Primeiro especial de Natal!

Rose estava sentada no sofá
acariciando a cachorrinha também chamada Rose em quanto assistia sua mãe e seu
pai enfeitarem a arvore de Natal.
-Vem querida –chamou Jackie Tyler – este momento de enfeitar a arvore é
um momento especial, momento único em família...
-Não mãe, eu não quero! – respondeu Rose se lembrando do ultimo natal
quando a arvore tentou matar a todos!
Rose estava mais
preocupada sobre esse Natal ser um típico natal londrino e não acontecer nada
de especial. Quando ela pensava em alguma coisa especial, Rose se referia a
alienígenas tentando dominar Londres, uma nave espacial gigante batendo no
big-bang e pessoas gritando no meio da rua pedindo socorro, era estranho, mas
ela almejava isso...
O Natal era uma data
estranha, as pessoas ficavam mais boas, talvez seja o tal “espirito natalino”.
Velhinhos vestidos de papai Noel passeavam nas ruas acenando e desejando feliz
natal, as vizinhas exageravam na quantidade de tortas feitas e muitas vezes
davam uma ou duas a seus vizinhos de presente com um perfeito sorriso no rosto.
Os zepelins voavam no céu em meio à neve carregando letreiros brilhantes como
“Feliz Natal”, era realmente um dia magico.
As crianças corriam na rua e vaziam bonecos de neve ou se deitavam no
chão e faziam anjinhos de neve, aquilo tudo era tão puro, tão seguro que Rose
só queria ficar em casa, aquecida perto da lareira com Rose em seu colo.
A campainha tinha soado “ótimo mais uma canção natalina” pensou Rose. Ela
não gostava daqueles grupinhos que iam de casa em casa cantando aquelas canções
por pura bondade tentando despertar alguma coisa boa nas pessoas.
-Mickey! – Rose ouviu sua mãe falar surpresa ao abrir a porta – você não
ia ficar com a sua avó hoje?
Rose se levantou e foi
ate a porta para receber Mickey bem a tempo dela ouvir a resposta dele a sua
mãe...
-Minha visita é oficial senhora Tyler... – ele olhou para Rose quando ela
estava chegando na sala de entrada – vim em nome do Torchwood!
-Mas é Natal! – reclamou Jackie – Rose não pode sair...
-Os alienígenas não escolhem dias especiais para atacar mãe – disse Rose
fazendo sua mãe olhar para trás
-Mas...
-Sem mais, mãe! – disse Rose pegando luvas e toucas rosa que estava do
lado da porta, colocou um cachecol azul passou pela mãe e se colocou ao lado de
Mickey do lado de fora – eles precisam de mim... Agora volte a cuidar da arvore
de natal com o papai...
E deu as costas a sua
mãe, segurando a mão de Mickey o puxou para saírem logo dali, sua mãe ficou um
bom tempo gritando alguma coisa pelas costas, mas Rose não deu ouvidos...
-Obrigada!
-Pelo que, Rose?
-Por ter salvado meu natal!
-Você gosta disso não é? Pra você, natal não é natal se não tivesse nada
fora do convencional...
-AAAH Você me conhece...
-Bem, qual é a emergência? – perguntou Rose depois que tinham chegado no
Tochwood
Anne estava numa cadeira
de rodinha controlando dois computadores lado a lado, ela ia de um lado ao
outro deslizando pelo chão com sua cadeira e apertava uma serie de botões nos
computadores. Aquilo era impressionante...
-Tem acontecido uma serie de acontecimentos estranhos, Rose! – disse
Mickey – não é nada alienígena confirmado ainda, mas é algo de nossa área, ao
menos é oque os computadores dizem...
-Explica oque exatamente aconteceu! – falou Rose não entendendo
Então Mickey explicou:
Foi na véspera de Natal quando tudo começou, tudo começou com um sussurro,
aquela vozinha que existe na cabeça de todo mundo, aquela voz que geralmente
quando estamos sozinhos fala com agente. Elas começaram a falar coisas maldosas
nas cabeças das pessoas, coisas como atacar o seu melhor amigo por motivos
bobos, muitas vezes aquilo não fazia sentido, mas a voz na cabeça explicava de
uma forma que o jeito logico era atacar a pessoa que você mais amava.
-Isso realmente é estranho...
-Pois é, Rose... – disse Mickey – Eu sabia que você ia achar isso, por
isso mesmo eu te chamei para investigarmos isso juntos, pois como você andou
muito com o Doutor pode ajudar agente, caso estejamos deixar passar alguma
coisa...
-Vocês já entrevistaram as pessoas?
-Não, disse Mickey, estava esperando você para ir fazer isso comigo!
-E o Jake?
-Viajou com a família para curtir o natal, Anne vai ficar juntando
informações aqui nos computadores, sobrou só eu e você
-Aqui está! – disse Anne entregado uma lista de endereços de pessoas a
Rose – essa são as pessoas que atacaram ou foram atacadas e não deram queixas a
policia, os vizinhos estão chocados eles avisaram a policia, mas não puderam
fazer nada, pois as vitimas não apresentaram queixas...
-Hora das entrevistas... – disse Mickey segurando Rose pelos ombros e
sorrindo.
* * *
-Eu estava tirando a neve da calçada e jogando do lado da calçada dele,
eu juro que não era minha intenção, mas quando vi ele estava me atacando –
disse um senhor dono de família. A família toda estava reunida na sala
escutando a entrevista que Rose e Mickey fazia a ele
-Mas foi muito serio? – perguntou Rose olhando o rosto do homem inchado e
uma mancha rocha em volta dos olhos
-Serio? – gritou a mulher do homem – Caylor poderia ter matado ele, ele o
derrubou no chão e deu tantos socos que a neve ficou pintada de vermelha do
sangue de meu marido.
-Calma Sophia – disse o homem – ele não teve a intenção!
-Não teve? – estourou a mulher de novo – ele só saiu de cima de você
quando apareceram três homens para separar a briga.
O Homem parecia
anestesiado, como podia ser atacado daquela forma, praticamente quase ser morto
e não guardar nem uma raiva por seu agressor? Depois de sair daquela casa, Rose
pediu a Mickey para entrevistarem Caylor o agressor. Os dois ficaram muito
apreensivos, aquele homem poderia ataca-los.
Quando Rose apertou a
companhia ela sentiu medo de repente. Mickey tocou em seu ombro lembrando de
que ele estava ali para qualquer coisa. Uma mulher loira de aparência de uns 40
anos de idade abriu a porta. Ela segurava um lenço no rosto e estava com os
olhos muito vermelhos como se estivesse chorando a bastante tempo.
-Vieram prender meu filho? – ela perguntou
-Não senhora, a vitima não apresentou nem um queixa só viemos falar com
seu filho...
-Ele está na sala... – a senhora assuou o nariz e limpou as lagrimas que
queria descer por seu rosto – assistindo... Vão lá!
Na sala Caylor estava
assistindo HANNIBAL. Ele se parecia um jovem de 21 anos, na cena que ele estava
assistindo Will Graham estava conversando animadoramente na sala com o Doutor
Hannibal Lecter, de alguma forma Will sabia que Hannibal era o assassino agora
era um Jogo de inteligentes. Coincidiu com a chegada de Rose na sala de Caylor
e o questionando. Rose estava com uma horrível sensação de ter alguma coisa de
trás dela, mas ao olhar pra trás não via nada.
-Caylor, é... Olá! Eu me chamo Rose Tyler e esse aqui é o Michey Smith,
podemos fazer algumas perguntas a você?
-Olá Srta. Tyler – disse Caylor com uma voz calma assim como o Doutor
Lecter na TV falava – sente-se...
-Você deve saber por que estamos aqui! – disse Mickey tomando a frente de
Rose
-Você parte na premissa de que devo me sentir ameaçado Sr. Smith? – disse
Caylor serenamente causando temor em Mickey. Ele falava tão calmo e tinha um
olhar de psicopata assim como o Doutor Lecter na TV de tela grande no meio da
sala.
Em quanto eles iam
conversando na TV o vídeo ia passando.
-Não queremos confusão – disse Rose – só queremos saber por que você
atacou o seu vizinho por motivos bobos...
-Motivos bobos? – repetiu ele como se Rose tivesse dito uma grande
idiotice – Motivos bobos Srta. Tyler? Aquele senhor foi bastante deselegante
colocando suas porcarias bem em frente a minha casa, como você se sentiria se
alguém entrasse na sua casa e urinasse no sofá de sua casa.
-Eu não ia gostar... – respondeu Rose, ela podia jurar que estava ouvindo
sussurros no ouvido dela, mas não conseguia entender oque eles diziam...
-Pois bem, nem eu... Sentir-me na obrigação de ensinar alguma etiqueta
aquele porco! Creio eu que ele não vai voltar a fazer isso...
-Que bela maneira você tem de ensinar etiqueta! – disse Mickey
-Sr. Smith... – Começou Caylor
-Mickey, me chame de Mickey...
-Certamente, Mickey e mais descortês assim como o senhor suponho...
-Está me chingando?
-Desculpe, mas suponho que você tem algum mandado para está aqui. A
considerar o seu temperamento e seus modos, ou você é muito metido ou tem um
mandado para ser tão arrogante!
-Não foi intenção dele! – disse Rose indo ate Mickey – Vamos Mickey, já
estamos indo Sr. Caylor, foi bastante proveitoso, nós ainda temos muitas
pessoas para entrevistar...
-Cheio que não posso deichar vocês sair Srta Tyler... – Caylor se
levantou de um modo tão calmo e elegante que foi ate ameaçador a considerar o
olhar dele, na tela Will já tinha saído da casa do Doutor Lecter e agora ele
tinha ido para sua cozinha prepara uma formidável comida com carne de alguma
pobre garota que o Doutor Hannibal considerava deselegante – Seu amigo Mickey é
um porco sem educação e gente assim merece desaparecer da face da terra...
-E quem vai fazer isso... Você?
-Sim... – disse Caylor calmamente – eu... E meus amigos...
Ao fala isso Mickey se
viu cercado de varias criaturas mais brancas que a neve, elas usavam roupas
elegantes como nobres fidalgos longos casacos negros de neve e uma cartola
preta alta. O Curioso é que não tinham olhos oque mais marcava seu rosto branco
como a neve era a boca vermelha como sangue e os dentes afiados de tubarão.
-De onde essas criaturas vieram?
-Elas não vieram Sr. Smith... Eles estiverem aqui o tempo todo!
-Peguem eles! – Caylor ordenou...
Os homens Sussurros
avançaram pra cima deles, imobilizaram Rose e Mickey que se debatiam para se
soltarem.
“Rose Tyler, você é diferente...” sussurravam as vozes assustadoras
daquelas criaturas na cabeça de Rose “parece uma viajante do tempo”
-O-Oque são vocês?
“somos os homens sussurros, você sentiu agente quando entrou nessa sala
não foi Rose Tyler, aquela sensação de ter alguem atras de você!”
-Essas coisas são vocês?
“Alguns humanos nós sentem às vezes, mas resolvem nos ignorar... Mas isso
é bom, assim podemos sussurrar ideias em suas cabeças e controlar suas
vontades”
-Caylor é assim mesmo ou vocês o fizeram ficar assim? – perguntou Rose
Quatro homens sussurros
seguravam Mickey e Rose, dois deles rodeavam Caylor sussurrando coisas no seu
ouvido, um estava de frente pra Rose respondendo a tudo que ela perguntava e
vários outros na sala estava de pé elegantemente observando toda a cena.
“Plantamos a mesma ideia do personagem que ele gosta” Rose neste momento
olhava para TV e mostrava uma mulher morta e perfurada por vários chifres de
veado como se fosse uma obra prima do artista, Hannibal matava suas vitimas e
fazias “lindos quadros” com seus corpos. “de que pessoas arrogantes merecem
morrer, e não uma morte comum uma morte com estilo...”
-Vocês são doentes! Por que estão fazendo isso?
“trabalhamos Srta. Tyler para o grande lobo mal” foi à resposta do homem
sussurro antes de se afastar de Rose “vamos ver o que ele aprendeu com seu
ídolo”
Os homens Sussurros se
afastaram de Caylor e ele olhou para Rose e Mickey com um olhar de psicopata.
Em suas mão tinha um canivete suíço afiado. Ele sorriu se sentiu muito
grande...
-Quanto tempo será que eu vou levar para tirar sua pele? – perguntou
Caylor – que obra eu faço com vocês... Você! – ele apontou pra Mickey – com
certeza eu vou arrancar sua língua fora, torrar no azeite e dar pra meu gato
comer...
Foi nesse momento que
Mickey percebeu que as coisas estavam serias, os Homens-sussurros tinham mexido
tanto na cabeça de Caylor que ele acreditava ser um psicopata. Oque o Doutor
faria? Era oque Rose se perguntava, bem... Hora de ser inteligente!
-Espere... – Disse Rose chamando a atenção de Caylor – quanto a mim, ate
onde eu sei você só mata quem é mal educado e eu fui bastante educada com você
não foi?
-Tem razão! – Caylor colocou a mão na cabeça como se estivesse se
lembrando de alguma coisa... Então ele virou pra Mickey meio confuso e segurou
no pescoço dele – vou cortar primeiro as suas cordas vocais para que não fique
gritando em quando eu te preparo
Mickey já acreditava que sua morte era certa, pois não havia escapatória.
Estava completamente imobilizado e não contava com nada e nem com ninguém para
salva-lo, mas o que Mickey não sabia era que o Natal era um tempo magico e o
espirito natalino realmente existiam. Aquilo que Rose achava meio bobo das
pessoas batendo em sua porta e desejando feliz natal, de gente sendo bondosa
uns aos outros aquilo era o espirito natalino afastando os maus espíritos ao
menos uma vez por ano para que as pessoas mostrassem seu lado bom...
Uma rajada de vendo
tomou a sala, e um curioso cheiro de natal: Biscoito recém assado no forno,
pinheiro, panetone, aqueles deliciosos cheiros natalinos invadiram.
“essa não... O Lobo Bom” falavam os sussurros todos ficavam repetindo
aquilo, logo uma luz celestial tomou a sala e os homens sussurros sumiram,
Caylor estava desorientado olhando para os lados sem saber oque estava
acontecendo, foi o momento para Mickey tirar o canivete dele com um golpe
certeiro e derruba-lo no chão... Rose se sentiu mais feliz, uma vontade
repentina de sair dali e desejar feliz natal todo mundo... Era uma coisa muito
gostosa aquilo. Rose e Mickey saíram feliz daquela casa com o espirito natalino
em seus corações, mas com uma terrível certeza lá no fundo, os homens-sussurro
iriam voltar!
“Você consegue ouvir os homens-sussurro?
Os homens-sussurro estão próximos
Se você ouvir os homens-sussurro
Não vire seu ouvido
Não ouça os homens-sussurro
O que quer que você faça
Porque assim que você ouvir os
homens-sussurro
Eles vão parar e ir atrás de você”
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