste ponto Hillary deu uma gargalhada que fez todos prenderem a respiração por um tempo.
-Sabe Srta. Tyler eu fiquei bastante impressionada naquele momento em que você estava pensando sobre isso na recepção, você chegou bem perto, foi por isso que houve um interesse de nós em você. De fato era tudo uma experiência, precisávamos testar uma coisa e finalmente a experiência está completa! Quid pro quo me fale sobre esse Torchwood, o que você fazem lá?
-Pesquisamos sobre atividades alienígenas e a combatemos, ou ao menos tentamos. As pessoas não conhecem muito a gente...
-São como agentes secretos?
-Isso mesmo – disse Rose se orgulhando de falar do Torchwood – somos muito poderosos, por tanto é melhor vocês recuarem...
-Ok – disse Hills – já sabemos de tudo que precisávamos saber. Hora da limpeza!
Ao falar aquilo, Hills estendeu os braços e como se ela controlasse as trevas, as sombras em volta dela começaram a ganhar forma. Por onde aquelas sombras estranhas passavam as luzes que oscilavam sem cessar se apagavam. Os enfermeiros que estavam mais a frente largaram seus celulares no chão, e todos como eles davam pequenos passos para trás a medida que as sombras avançavam para cima deles. Hills estendeu a mão para cima dos dois enfermeiros e como um enxame de abelhas as trevas os consumiram transformando-os em monte de ossos. Alicia como toda adolescente assustada começou a gritar em desespero, era o seu fim, ela acreditava.

-Alicia, você precisa ter calma! - disse Rose segurando no ombro da menina - vamos sair dessa!

-Deixe a menina gritar! - disse Hills - assim tudo fica mais divertido!

-Rose... - disse Mickey assustado - talvez esse seja um daqueles momentos, sabe, aquele lance de correr.

Hills estendeu seu braço mais uma vez bem no momento em que Rose deu meia volta e gritou para todos correrem... Na mente de Hills ela só pensava em uma coisa, a brincadeira tinha se tornado mais divertida, eles tinham aquele hospital enorme para se esconder e ela iria brincar de esconde- esconde, e se ela achasse alguém como premio ela mataria.


As luzes continuavam piscando deixando tudo mais assustador e atrás deles escutavam a canção o cravo brigou com a rosa, eles corriam pelos corredores do hospital usando a musica como referencia, queriam ficar o mais longe dela possível. Rose estava preocupado, dos cinco que Mickey tinha escolhido para acompanha-los três tinham morrido, ela se sentia culpada nessa parte. Eles estavam cada vez mais longe da recepção e de todos, Hills estava no meio do caminho e eles não se atreveriam a passar por ela, aquilo seria muito ariscado, eles entraram numa ALA chamada "os três porquinhos". Os três porquinhos, três mortos, foi impossível Rose não perceber essa coincidência. O corredor dessa ALA era cheio de portas e por trás de cada uma tinha um paciente acamado por algum motivo aparente.

-Rose, o que vamos fazer? - disse Mickey - Não tenho a menor ideia! A ideia de sobreviver ate de manhã já se tornou uma coisa assustadora e depois? Vamos abandonar o Hospital e dá-lo como interditado eternamente...

-Tem sempre uma saída Mickey, só não estamos pensado direito...

-Mas qual?

-Eu não sei ainda, mas tem! Tenho que pensar com mais calma!

-Vamos entrar em uma dessas salas e colocar a cabeça no lugar.

Entraram num quarto onde tinha uma criança entubada, ela estava careca como se estivesse com câncer assim no escuro não dava para saber se era menino ou uma menina. Com o tempo eles passaram a se acostumar com suas respirações aceleradas que foram se acalmando aos pouco e com a maquina de respiração que mantinha a criança viva.

-Bem... - começou Mickey - ferrou!

O velho parecia manter a calma o tempo todo, e de quando em quando tentava consolar Alicia que parecia estar ficando paranoica, ela olhava para todos os lados apressada, imaginando que o perigo poderia surgir de qualquer lugar a qualquer momento. O velho sentia conforto tentando consolar aquela menina assustada, de alguma forma ele fazia aquilo pelo seu neto que tinha sido morto na recepção, na hora do pânico.

-Então Rose? – perguntou Mickey com medo da possível resposta dela - Pensou em alguma coisa?

                Rose não disse nada, só olhou para a porta, logo acima tinha uma janelinha de vidro laminado que dava pra ver quem estava do lado de fora. Um vulto de aparecia feminino parecia está procurando alguém. Mais que depressa eles saíram da frente da porta e usou as paredes do lado para se esconderem, ficaram bem quietos, ate a respiração eles tentaram controlar para que isso não informasse o local onde estavam. Do lado de fora Hills começou a cantar a canção de ninar que já estava dando pesadelos neles. Mas aproxima coisa que mais causou medo a eles foi quando viram a maçaneta da porta girando, alguém estava preste a entrar naquele cômodo.

Quid pro quo é uma expressão latina que significa "tomar uma coisa por outra". Refere, no uso do português e de todas as línguas latinas, uma confusão ou engano. Tem origem medieval, tendo sido usada, na sua origem, para referir um engano no uso de termos latinos num texto. Também podendo significar "Isso por aquilo".

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

02 / 04 - Rose no Mundo Paralelo

Seundo Arco - Parte 4





Tudo começou no Brasil, rio de Janeiro para ser mais exato. Pode ate parecer um típico romance de shakespeare, mas não é. Muito pelo contrario: Julieta e Romeu eram vizinhos, suas famílias achava lindo o nome dos dois estarem combinando, eles queriam que os dois começassem a namorar assim como no romance... Mas os dois jovens simplesmente se odiavam e achavam aquilo muito perturbador, principalmente quando saiam no meio da rua e os vizinhos ficavam apontando e comentando que os dois iriam namorar e se casar algum dia.
            A família dos dois sempre armava situação para que os dois jovens acabassem juntos e vissem que eles tinham potencial para formar um lindo casal. Ate que um dia Romeu e Julieta resolveram se unir contra todos, o plano era fingir estarem namorando para que parassem de perseguir os dois. Mas o tiro saiu pela culatra, os dois começaram namorando de mentira e terminaram namorando serio, acabaram por se gostar e também começaram a gostar muito das historias do folclore brasileiro, passaram a ler muito. Mas infelizmente ainda eram perseguidos com vizinhos que falavam “eu não disse que vocês dois iam acabar juntos?”, “pois é eu estava certa!”, “é tão indo o amor de vocês...” e “blá, blá, blá...”. Romeu e Julieta quiseram se mudar para um lugar onde não seriam mais motivos daqueles comentários e foram parar em Londres onde foram muito felizes, Julieta numa idade um pouco avançada conseguiu ficar gravida de uma linda menina.
            Colocaram o nome de Hillary na menina, e a criaram com muito carinho, lendo sempre historinhas do conto Brasileiro, a menina cresceu ouvindo a musica de ninar “o cravo brigou com a rosa...” Quando ela já estava com 12 anos de idade seus pais já estavam bem velhinhos e não podiam ficar dando toda a atenção necessária para a menina, então transformaram a enorme casa da família num hospital infantil, só assim a menina teria sempre amiguinhos para brincar e caso acontecesse alguma coisa com o casal de velhinhos eles já estariam perto do pronto socorro. A parte de baixo era grande o suficiente para servir de hospital e a parte de cima serviria como casa para eles. Foi à menina Hillary quem escolheu o nome do Hospital “O Cravo e a Rosa” em homenagem a sua mãe que sempre a colocava para dormir ouvindo essa canção de ninar, cada ALA do hospital tinha um nome que sempre lembrava alguma historia infantil.
            Quando a menina já estava com 15 anos perdeu seus pais, antes de morrer sua mãe tinha lhe dito que era para ela ser educada com todos os funcionários e acima de tudo não menosprezar ninguém só por que era dona do hospital e o melhor de tudo, era para ser feliz como seus pais foram... Claro agora a menina tinha em mente que deveria parecer mais velha e começou a usar roupas que cobria todo seu corpo e lhe dava aparência de velha, só que ela não conseguia esconder suas belas curvas por mais que tentasse, mesmo tentando ao máximo parecer velha ela não conseguia, só os seus modos e a maneira rígida que ela tratava as pessoas, essas atitudes não eram de criança. Hillary não se importava muito com a beleza, o que ela queria era tocar pra frente o legado de sua família, tentando ao máximo cumprir as ultimas vontades de seus pais, ser educada com todos e respeitável só que para isso Hillary precisava aparentar ser mais velha.


* * *



-Espetinhos de salsicha? – disse Mickey serio – para que você quer isso Rose?
-É isso que vai garantir a nossa sobrevivência... – disse Rose começando a explicar quando ela foi interrompida por Hillary
-Eu posso está louca, mas ouvi você dizer para trazerem carros e passar com tudo por cima da porta do meu hospital...
-Exatamente – disse Rose – precisamos tirar toda essa gente daqui, e eu vou me aventurar sozinha por dentro desse hospital procurando minha mãe, meu pai e meu irmãozinho e vamos sair daqui todos vivos...
-Por mais que o Torchwood seja poderoso... – começou Hillary – vocês não tem o direito de passar por cima do negocio da minha família, essa propriedade tem valor sentimental para mim mocinha...
-Mocinha? – riu Rose – quantos anos você tem? 17? 18?
-Isto não te convém! – disse Hillary
-Cuidado para não perder a classe madame Hillary – a voz de Rose soou como se tirasse onda
-Eu tenho uma ideia melhor... – disse Hillary tentando soar novamente tão educada o quanto ela era – uma que não envolve “passar por cima das portas” como um bando de selvagens.
-E qual seria essa ideia senhora? – perguntou Mickey todo cordial
-Bem, essas criaturas certamente deve ter cortado a fiação que liga aos postes de energia, mas como todo bom hospital esse daqui tem um gerador que ao ser acionado novamente aqui dentro ficará tão claro quanto o dia. Será mais seguro aqui dentro do que lá fora...
-Mas para chegar ate os geradores teremos que enfrentar esse escuro todo – disse Jake olhando para a parte escura do hospital – será muito perigoso...
-Não graças a sua especialista – disse Hillary – pelo que eu ouvi ela mandou trazer lanternas, nos vamos usa-las para iluminar o nosso caminho e os espetinhos de salsicha vamos segurar na nossa frente para o caso de ter alguma sombra com a criatura à salsicha ser devorada primeiro nos dando a chance de dar meia volta.
-Ate que ela é boa... – disse Rose – conseguiu adivinhar para o que eu queria usar as salsichas.
-E onde está este gerador? – perguntou Jake
-Bem... – Hillary respirou fundo – no porão...
                Todos começaram a fazer bagunça cada um falando ao mesmo tempo, ninguém queria se arriscar voltar ate o porão, mesmo usando espetinhos de salsichas para se proteger, não mesmo, era muito arriscado, os funcionários e os pacientes achavam melhor derrubar a porta do hospital. E Hillary não estava disposta e derrubar a única coisa que a fazia se lembrar de seus pais, o seu lar, a única coisa que ela tinha em toda sua vida. De repente o celular de Rose soou e quando ela atendeu recebeu uma péssima noticia.
-Pessoal, era do Torchwood! – disse Rose – infelizmente nossos veículos pesados bons para derrubar muros e essas coisas não estão em Londres, estão no Torchwood de Cardiff.
-Como é? – todos protestaram
-O Torchwood de Londres é mais para desenvolver armas e combater e pesquisar aléns – explicou Rose - o Torchwood de Cardiff que desenvolve esse tipo de tecnologia.
-Ótimo, só nos sobrou o porão... – falavam todos assustados
-Pode ter outro jeito – disse um enfermeiro – existe uma sacada, podemos fugir por lá...
-Mas é muito alto... – disse Mary
-Usamos alguns lençóis como corda – disse um segundo enfermeiro.
                Na recepção tinha nada mais que uma mãe com seus dois filhos, um lindo casal um garotinho de 10 anos e uma menina de 11. Tinha um senhor que tinha vindo deixar seu neto com resfriado, mas ele tinha morrido na hora do pânico. Duas meninas que assim como Rose estavam acompanhando suas mães gravidas. Tinha uma garota de 17 anos que desconfiava está gravida e veio fazer os exames. Cinco enfermeiros e três enfermeiras. Três agentes do Torchwood, Rose, Mickey e Jake. A recepcionista, Mary e a dona do hospital, Hillary. Num total de 20 pessoas para que as criaturas invisíveis se divertissem com eles...
-Agora eu preciso que todos vocês peguem seus celulares digital! – disse Rose – e por favor, liguem o flex, o sol já está se pondo, temos que usar tudo que temos a nosso favor.
                O sol se pós rápido, logo todos estavam na escuridão total, estavam de costa a costa fazendo um circulo com o flex de seus celulares apontados para fora do circulo. Estavam apavorados e sabiam que a bateria de seus celulares não iria durar para sempre, agora aquele medo terrível de todo adolescente da bateria acabar nesse momento seria justificável.
-Quem foi que disse que um dia celular digital com flex não salvaria vidas? – Mickey tentou fazer graça.
-Muito inconveniente esse seu comentário – disse Hillary.
                No meio do grupo, Mickey percebeu que Rose estava chorando baixinho para que ninguém a visse. Ele a abraçou e esfregou seus ombros, as lagrimas de Rose molharam seu ombro.
-O que foi Rose? – sussurrou ele no ouvido dela – vamos sair dessa...
-Minha família Mickey... – ela choramingou no ombro dele – acho que não sobreviveram, nessa hora essas criaturas já os devoraram...
-Você ainda tem a mim, Rose... – Mickey a abraçou mais forte
-É melhor você ficar bem longe de mim... Todos que eu amo sempre acabam mau no final...
-Rose – disse Mickey sussurrando – você precisa ser forte por essa gente, eles não podem ver um agente do Torchwood chorando aqui, se não eles vão se desesperar e tudo vai acabar mal...
-Certo... – disse ela engolindo o choro
-Agora eu e o Jake vamos ate o porão ligar o gerador, caso Anne demore chegar com as lanternas, não podemos se dar ao luxo de esperar essas baterias de celulares se acabarem...
-Eu vou com você! – disse ela decidida
-Não, você fica aqui...
-Não, eu vou com você! – sussurrou Rose decidida – só assim vou poder chorar o quanto eu quiser longe dessa gente.
-Muito bem pessoal... – disse Mickey se levantando – eu vou ate o porão ligar o gerador, a agente Rose vai comigo, vou deixar Jake aqui com vocês para o caso de acontecer alguma coisa. Senhorita Hillary queira se juntar a nos para nos mostrar onde ficam os geradores! E vamos ver, acho que vou precisar de mais cinco pessoas com celular que tenha flex...
                Ao falar isso, todos ficaram olhando para alto, ninguém queria ser o escolhido, sabia que era mais seguro ficar ali perto da saída, esperando a ajuda chegar. Mas como ninguém se voluntariava coube a Mickey escolher quem iria com eles.
-Você! – disse Mickey apontando para uma linda garota de cabelo cacheado que só estava no meio dessa confusão para acompanhar sua mãe gravida – e vocês dois... – disse Mickey apontando para dois enfermeiros que se olharam como se estivessem sido escolhidos para morrerem na forca – e você... – Mickey apontou para Mary que levou a mão aboca e chorou em desespero.
-Deixem a moça, eu me voluntario no lugar dela... – falou um senhor que estava do lado dela
-Mas você nem tem celular senhor... – disse Mickey
– é só essa mocinha me emprestar o dela.
-Por que o senhor estar fazendo isso? – Perguntou Mary entregando o celular dela a ele
-Bem... Eu vim aqui para consultar meu neto que estava com resfriado – disse o velho triste olhando para um monte de ossos no chão – vamos dizer que eu só estou desgostoso com a vida, eu tenho menos motivo para viver...
-Bem... De qualquer forma, falta mais um... – disse Mickey avaliando as caras assustadas dos que sobraram – você... – disse Mickey apontando para uma enfermeira que engoliu em seco e marchou para o lado de Mickey com o celular em mão como se estivesse andando na prancha e lá em baixo tivesse um tubarão pronto para mata-la.
-Voltaremos logo... – disse Rose tentando esconder a tristeza
                Os dois enfermeiros ficaram na frente lado a lado com Mickey iluminando o caminho. A garota que não tinham perguntado o nome ainda, ia ao meio com Rose e Hillary e a enfermeira e o senhor que se voluntariou estavam na retaguarda. Juntos como um só corpo, bem iluminados, se continuassem assim chegariam sem problemas ao porão.
                A sensação de andar por um hospital antigo totalmente escuro, com criaturas habitando as sombras que te devoraria só em você sair da luz, e o pior, sem energia para manter as luzes ligadas, se resumia em uma palavra, aterrorizante. Eles estavam ouvindo um farfalhar de coisas assustadoras, como se oque estava na escuridão tentasse falar com eles numa língua própria. As luzes emanadas dos celulares criavam desenhos assustadores nas paredes do hospital e a cada passo dado aquilo os deixavam com mais temor. Ninguém estava falando nada, estavam atentos os movimentos de cada coisa, o som audível naquele momento era os passos lentos que davam, seus corações acelerados e o farfalhar que a escuridão estava dando naquele momento.
-Alguém falou o meu nome? – perguntou Hillary
-Como é? – disse a menina do lado de Rose, assustada.
-Eu ouvi alguém falar o meu nome... – Hillary olhava para todos os lados tentando identificar de onde vinha o som que todos achavam que só existia em sua cabeça.
-Não brinque com isso... – disse Rose
-Você acha que eu sou pessoa de brincar com isso? – Disse Hillary seria
-Não, você não brincaria com nada! – disse Rose
-Vamos cantar, só assim nos distraímos... – sugeriu a garota
-Que boa ideia, qual é seu nome?
-Alicia... – respondeu ela
-Vamos cantar uma canção que eu gosto... – disse Hillary começando a cantar – o cravo brigou com a rosa, de baixo de uma sacada, o cravo saiu ferido e a rosa despedaçada...
–O cravo brigou com a rosa... – Alicia começou a cantar também, ela parecia conhecer a musica, diferente de Rose e Mickey.
                Continuaram cantando por um tempo, ate alternavam entre uma canção de ninar e outra, mas Hillary sempre insistia para voltar a cantar “o cravo brigou com a rosa”. À medida que adentravam ainda mais no hospital mais o farfalhar ficava maior, era como aquele chiado que ouvimos de quando em quando no nosso ouvido.
-Mamãe? – disse Hillary de repente assustando a todos. Eles estavam passando próximos as escadas e Hillary olhava para o alto da escada com um grande interesse como se visse alguém lá em cima.
-Hillary está tudo bem? – perguntou Rose.
Hillary não se deu ao trabalho de responder, ela tinha parado de andar e continuava olhando para o alto da escada como uma lunática, aquilo assustou a todo mundo. De repente Hillary fez uma loucura que todos gritarem “NÃOOOOO” ao mesmo tempo. Ela saiu de dentro do circulo de luz e correu em direção as escadas. No meio do caminho ela caiu no chão e começou a gritar em desespero e seu corpo ficou se contorcendo como se tivesse levando varias descargas elétricas. Rose ia correr para ajudar só que foi segurada do Mickey...
-Você não pode ajuda-la, Rose. – disse Mickey serio – e não tem nada que podemos fazer...
-Mas ela não morreu ainda, os outros viraram ossos instantaneamente.
                Quando Rose olhou para cima novamente a cena que ela viu nunca mais iria se esquecer em toda sua vida, iria assombra-la em todos os seus pesadelos. Hillary estava em pé olhando para eles com aquela carinha angelical, seus olhos estavam negros como a noite, sua cabeça estava levemente inclinada para o lado. Ela os encarava sem emoção e todos eles a olhavam de volta, parecia que ate tinham prendido a respiração por um momento, estavam esperando acontecer alguma coisa.
-Hi... – Mickey ia falar o nome dela. Mas de repente ele foi interrompido por uma risada muito medonha, Hillary estava dando uma gargalhada tão assustada que gelou o coração de todos.
-Hillary? – riu ela – não pretendo mais usar esse nome. Me chame agora de Hills... Olhem só para isso... – disse Hills se tocando – essas roupas – sem mais nem menos Hillary começou a rasgar suas próprias roupas e bagunçar mais seu cabelo, ela esticou sua própria bunda e se deu um tapa – que corpo espetacular, tenho que usar alguma coisa que valorize esse corpo.
                Aquilo partiu do assustador para o sexy de uma maneira muito impressionante, Hills se tocava e rasgava partes do seu vestido como se estivesse conhecendo o seu corpo naquele momento. Olhou de um lado para o outro e de repente subiu o resto das escadas correndo.
-O que está acontecendo aqui? – perguntou Mickey espantado com tudo aquilo
-Bem... – Rose tentou achar uma explicação para tudo aquilo, mas só conseguiu ficar mais confusa.
-Vamos atrás dela ou continuarmos o que estávamos fazendo? – perguntou um enfermeiro
-Não quero ir atrás daquela doida... – choramingou Alicia
-Tudo bem, Alicia... – disse Rose – não vamos seguir ela, nem sabemos para onde ela foi... Vamos continuar Mickey.
-Vamos eu lembro o caminho... – disse Mickey
-Eu também sei o caminho... – disse o enfermeiro à esquerda de Mickey
                Seguiram o caminho guiado pelos enfermeiros. Vários dos funcionários sabiam onde ficava o porão, não era só Hillary eles tinham sorte nessa parte, todos aqueles que sabiam onde ficava o porão na certa sabiam onde ficava o gerador de energia. Voltou a ficar aquele silencio assustador, e também não queriam cantar nem uma musica, pois isso tornava tudo mais assustado depois do que aconteceu com Hillary, digo Hills.
                Quando chegaram à porta do porão e começaram a descer a porta pé ante pé, tiveram cuidado para não tropeçarem e cair. Mas era difícil, já viram o quanto é difícil descer sete pessoas bem juntinhas uma escada estreita? Quando estava já no finzinho da escadaria Alicia viu o esqueleto no chão do porão e começou a gritar, ela fez um movimento rápido com os braços que desequilibrou a todos, uns se seguraram nos outros, mas para o azar do destino a enfermeira que estava mais atrás deles caiu da escada jogando seu celular longe, antes mesmo que ela tivesse a chance de chegar ao chão seu corpo foi totalmente transformado em ossos que caiu no chão virando um amontoado de osso assustador. Alicia se desesperou ainda mais, gritou e só se acalmou quando Rose a abraçou...
-Quantos anos você tem, Alicia? – perguntou Rose preocupada
-17 anos... – respondeu a menina
-Muito bem Mickey – Rose deu um tapa nas costas dele
-Como eu iria saber?
-Mas dessa vez você foi muito idiota...
-Rose, esse não é o momento! – disse Mickey ríspido, ele não queria que todos soubessem do apelido que o Doutor deu a ele um dia “Mickey o idiota”.
Já no porão o enfermeiro mostrou o gerador para Micky e para a surpresa de todos estava funcionando.
-Mas como? – perguntou Rose
-Bem... - Começou o enfermeiro mais baixo – é um sistema de segurança do hospital. Quando a luz acaba os geradores se acionam automaticamente mandando energia para as salas dos recém-nascidos que não podem ficar sem os cuidados especiais.
-ÉEEEEEE... – Rose gritou de alegria – Mickey sabe oque isso significa? Significa que eles estão bem, a mamãe, o papai e o bebê estão bem!
-É Rose, mas agora você tem uma escolha a fazer... Cortamos a energia que mantem seus pais vivos e a transferimos para o resto do hospital para salvar as outras pessoas ou deixamos assim e corremos o risco de todos morrerem?
                Ao terminar de falar isso o celular de Alicia alarmou, estava avisando que a bateria estava descarregando...


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

02 / 03 - Rose no Mundo Paralelo

Segundo Arco - Parte 3






O velho Jhon Green, da família Green dos Green de Londres. Ele começou sua vida quando se apaixonou por Cornélia. Os dois começaram a namorar desde pequenos, tiveram dois filhos e os criaram muito bem. O Sr. Green era apaixonado por Cornélia, envelheceram juntos, sempre alimentando o amor dos dois. Seus filhos cresceram e ganharam o mundo, sobrou só os dois dentro de casa. Quando já estava com 73 anos de idade Cornélia adoeceu gravemente, o velho Jhon não tinha mais contato com os filhos para avisa-los então trabalhou com grande afinco para cuidar de sua mulher e dar o melhor para ela, só que infelizmente numa manhã comum como toda outra, O Sr. Green acordou e olhou se sua amada ainda respirava, percebendo que não, grande tristeza se apoderou de seu coração. O velho Green deu o melhor funeral a sua amada Cornélia e logo voltou para sua casa. Solitário, já não trabalhava mais, sua aposentadoria era o suficiente para cobrir seus gastos, passava a maior parte do tempo em casa se tornando um velho triste, solitário e amargurado.
            O velho Green passava tardes inteiras vendo o velho álbum de fotografia onde tinha muitas fotos de seu casamento feliz com Cornélia, fotos de infância de seus filhos. Por onde andariam? De qualquer forma Cornélia e Green tinham feito um bom trabalho, criou seus filhos bem, afinal de conta a gente nunca cria os filhos pra gente mesmo, criamos eles para o mundo e o Sr. Green estava feliz nessa parte. Agora ele estava sem objetivo na vida, parado só esperando a morte vim busca-lo.

            Depois de um ano o Velho John Green achou que precisava encontrar um objetivo na vida, não podia simplesmente ficar em casa esperando a morte bater na porta, ele precisava sair e encarar o mundo, quem sabe ele a encontraria lá fora. Como sentia muita falta de seus filhos e sentia falta do convívio com crianças coisas que emanava vida das veias ele procurou em prego em varias creches, mas só encontrou trabalho num hospital especializado em crianças, o Cravo e a Rosa, foi lá onde John Green encontrou tudo que ele procurava um novo motivo para viver e ate mesmo, a morte.


* * *

-Quem era esse? – perguntou Mickey olhando o corpo do velho John Green no porão do Hospital o Cravo e a Rosa
-O faxineiro – respondeu madame Hillary
-Sabe mais alguma coisa dele?
-Não, não é ninguém que eu acredite que seja realmente importante. Não que alguém vá sentir falta dele...
-Como é? – disse Mickey assustado – senhora Hillary, a senhora está muito encrencada, tem um cadáver no seu hospital...
-Acho bom baixar seu tom agente do Torchwood! – disse Hillary – eu simplesmente quero uma explicação para tudo que está acontecendo aqui... Eu estava procurando esse senhor, o faxineiro.
-Qual o nome dele?
-Não sei, só o conhecemos como faxineiro... Em fim, uma criança tinha derramado sulco em uma das salas de brinquedo, eu o estava procurando quando o encontrei assim, não chamei a policia é claro, sabia que eles iriam alertar aqueles repórteres e não queria ver aquela repórter sem classe por aqui novamente...
-Você parece a Rose, só que numa versão educada – disse Mickey rindo.
-Então agente, alguma coisa, por favor, me fale alguma coisa que explique isso... Isso é assustador!
                Mickey olhou para o monte de ossos do que um dia foi o faxineiro daquele lugar, esse estava diferente dos outros dos outros corpos, estavam muito assustados para perceber antes, mas ainda tinha pedaços de carne humana pregada ao esqueleto, Mickey rapidamente levou a mão à boca para não vomitar, olhou em volta. As prateleiras isso o distrairia, aqueles recipientes antes que ele estava vendo nas prateleiras e não conseguia distinguir agora poderia ver com muita clareza que eram produtos de limpeza, aqui era certamente o lugar onde aquele senhor guardava seus objetos de trabalho, na certa ele desceu sozinho quando foi atacado.
-Infelizmente senhorita Hillary esse tipo de ataque é novo ao Torchwood, mas não se preocupe temos uma especialista que provavelmente nos dirá alguma coisa...
-Provavelmente? – repetiu Hillary
-Provavelmente... – confirmou Mickey
-E onde está esta pessoa?
-Aqui mesmo, neste hospital.

* * *

Rose tinha esquecido todos os problemas do mundo, o pequeno Tony era lindinho e eles estavam naquele momento de dizer, tem os olhos da mãe, o nariz do pai e blá, blá, blá... Mas o fato era que ele era muito pequeno para saber isso e nem tinha abrido os olhos ainda para saber, Jackie tinha dito isso por conto dos contornos dos olhos do bebê. Rose e seu pai não conseguia desmanchar o sorriso, nem mesmo quando Jackie Tyler começou a chorar ao dar de mamar ao seu filho.
-O que foi mãe? Estar doendo?
-Não... – disse ela limpando os olhos – é que eu nunca imaginei que iria dar de mamar novamente, e olha só Rose eu tenho um filhinho, olha como seu irmãozinho é lindo.
-É sim... – confirmou ela
-Posso segurar agora? – perguntou Peter
-Não mesmo, você pode derruba-lo... – disse Jackie – você é muito desastrado.
-Qual é Jackie, pode confiar em mim... – disse Peter piscando o olho e fazendo legal com seu dedão igual ele fazia em seus cartazes holográficos.
                Os três dentro do quarto estavam rindo quando Mickey, Jake e Hillary surgiram na porta cortando aquele momento de alegria, os três que tinham acabado de chegar estavam com feições serias.
-Quem morreu? – brincou Peter
-O faxineiro – disse Hillary para espanto do próprio Peter
De repente o ar que estava leve, gostoso e familiar dentro do quarto se tornou pesado, uma energia ruim tomou conta do momento. Mickey olhou para a mulher serio, ela não precisava falar tudo daquela forma acabando com aquele momento assim...
-Estamos precisando de você, Rose... – disse Mickey – vem?
-Claro – disse Rose
-Rose, eu a proíbo de...
-Mãe vou ficar bem, cuide do Tony.
                Rose não sabia, mas era agora que as coisas ficavam mais sombrias e complicadas. Quando Rose, Mickey, Jake e Hillary estavam lado a lado prontos para ir ao porão para mostrar os restos mortais do faxineiro a Rose as luzes começaram a piscar, um vento forte invadiu o hospital e gritos foram ouvidos na recepção. Os três saíram correndo naquela direção, fui tudo muito assustador. Chegando à recepção, as pessoas, os enfermeiros e enfermeiras estavam gritando, uns se abraçavam e outras subiram em cima dos bancos da recepção, todos eles olhavam para um ponto fixo no chão onde tinha um jaleco com uma linda rosa vermelha vestindo um esqueleto.
-Essa não... – disse Mickey triste
-Quem era esse? – exigiu Hillary
-Stevon... – disse Mary a recepcionista, estava bastante triste aponto de chorar.
-Quem o matou? Como ele morreu? – disse Hillary fazendo todos parar de gritar e controlando toda a situação novamente - Alguém viu alguma coisa?
-Foi tudo muito assustador – começou Mary – foi primeiro as luzes que começaram a piscar do nada, de repente as portas do hospital se abriram de uma vez e entrou uma ventania muito forte que fez todos os papeis voarem e alguns ate fecharam os olhos por conta da terra que o vento trouxe da rua, então... – Mary limpou as lagrimas que já vinham nós olhos – então ouve um breve apagão e quando as luzes foram acesas novamente ele estava assim...
-Senhorita especialista, por favor nos conforte e diga que sabe alguma coisa sobre isso.
                Hillary disse essas palavras sem olhar para ninguém em especial, todos ficaram calados um olhando para o outro esperando alguém falar alguma coisa, ate que Mickey cutucou Rose com o cotovelo e disse.
-Ela está falando de você, Rose...
-Eu?
Rose se assustou, olhou em volta e percebeu que todos na recepção estavam olhando para ela. Rose respirou fundo e foi ate o enfermeiro, depois chamou Mickey e os dois passaram a falar baixo um com o outro enquanto todos olhavam para eles esperado alguma coisa.
-Você viu o faxineiro, oque ele tinha de diferente desse enfermeiro?
-Bem, as roupas desse estão mais inteiras, as do faxineiro estavam acabadas, com aparência de velha e rasgadas em alguns pontos como se tivesse sido queimado.
-Certo... – disse Rose como se aquilo não ajudasse em nada
-Rose, você sabe alguma coisa sobre isso, você e o seu Doutor já enfrentaram algum monstro assim?
-Não... Mas meu tempo com o Doutor me ensinou algumas coisinhas, como perceber padrões e ligar as coisas e depois inventar teorias malucas que faziam sentido no final...
-E que teoria você formou?
-Você quer mesmo saber?
-Todos nós queremos saber alguma coisa, Rose.
-Mickey você parece triste por esse cadáver... O que foi?
-Você estar vendo essa rosa? – perguntou Mickey apontando para a rosa no jaleco com a cabeça
Rose fez que sim com a cabeça
-Ele tinha uma namorada, Rose... Estavam apaixonados... Ele ia pedir ela em namoro hoje à noite... Precisamos salva-los por ele ao menos...
-Ok! – disse Rose levantando a voz e olhando em volta – seja lá oque for está fazendo experiências com todos nos, tudo começou com os animais no meio da rua, depois com os bebês do hospital, agora passaram para oque me parece seu ultimo estagio, experiência com adultos, já são dois mortos... Todos vocês saiam do hospital imediatamente, não é seguro aqui dentro!
                Foi um pandemônio, o que Rose tinha dito causou medo em todo mundo. Começaram a correr em direção à saída, mas antes mesmo que todos tivessem a oportunidade de saí as luzes passaram a oscilar novamente o grito e o medo foi geral, as portas bateram foram fechadas por alguma força invisível foi quando todos começaram a correr por todos os lados tentando achar alguma saída, de repente a cada apagão de luz pessoas morriam por todos os lados, esqueletos apareciam aos montes, foi quando Hillary subiu em cima de um banco e gritou com todos.
-Todos vocês, se acalmem... – disse ela estendendo os braços para que todos olhassem para ela – que horror, é obvio que esse pânico de vocês está causando todo esse ataque... Então eu aconselho a se acalmarem e sermos bem educados uns com os outros só assim as chances de sobreviver é maior... Temos aqui do nosso lado os agentes do Torchwood, eles lidam com coisas estranhas desse tipo todos os dias, então tenham calma.
                As luzes tinham sido desligadas de vez agora qualquer um poderia ser atacado a qualquer momento, as cortinas tampavam as janelas de vidro do hospital o que impedia que a luz entrasse.
-De pressa, abram essas cortinas! – ordenou Rose
                Alguém que estava próximo correu e abriu as cortinas, era fim de tarde então entrava luz do sol suficiente para iluminar boa parte da recepção.
-Parece que essas coisas só ataca quando as luz se apagam – disse Rose - então fiquem longe das sombras e permaneçam na luz.
-Mas a noite vai chegar logo-logo e não teremos a luz do sol para nos proteger – disse um dos enfermeiros
-Quebrem as janelas! – ordenou Hillary
-Mesmo que consigam – disse Mickey – não conseguirão passar, pois tem um ferro no meio deixando o buraco muito pequeno impossibilitando a passagem de alguém...
-Derrubem a porta! – alguém gritou
                A porta estava em meio ao escuro, só que ainda dava para ser vista. Provavelmente algum parente de um paciente correu em direção a porta a fim de bater seu ombro contra a porta só que o que chegou lá foi um amontoado de ossos que ao bater contra a porta se desmontaram e caiu um monte de ossos no chão. A gritaria começou novamente e todos procuraram ficar perto da sombra do sol.
-Tudo bem... – disse Hillary – isso ensina que qualquer sombra é perigosa, fiquem na luz.
-E quando ela acabar... – disse Mary a recepcionista em desespero
-Quando ela acabar? – repetiu Hillary – que Deus nos ajude.
-Eu tenho um filho de nove anos em casa me esperando – choramingou Mary – eu não posso morrer, não posso deixar ele sozinho.
-Ei... – disse Mickey indo para o lado dela – você não vai morrer, está me entendendo? Eu, Jake e Rose Tyler, vamos salvar você... Você vai cuidar de seu filho, ele vai crescer e faze faculdade e te fazer muito orgulho está me entendo?

Mary só fez que sim com a cabeça, estava muito assustada para falar alguma coisa. Simon era o nome do menininho de Mary. Ela saia de casa todo dia de manhã deixava seu filho na casa de sua vizinha, ela amava cuidar do menino, era muito doce com todo mundo. Mary sempre saia de casa com o coração apertado deixava seu anjinho com um beijo no rosto e toda vez que ela voltava ele era quem ia recebe-la correndo de braços abertos e falando “mamãe, mamãe você voltou”, quando ela estava perto o suficiente ele pulava no pescoço de sua mãe e lhe enchia de beijos por todo o rosto. Mary chorava repassando essa cena em sua mente, não podia morrer ali, tinha que sobrevier por seu filho, ainda não era hora. Mary era mãe solteira, seu filho era sua única alegria, o pai do menino era um estrangeiro que estava de passagem por Londres, ele conquistou o coração dela e a teve em seus braços, depois foi em bora deixando um lindo menino para quem Mary dedicava toda a sua vida.
                O que o Doutor faria nesse momento? Rose se perguntou... A resposta para essa pergunta era sempre a mesma, ele seria inteligente e faria de tudo para salvar a todos. Rose olhou em voltou, viu todos se espremendo ao máximo na luz que vinha do sol, só que estava se acabando pouco a pouco e os vários esqueletos espalhados pela sala. Rose pensou em sua mãe sozinha no quarto com seu pai e o bebê, ela precisava agir rápido.
-Muito bem, primeiro preciso de um telefone! – falou ela tentando agir como o Doutor, logo ela se lembrou que o dela estava no seu bolço – esqueçam eu já tenho um...
-Para quem você vai ligar, Rose? – perguntou Mickey
-Para a única pessoa que pode nos ajudar agora... – disse Rose procurando um numero na agenda e logo em seguida levando seu celular ate o ouvido – oi, Anne? Muito bem garota, a nossa sobrevivência está em suas mãos, estamos sendo atacados por criaturas invisíveis que se esconde nas sombras...
                Rose de repente parou de falar, ela estava com olhar fixo para um canto da sala, Mickey pensou que ela estava tendo algum tipo de ataque de pânico.
-Rose? – disse ele preocupado – tudo bem!
-Nossa como eu sou burra, Rose Tyler sua burra idiota! – ela se zangou consigo mesma
-O que foi, Rose?
-Esses monstros, Mickey! Se eu aprendi com o Doutor é se perguntar sempre do por que de alguma coisa e tem uma pergunta que nós não fizemos ainda...
-E qual é? – perguntou Mickey
-Esses monstros, todos eles são criaturas invisíveis que só atacam nas sombras e por quê? Por que eles só atacam nas sombras se são invisíveis poderiam sair andando por ai e matar qualquer um, não poderiam?
-É claro Rose, eu já entendi...
-As sombras deles, de alguma forma eles querem ficar 100% camuflados então se escondem nas sombras só assim suas sombras também não aparece.
-Mas se são invisíveis, suas sombras não deveria ser invisível também?

-Bem, provavelmente a sombras desses não ficam invisível e não me faça esse tipo de pergunta Mickey, não sou o Doutor não sei explicar.
-Anne – disse Rose voltando a falar no celular com Anne que estava ouvindo esse ataque de pensamento de Rose o tempo todo – Eu quero que você traga agora mesmo para o Hospital “O Cravo e a Rosa” o máximo de lanternas possíveis, alguns carros para passarem por cima dessa porta, refletores poderosos, óculos infra vermelho e o principal, traga uma sacola cheia de espetinhos de salsichas.




domingo, 17 de janeiro de 2016

02 / 02 - Rose no Mundo Paralelo

Segundo Arco - Parte 2

Naquela manhã todos foram acordados por um grito de horror, não se sabia a origem daquele grito logo de inicio, mas ele ecoava pela casa toda causando temor aquém o ouvisse, era Jackie Tyler que gritava a todo pulmão.
-Ela está morta, MEU DEUS DO CÉU! Alguém me ajude, Rose está morta!


* * *

Rose se levantou da cama e seguiu a voz o mais rápido possível, vinha do quarto de sua mãe e seu pai. Ela nem bateu na porta, entrou logo de supetão. A cena que ela encontrou foi de Peter Tyler abraçando sua mulher e mandando-a ficar calma, no chão, do lado da cama do casal estavam os restos mortais do que um dia foi Rose a cachorrinha de Peter.
                Rose era o nome de uma linda cachorrinha que um dia pertenceu a Jackie Tyler daquele mundo paralelo antes de ser morta numa invasão de Cyberman. Rose simplesmente não gostava muito da cachorrinha, ela a olhava como se fosse sua substituta. Mas era simplesmente lindo e adorável, só que a vendo naquele estado, uma mistura de pelo e osso no chão de cerâmica frio era impossível não ficar triste, mas oque teria causado aquilo?
-Como isso aconteceu? – perguntou Rose passando pelos restos mortais da cachorrinha no chão e indo ate sua mãe e a abraçando junto com seu pai
-Eu não sei... Eu me acordei de manha e virei de lado, quando olhei pro chão lá estava ela!
                Rose se preocupou com sua mãe, toda aquela agitação poderia fazer mal a seu irmãozinho que ainda estava na barriga de sua mãe, a abraçou mais forme para ela se sentir mais afeto.
-Como você está mãe?
-Eu... Estou... – começou Jackie fazendo grande suspense – com calor, saiam de cima de mim!
                Peter e Rose se afastaram de repente deixando que Jackie respirasse profundamente. Rose não conseguia parar de pensar no hospital e naquela sensação de quando ela entrou dentro de casa. Alguma coisa a havia seguido. Essa era a resposta mais obvia, alguma coisa tinha seguido Rose ate sua casa e ameaçado sua mãe daquela forma. Seja lá que isso for conseguiu chamar a atenção de Rose e ela não descansaria ate resolver tudo.
-Mãe eu vou chamar os técnicos do Torchwood para remover isso – disse Rose pegando o celular
-E ele vão impedir que meu bebê seja morto quando nascer? – retrucou Jackie meio paranoica
-Querida calma, não fale assim com Rose... – Disse Peter
-Como não, se ele não tivesse encostado nem os pés no instituto Torchwood desse universo. Nós conseguimos uma segunda chance quando viemos pra cá, mas é claro que alguém tinha que estragar...
-Jackie Tyler! Isso é jeito de falar com, Rose...
-Não me importo, eu estou GRAVIDAAAAAAAAAAAAAH – Gritou Jackie
                Jackie tinha começado a gritar sem parar como se sentisse uma dor muito forte vinda de seu ventre. Peter ficou sem entender por alguns segundo, mas logo então ele soube oque estava acontecendo, sua esposa estava em trabalho de parto.
-Querida você estar...
-Estouuuhuuu – gritou Jackie interrompendo Peter
-Rápido pai, desça rápido, passe pelo quarto de Samira e peça para que ela venha me ajudar a descer a mamãe pelas escadas, depois corra e vá ligando a caminhonete e estacionando em frente ao portão principal...
                Foi tudo como Rose tinha dito, em pouco tempo Samira a empregada da casa estava entrando toda assustada dentro do quarto do casal de camisola branca e florida. Ela ajudou Rose a tirar sua mãe que agora passava a gritar com mais frequência, quando estava na metade do lance de escadas Peter entrou na casa e pegou sua mulher nos braços e ajudou a descer o restos dos degraus. Dentro da caminhonete Jackie não parava de gritar e se queixar...
-Está vindo, vai rápido Peter, vamos para o hospital mais perto...
-Certo... – Disse Peter meio atrapalhado com as mãos no volante tentando se lembrar qual era o hospital mais próximo – o hospital mais próximo daqui é o Cravo e a Rosa...
-Não pra esse não! – disse Rose apertando a mão de sua mãe
-RÁPIDOOOOOOOOOO! – gritou Jackie
-Vai ter que ser esse mesmo, Rose... – disse Peter olhando o desespero de sua mulher – ou você quer fazer o parto de sua mãe?
-Mas pai...
-Parem de AAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIIII discutir e me levem, rápidoooooooooooooo!
                Peter pisou o pé na tabua e por mais que Rose protestasse e falasse que era uma má ideia, ele não deu ouvido. Rose só tinha uma coisa em mente, aquilo era muito ariscado, aquelas mortes estranhas tinha alguma relação com o hospital O Cravo e a Rosa, alguma coisa a tinha seguido ate em casa no dia anterior e tinha matado a cachorrinha Rose em quanto no quarto dos Tyler bem pertinho de sua mãe gravida e Rose sabia que seja lá oque for por traz daquelas mortes, era cruel o bastante para matar recém-nascidos também. Certo, se ela iria praquele lugar enfrentar uma ameaça desconhecida, Rose chamaria ajuda.
-Mickey? – ele tinha atendido no primeiro toque, Rose recebeu olhar de repreensão de seu pai por está ligando para seu EX num momento como aquele – é a Rose, bem estou indo para o Cravo e a Rosa agora, eu conto com você Mickey leve todo armamento que puder, você e Jake e dessa vez podem exagerar...
                Ao chegar no hospital foi tudo bem rápido, Rose que abriu a porta da velha caminhonete de seu pai em quanto ele dava a volta. Peter levou Jackie nos seus braços para dentro do hospital, duas enfermeiras ao ver a cena trouxeram uma maca correndo.
-Levem ela para a ALA Lobo Mau, agora! – disse um enfermeiro que acompanhou as duas mulheres de jaleco.
-Só um dos dois pode ir... – disse o enfermeiro impedindo a passagem de Rose e Peter que estavam prontos para correr atrás da maca
-Vai logo pai, corre... – disse Rose rindo – meu irmãozinho vai nascer e precisa do pai dele.
                Todo emocionado Peter correu na frente com o enfermeiro, Rose ficou sentada no banco de espera meio que sem saber o que fazer! Mickey chegaria a pouco tempo armado ate os dentes, mas oque exatamente eles fariam ali, era só um hospital infantil! Rose estava muito confusa, por mais que ela pensasse e repensasse não conseguia achar nem uma explicação para todos aqueles acontecimentos. Naquele momento parecia tudo normal, tirando aqueles acontecimentos da memoria tudo não passava de uma semana aparentemente normal em Londres com zepelins voando em pleno centro de Londres e tudo.
                “Talvez seja melhor eu avisar que sou do Torchwood” pensou Rose consigo mesma “mas e se Mickey chegar todo armado com Jake e não saber o que fazer?” Rose novamente sentiu aquela sensação de ser observada e por segundos pensou ter ouvido farfalhar atrás dela, mas ao olhar pra traz não tinha nada, só sua sombra. Automaticamente ela pensou em sua mãe, foi assim da ultima vez e se alguma coisa acontecesse à criança assim que ele nascesse? Rose sentiu seu coração bater acelerado ao pensar aquilo, ela se levantou e saiu correndo pelo corredor que viu sua mãe ser levada e logo em seguida seu pai. As enfermeiras que estavam por perto tentaram segura-la só que Rose foi mais rápida e mais forte. De repente ela chegou num corredor que se abria para os dois lados e não sabia para que lado seguir...
-E agora? – ela se desesperou, estava muito angustiada pensando em varias coisas ruins.
                De repente ela escutou um berro, ou melhor, um choro de bebê. Vinha do corredor à direita, Rose disparou correndo por aquele corredor, passou por varias salas. Ela começou a abrir cada porta que encontrava a fim de descobrir a origem daquele choro, já tinha parado, mas ela estava desesperada para encontrar... Ao fim ela abriu a porta certa e encontrou uma das cenas mais emocionante de sua vida: Jackie Tyler sentada na cama hospitalar, segurava seu filho com um sorriso de orelha a orelha e abraçando sua mãe por traz e olhando para seu filho com a mesma alegria estava Peter Tyler. Rose respirou aliviada...
-É – Rose se emocionou com a cena e entrou no quarto sorrindo – é ele?
-Vem, Rose... – chamou Peter – vem olhar seu irmãozinho...
                E lá estavam, uma família feliz... Unidos por um único objetivo. O nascimento de uma vida, era um momento magico, lindo e muito feliz. Só era triste pensar que em pouco tempo aquele dia se tornaria em uma coisa obscura que esse momento feliz irá parecer ter acontecido há muito tempo.

* * *

Mickey estava no Torchwood com Anne no computador, Jake estava na sala de treinamento. O Torchwood não era só aquela salinha na qual eles passavam a maior parte do tempo, existiam varias outras salas como a sala de produtos químicos, que ficava perto do laboratório, a sala de armas que ficava perto da sala de treinamentos e por incrível que pareça uma sala de vasos sanitários de todos os tipos e formas diferentes.
                Jake tinha acabado de decepar a cabeça de um Cyberman imaginário quando Mickey entrou na sala de treinamento ainda com o celular em mãos.
-Foi a Rose!
                Jake entendeu, correu pra um armário de ferro e Mickey lado a lado com ele começou a se armar de todas as maneiras possíveis. Mickey e Jake: o destino uniu esses dois, eles tinham passado uma temporada por Paris enfrentando Cybermans e foi nessa época em que a amizade dos dois se fortaleceu, de inicio Jake via Mickey como um substituto de seu amigo Ricky, mas com o tempo ele passou a vê-lo como um amigo de verdade e não os confundia graças as pequenas diferenças entre eles. Ricky era um cara mais durão e não aceitava falhas já Mickey era mais amigável e aceitava as falhas com mais facilidade.
­-Ela já descobriu alguma coisa dos mistérios dos ossos? – perguntou Jake
-Mistério dos ossos? – repetiu Mickey verificando a sonoridade daquelas palavras – gostei... Sim, e deve ser alguma coisa muita perigosa, pois dessa vez ela liberou geral.

* * *

O hospital “O Cravo e a Rosa” era uma construção fenomenal, de fora se parecia um daqueles antigos hospital, enorme de grande, com varias janelas e só com três porta enorme de madeira na entrada. Era um hospital do tipo segundo andar, na parte de cima tinha uma pequena sacada que pegava duas janelas tão grandes que funcionava como porta a quem quisesse sair e dar uma olhada, era lindo.
                Mickey e Jake estavam com as roupas de combate e cada um carregava uma enorme pistola na mão e uma que se parecia um fuzil nas costas. Em volta da cintura ele tinha um cinto cheio de balas para recarregar as pistolas caso acabasse as balas. E foi desse jeito que os dois entraram pela porta principal.
                Mary a recepcionista do hospital já era bastante acostumada com movimentação estranha, pessoas entrando doentes em estado grave, crianças correndo por todos os lados e mulheres gravidas a ponto de ter seu bebê entrando em desespero porta. Ela saberia resolver qualquer probleminha com facilidade. Mas os últimos acontecimentos estavam deixando-a preocupada, de repente uma criança morta e depois vêm vários repórteres com perguntas complicadas na qual ela não sabia a maioria das respostas. Quando Mickey entrou com Jake ao seu lado todo armado, aquilo a assustou, seu coração bateu acelerado e ele teve medo do que poderia ser tão serio para a policia está tão armada daquele jeito. Ela logo de inicio pensou em incomodar a dona do hospital, Hillary, mas essa era uma péssima ideia, os funcionários não gostavam de incomodar Hillary, pois temia seus empregos, oque era bastante curioso, pois Hillary era extremamente educada oque os assustava eram suas palavras severamente ásperas que ela fazia parecer bastante normal saindo de sua boca. Mickey se dirigiu ate a recepcionista com ar de superioridade, ela o olhou dos pés a cabeça assustada e parecia considerar oque fazer.
-Precisamos falar com quem manda aqui... – disse Mickey autoritário
-C –Certo – disse Mary a recepcionista respirando aliviada – quem manda aqui é Hillary a dona do hospital, não se preocupem ela mora no andar de cima!
-Ótimo, chame ela... – disse Jake ao lado de Mickey
-Eu não posso sair daqui... – disse Mary – Stevon!
                Apareceu um enfermeiro meio confuso olhando para os rapazes e depois para Mary
-Chamou, Mary?
 - perguntou ele
-Sim, Stevon... – disse ela meio nervosa – poderia levar esses jovens policiais ate os aposentos de Hillary?
-Hillary? – ele se assustou
-Não somos simples policias – disse Mickey – somos do Torchwood.
-É claro... – Mary em fim compreendeu – Stevon leve esses dois agentes ate os aposentos de Hillary...
-Sim, claro! Me sigam rapazes...
                Stevon levou eles por um corredor principal, todos os moveis do lugar era de madeira e vidro, aquele antigos moveis com detalhes elegantes, tudo dava um ar clássico ao lugar... viraram a esquerda que se abriu para uma enorme sala, tinha uma escada em frente a sala hospitalar, dois pé de planta em enorme vasos enfeitavam o inicio dos lances de escadas. Mickey e Jake subiram com Stevon na frente.
-Sejam bastante educados com a senhorita Hillary – advertiu o enfermeiro – ela detesta pessoas mal educadas e chatas. E cuidado para não irrita-la e selecionem bem cada palavra usada com ela.
                Mickey percebeu uma coisa muito diferente nesse enfermeiro. Stevon carregava uma linda rosa vermelha no bolso de seu jaleco, ele parecia muito feliz toda vez que percebia a presença da rosa em seu bolço.
-Se não for muita petulância minha... – começou Mickey – por que você carrega essa rosa?
-Essa rosa? – disse Stevon sorrindo – bem, eu estou namorando a garota mais linda do mundo – disse ele radiante como um apaixonado - eu chamei ela para jantar comigo  hoje a noite, assim que sair do expediente, vou leva-la ao melhor restaurante, acreditam que eu conseguir uma vaga para hoje a noite é muito difícil de conseguir...
-Sim e a rosa? – disse Jake impaciente
-É para ela, Esmeralda. Não é lindo o nome dela? Vou contar alguns poemas, faze-la se lembrar do por que estarmos namorando e depois darei essa rosa e entre as pétalas tem um anel é assim que eu vou pedir ela em casamento.
-Realmente vai ser legal... – disse Mickey
-Vai... – disse o enfermeiro tentando tirar o sorriso do rosto, mas não conseguia estava muito feliz.
                O andar superio do hospital era tão grande quanto à parte de baixo só que a diferença era que se parecia com uma casa, cheio de quartos, no corredor a esquerda numa enorme porta de carvalho polido foi onde Stevon bateu.
-Sim? – uma voz feminina veio de dentro
-Senhora é o Torchwood! – respondeu Stevon nervoso – eles querem falar com a senhora.
-Deixem eles entrar, depois pode ir...
                Era notável que Hillary era uma mulher impressionante, parecia que todos naquele hospital a temia por algum motivo, mesmo todos falando que ela era um posso de elegância. Mickey estava esperando uma velha senhora ao abrir a porta do quarto usando trajes tão antigos quanto o hospital, mas ele viu que estava completamente enganado, só tinha acertado em um ponto, assim como naquele começo de noite em que ela apareceu naquele corredor e colocou a repórter para correr Hillary usava longos vestido comportado, mas seu rosto Mickey não conseguiu ver naquela noite. Hillary era extremamente jovem, seu rosto aparentava ter pouca idade, ate parecia que ela queria aparentar ser velha usando roupas tão longas, não tinha maquiagem sua beleza era natural. Mickey que estava pronto para conversar com uma velha ao ver a deusa da beleza em trajes de uma velha, corou 


-Hillary? – foi o que Mickey conseguiu dizer depois de ter entrado com Jake, Hillary estava guardando alguns objetos na segunda gaveta de sua cômoda.
-Senhorita ou madame Hillary. – corrigiu ela encarando eles – então finalmente o Torchwood entrou no caso?
-Bem... S- Sim... – se atrapalhou Mickey
-Nós já estamos nesse caso a um bom tempinho, só viemos investigar o Cravo e a Rosa agora.
-Claro, deixaram o Cravo e a Rosa por ultimo afinal nada demais aconteceu aqui... Só um bebê se dissolveu em ossos...
-Nós do Torchwood sentimos muito senhora...
-Não sintam, façam alguma coisa, meus funcionários estão em pânico e quero saber o que matou aquele bebê...
-Muito bem senhorita, faremos o nosso melhor...
-Agora... –Hillary olhou para o chão como se considerasse falar pra eles.
Mickey já estava começando a entender o porquê que todos temiam aquela mulher, mesmo parecendo nova, suas palavras mesmo saindo elegantes de sua boca eram afiadas como faca, Hillary era como uma linda rosa cheia de espinhos venenosos. E todos a temia, pois ela tinha realmente poder, era dona de todo aquele hospital, e qualquer coisa que ela não gostasse bastava falar alguma coisa, pois suas palavras doíam na alma.
-Seja lá oque for senhora Hillary, pode nos falar...
-Não há nada para falar... – disse ela decidida
-Tudo bem então.
-Mas há para mostrar.
-Certo... – Mickey engoliu a seco – pode nos mostrar senhora...
-Temo que será impossível mostrar aqui agente, mas se vocês me seguirem, verão o que está me incomodando.
                Hillary passou pelos dois agentes do Torchwood sem olha-los, ela não se preocupar em saber se eles a estavam seguindo. Mickey e Jake se entreolharam e deram de ombro, depois passaram a seguir aquela mulher misteriosa. Eles novamente desceram os lances de escada de madeira, mas não foram por nem um corredor conhecido antes por Mickey, ela entrou noutro mais escuro, estava tudo mais silenciosos ninguém falava nada e eles só conseguiam ouvir seus batimentos cardíacos e suas respirações. Para onde aquela mulher os estava levando? De repente, quando eles já estavam bastante afastados, ela abriu uma porta que dava para mais escada de madeira que descia para um lugar escuro, parecia o porão.
-Está ai dentro! – disse ela
-O que? – perguntou Mickey segurando sua pistola
-Você não vai precisar de sua arma agente – disse ela dando espaço para eles descerem as escadas - isso não vai te ajudar em nada!
-O que tem ai dentro? – perguntou Jake assustado
-Eu explico lá em baixo – disse ela impaciente – agora queiram entrar por que eu quero que isso acabe logo.
                Jake também segurou sua pistola só para garantir ele e Mickey foram na frente, desceram com suas armas em punho, um degrau de cada vez, estavam atentos a qualquer movimento. Era notável o som de um farfalhar, aquele som que só se ouve a noite, um som calmo e assustador. Pela pouca luz que entrava pela porta mais a cima eles perceberam algumas prateleiras de madeiras antigas com coisas em cima delas, Mickey conseguiu distinguir baldes e alguns produtos que ele não sabia ao certo o que era. No piso do porão tinha uma coisa escura caída no chão, quando eles terminaram de descer as escadas rodearam o que se parecia um corpo caído no chão com as armas apontadas para ele, logo atrás deles veio Hillary que foi ate um canto da sala e ligou as luzes confirmando que realmente se tratava dos restos mortais de uma pessoa.