sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

OS SUSSURROS DO NATAL

Primeiro especial de Natal!





Rose estava sentada no sofá acariciando a cachorrinha também chamada Rose em quanto assistia sua mãe e seu pai enfeitarem a arvore de Natal.
-Vem querida –chamou Jackie Tyler – este momento de enfeitar a arvore é um momento especial, momento único em família...
-Não mãe, eu não quero! – respondeu Rose se lembrando do ultimo natal quando a arvore tentou matar a todos!
            Rose estava mais preocupada sobre esse Natal ser um típico natal londrino e não acontecer nada de especial. Quando ela pensava em alguma coisa especial, Rose se referia a alienígenas tentando dominar Londres, uma nave espacial gigante batendo no big-bang e pessoas gritando no meio da rua pedindo socorro, era estranho, mas ela almejava isso...
            O Natal era uma data estranha, as pessoas ficavam mais boas, talvez seja o tal “espirito natalino”. Velhinhos vestidos de papai Noel passeavam nas ruas acenando e desejando feliz natal, as vizinhas exageravam na quantidade de tortas feitas e muitas vezes davam uma ou duas a seus vizinhos de presente com um perfeito sorriso no rosto. Os zepelins voavam no céu em meio à neve carregando letreiros brilhantes como “Feliz Natal”, era realmente um dia magico.  As crianças corriam na rua e vaziam bonecos de neve ou se deitavam no chão e faziam anjinhos de neve, aquilo tudo era tão puro, tão seguro que Rose só queria ficar em casa, aquecida perto da lareira com Rose em seu colo.

A campainha tinha soado “ótimo mais uma canção natalina” pensou Rose. Ela não gostava daqueles grupinhos que iam de casa em casa cantando aquelas canções por pura bondade tentando despertar alguma coisa boa nas pessoas.
-Mickey! – Rose ouviu sua mãe falar surpresa ao abrir a porta – você não ia ficar com a sua avó hoje?
            Rose se levantou e foi ate a porta para receber Mickey bem a tempo dela ouvir a resposta dele a sua mãe...
-Minha visita é oficial senhora Tyler... – ele olhou para Rose quando ela estava chegando na sala de entrada – vim em nome do Torchwood!
-Mas é Natal! – reclamou Jackie – Rose não pode sair...
-Os alienígenas não escolhem dias especiais para atacar mãe – disse Rose fazendo sua mãe olhar para trás
-Mas...
-Sem mais, mãe! – disse Rose pegando luvas e toucas rosa que estava do lado da porta, colocou um cachecol azul passou pela mãe e se colocou ao lado de Mickey do lado de fora – eles precisam de mim... Agora volte a cuidar da arvore de natal com o papai...
            E deu as costas a sua mãe, segurando a mão de Mickey o puxou para saírem logo dali, sua mãe ficou um bom tempo gritando alguma coisa pelas costas, mas Rose não deu ouvidos...
-Obrigada!
-Pelo que, Rose?
-Por ter salvado meu natal!
-Você gosta disso não é? Pra você, natal não é natal se não tivesse nada fora do convencional...
-AAAH Você me conhece...

-Bem, qual é a emergência? – perguntou Rose depois que tinham chegado no Tochwood
            Anne estava numa cadeira de rodinha controlando dois computadores lado a lado, ela ia de um lado ao outro deslizando pelo chão com sua cadeira e apertava uma serie de botões nos computadores. Aquilo era impressionante...
-Tem acontecido uma serie de acontecimentos estranhos, Rose! – disse Mickey – não é nada alienígena confirmado ainda, mas é algo de nossa área, ao menos é oque os computadores dizem...
-Explica oque exatamente aconteceu! – falou Rose não entendendo
            Então Mickey explicou: Foi na véspera de Natal quando tudo começou, tudo começou com um sussurro, aquela vozinha que existe na cabeça de todo mundo, aquela voz que geralmente quando estamos sozinhos fala com agente. Elas começaram a falar coisas maldosas nas cabeças das pessoas, coisas como atacar o seu melhor amigo por motivos bobos, muitas vezes aquilo não fazia sentido, mas a voz na cabeça explicava de uma forma que o jeito logico era atacar a pessoa que você mais amava.
-Isso realmente é estranho...
-Pois é, Rose... – disse Mickey – Eu sabia que você ia achar isso, por isso mesmo eu te chamei para investigarmos isso juntos, pois como você andou muito com o Doutor pode ajudar agente, caso estejamos deixar passar alguma coisa...
-Vocês já entrevistaram as pessoas?
-Não, disse Mickey, estava esperando você para ir fazer isso comigo!
-E o Jake?
-Viajou com a família para curtir o natal, Anne vai ficar juntando informações aqui nos computadores, sobrou só eu e você
-Aqui está! – disse Anne entregado uma lista de endereços de pessoas a Rose – essa são as pessoas que atacaram ou foram atacadas e não deram queixas a policia, os vizinhos estão chocados eles avisaram a policia, mas não puderam fazer nada, pois as vitimas não apresentaram queixas...
-Hora das entrevistas... – disse Mickey segurando Rose pelos ombros e sorrindo.

* * *
-Eu estava tirando a neve da calçada e jogando do lado da calçada dele, eu juro que não era minha intenção, mas quando vi ele estava me atacando – disse um senhor dono de família. A família toda estava reunida na sala escutando a entrevista que Rose e Mickey fazia a ele
-Mas foi muito serio? – perguntou Rose olhando o rosto do homem inchado e uma mancha rocha em volta dos olhos
-Serio? – gritou a mulher do homem – Caylor poderia ter matado ele, ele o derrubou no chão e deu tantos socos que a neve ficou pintada de vermelha do sangue de meu marido.
-Calma Sophia – disse o homem – ele não teve a intenção!
-Não teve? – estourou a mulher de novo – ele só saiu de cima de você quando apareceram três homens para separar a briga.
            O Homem parecia anestesiado, como podia ser atacado daquela forma, praticamente quase ser morto e não guardar nem uma raiva por seu agressor? Depois de sair daquela casa, Rose pediu a Mickey para entrevistarem Caylor o agressor. Os dois ficaram muito apreensivos, aquele homem poderia ataca-los.
            Quando Rose apertou a companhia ela sentiu medo de repente. Mickey tocou em seu ombro lembrando de que ele estava ali para qualquer coisa. Uma mulher loira de aparência de uns 40 anos de idade abriu a porta. Ela segurava um lenço no rosto e estava com os olhos muito vermelhos como se estivesse chorando a bastante tempo.
-Vieram prender meu filho? – ela perguntou
-Não senhora, a vitima não apresentou nem um queixa só viemos falar com seu filho...
-Ele está na sala... – a senhora assuou o nariz e limpou as lagrimas que queria descer por seu rosto – assistindo... Vão lá!
            Na sala Caylor estava assistindo HANNIBAL. Ele se parecia um jovem de 21 anos, na cena que ele estava assistindo Will Graham estava conversando animadoramente na sala com o Doutor Hannibal Lecter, de alguma forma Will sabia que Hannibal era o assassino agora era um Jogo de inteligentes. Coincidiu com a chegada de Rose na sala de Caylor e o questionando. Rose estava com uma horrível sensação de ter alguma coisa de trás dela, mas ao olhar pra trás não via nada.
-Caylor, é... Olá! Eu me chamo Rose Tyler e esse aqui é o Michey Smith, podemos fazer algumas perguntas a você?
-Olá Srta. Tyler – disse Caylor com uma voz calma assim como o Doutor Lecter na TV falava – sente-se...
-Você deve saber por que estamos aqui! – disse Mickey tomando a frente de Rose
-Você parte na premissa de que devo me sentir ameaçado Sr. Smith? – disse Caylor serenamente causando temor em Mickey. Ele falava tão calmo e tinha um olhar de psicopata assim como o Doutor Lecter na TV de tela grande no meio da sala.
            Em quanto eles iam conversando na TV o vídeo ia passando.
-Não queremos confusão – disse Rose – só queremos saber por que você atacou o seu vizinho por motivos bobos...
-Motivos bobos? – repetiu ele como se Rose tivesse dito uma grande idiotice – Motivos bobos Srta. Tyler? Aquele senhor foi bastante deselegante colocando suas porcarias bem em frente a minha casa, como você se sentiria se alguém entrasse na sua casa e urinasse no sofá de sua casa.
-Eu não ia gostar... – respondeu Rose, ela podia jurar que estava ouvindo sussurros no ouvido dela, mas não conseguia entender oque eles diziam...
-Pois bem, nem eu... Sentir-me na obrigação de ensinar alguma etiqueta aquele porco! Creio eu que ele não vai voltar a fazer isso...
-Que bela maneira você tem de ensinar etiqueta! – disse Mickey
-Sr. Smith... – Começou Caylor
-Mickey, me chame de Mickey...
-Certamente, Mickey e mais descortês assim como o senhor suponho...
-Está me chingando?

-Desculpe, mas suponho que você tem algum mandado para está aqui. A considerar o seu temperamento e seus modos, ou você é muito metido ou tem um mandado para ser tão arrogante!
-Não foi intenção dele! – disse Rose indo ate Mickey – Vamos Mickey, já estamos indo Sr. Caylor, foi bastante proveitoso, nós ainda temos muitas pessoas para entrevistar...
-Cheio que não posso deichar vocês sair Srta Tyler... – Caylor se levantou de um modo tão calmo e elegante que foi ate ameaçador a considerar o olhar dele, na tela Will já tinha saído da casa do Doutor Lecter e agora ele tinha ido para sua cozinha prepara uma formidável comida com carne de alguma pobre garota que o Doutor Hannibal considerava deselegante – Seu amigo Mickey é um porco sem educação e gente assim merece desaparecer da face da terra...
-E quem vai fazer isso... Você?
-Sim... – disse Caylor calmamente – eu... E meus amigos...
            Ao fala isso Mickey se viu cercado de varias criaturas mais brancas que a neve, elas usavam roupas elegantes como nobres fidalgos longos casacos negros de neve e uma cartola preta alta. O Curioso é que não tinham olhos oque mais marcava seu rosto branco como a neve era a boca vermelha como sangue e os dentes afiados de tubarão.
-De onde essas criaturas vieram?
-Elas não vieram Sr. Smith... Eles estiverem aqui o tempo todo!
-Peguem eles! – Caylor ordenou...
            Os homens Sussurros avançaram pra cima deles, imobilizaram Rose e Mickey que se debatiam para se soltarem.
“Rose Tyler, você é diferente...” sussurravam as vozes assustadoras daquelas criaturas na cabeça de Rose “parece uma viajante do tempo”
-O-Oque são vocês?
“somos os homens sussurros, você sentiu agente quando entrou nessa sala não foi Rose Tyler, aquela sensação de ter alguem atras de você!”
-Essas coisas são vocês?
“Alguns humanos nós sentem às vezes, mas resolvem nos ignorar... Mas isso é bom, assim podemos sussurrar ideias em suas cabeças e controlar suas vontades”
-Caylor é assim mesmo ou vocês o fizeram ficar assim? – perguntou Rose
            Quatro homens sussurros seguravam Mickey e Rose, dois deles rodeavam Caylor sussurrando coisas no seu ouvido, um estava de frente pra Rose respondendo a tudo que ela perguntava e vários outros na sala estava de pé elegantemente observando toda a cena.
“Plantamos a mesma ideia do personagem que ele gosta” Rose neste momento olhava para TV e mostrava uma mulher morta e perfurada por vários chifres de veado como se fosse uma obra prima do artista, Hannibal matava suas vitimas e fazias “lindos quadros” com seus corpos. “de que pessoas arrogantes merecem morrer, e não uma morte comum uma morte com estilo...”
-Vocês são doentes! Por que estão fazendo isso?
“trabalhamos Srta. Tyler para o grande lobo mal” foi à resposta do homem sussurro antes de se afastar de Rose “vamos ver o que ele aprendeu com seu ídolo”
            Os homens Sussurros se afastaram de Caylor e ele olhou para Rose e Mickey com um olhar de psicopata. Em suas mão tinha um canivete suíço afiado. Ele sorriu se sentiu muito grande...
-Quanto tempo será que eu vou levar para tirar sua pele? – perguntou Caylor – que obra eu faço com vocês... Você! – ele apontou pra Mickey – com certeza eu vou arrancar sua língua fora, torrar no azeite e dar pra meu gato comer...
            Foi nesse momento que Mickey percebeu que as coisas estavam serias, os Homens-sussurros tinham mexido tanto na cabeça de Caylor que ele acreditava ser um psicopata. Oque o Doutor faria? Era oque Rose se perguntava, bem... Hora de ser inteligente!
-Espere... – Disse Rose chamando a atenção de Caylor – quanto a mim, ate onde eu sei você só mata quem é mal educado e eu fui bastante educada com você não foi?
-Tem razão! – Caylor colocou a mão na cabeça como se estivesse se lembrando de alguma coisa... Então ele virou pra Mickey meio confuso e segurou no pescoço dele – vou cortar primeiro as suas cordas vocais para que não fique gritando em quando eu te preparo

Mickey já acreditava que sua morte era certa, pois não havia escapatória. Estava completamente imobilizado e não contava com nada e nem com ninguém para salva-lo, mas o que Mickey não sabia era que o Natal era um tempo magico e o espirito natalino realmente existiam. Aquilo que Rose achava meio bobo das pessoas batendo em sua porta e desejando feliz natal, de gente sendo bondosa uns aos outros aquilo era o espirito natalino afastando os maus espíritos ao menos uma vez por ano para que as pessoas mostrassem seu lado bom...
            Uma rajada de vendo tomou a sala, e um curioso cheiro de natal: Biscoito recém assado no forno, pinheiro, panetone, aqueles deliciosos cheiros natalinos invadiram.
“essa não... O Lobo Bom” falavam os sussurros todos ficavam repetindo aquilo, logo uma luz celestial tomou a sala e os homens sussurros sumiram, Caylor estava desorientado olhando para os lados sem saber oque estava acontecendo, foi o momento para Mickey tirar o canivete dele com um golpe certeiro e derruba-lo no chão... Rose se sentiu mais feliz, uma vontade repentina de sair dali e desejar feliz natal todo mundo... Era uma coisa muito gostosa aquilo. Rose e Mickey saíram feliz daquela casa com o espirito natalino em seus corações, mas com uma terrível certeza lá no fundo, os homens-sussurro iriam voltar!



Você consegue ouvir os homens-sussurro?
Os homens-sussurro estão próximos
Se você ouvir os homens-sussurro
Não vire seu ouvido
Não ouça os homens-sussurro
O que quer que você faça
Porque assim que você ouvir os homens-sussurro
Eles vão parar e ir atrás de você

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