Segundo Arco - Parte 2
Naquela
manhã todos foram acordados por um grito de horror, não se sabia a origem
daquele grito logo de inicio, mas ele ecoava pela casa toda causando temor
aquém o ouvisse, era Jackie Tyler que gritava a todo pulmão.
-Ela
está morta, MEU DEUS DO CÉU! Alguém me ajude, Rose está morta!
* *
*
Rose se levantou da cama e seguiu
a voz o mais rápido possível, vinha do quarto de sua mãe e seu pai. Ela nem
bateu na porta, entrou logo de supetão. A cena que ela encontrou foi de Peter
Tyler abraçando sua mulher e mandando-a ficar calma, no chão, do lado da cama
do casal estavam os restos mortais do que um dia foi Rose a cachorrinha de
Peter.
Rose
era o nome de uma linda cachorrinha que um dia pertenceu a Jackie Tyler daquele
mundo paralelo antes de ser morta numa invasão de Cyberman. Rose simplesmente
não gostava muito da cachorrinha, ela a olhava como se fosse sua substituta.
Mas era simplesmente lindo e adorável, só que a vendo naquele estado, uma
mistura de pelo e osso no chão de cerâmica frio era impossível não ficar
triste, mas oque teria causado aquilo?
-Como isso
aconteceu? – perguntou Rose passando pelos restos mortais da cachorrinha no
chão e indo ate sua mãe e a abraçando junto com seu pai
-Eu não sei...
Eu me acordei de manha e virei de lado, quando olhei pro chão lá estava ela!
Rose se preocupou com sua mãe,
toda aquela agitação poderia fazer mal a seu irmãozinho que ainda estava na
barriga de sua mãe, a abraçou mais forme para ela se sentir mais afeto.
-Como você está
mãe?
-Eu... Estou...
– começou Jackie fazendo grande suspense – com calor, saiam de cima de mim!
Peter e Rose se afastaram de
repente deixando que Jackie respirasse profundamente. Rose não conseguia parar
de pensar no hospital e naquela sensação de quando ela entrou dentro de casa.
Alguma coisa a havia seguido. Essa era a resposta mais obvia, alguma coisa
tinha seguido Rose ate sua casa e ameaçado sua mãe daquela forma. Seja lá que
isso for conseguiu chamar a atenção de Rose e ela não descansaria ate resolver
tudo.
-Mãe eu vou
chamar os técnicos do Torchwood para remover isso – disse Rose pegando o
celular
-E ele vão
impedir que meu bebê seja morto quando nascer? – retrucou Jackie meio paranoica
-Querida calma,
não fale assim com Rose... – Disse Peter
-Como não, se
ele não tivesse encostado nem os pés no instituto Torchwood desse universo. Nós
conseguimos uma segunda chance quando viemos pra cá, mas é claro que alguém
tinha que estragar...
-Jackie Tyler!
Isso é jeito de falar com, Rose...
-Não me
importo, eu estou GRAVIDAAAAAAAAAAAAAH – Gritou Jackie
Jackie tinha começado a gritar
sem parar como se sentisse uma dor muito forte vinda de seu ventre. Peter ficou
sem entender por alguns segundo, mas logo então ele soube oque estava
acontecendo, sua esposa estava em trabalho de parto.
-Querida você
estar...
-Estouuuhuuu –
gritou Jackie interrompendo Peter
-Rápido pai, desça
rápido, passe pelo quarto de Samira e peça para que ela venha me ajudar a
descer a mamãe pelas escadas, depois corra e vá ligando a caminhonete e
estacionando em frente ao portão principal...
Foi tudo como Rose tinha dito,
em pouco tempo Samira a empregada da casa estava entrando toda assustada dentro
do quarto do casal de camisola branca e florida. Ela ajudou Rose a tirar sua
mãe que agora passava a gritar com mais frequência, quando estava na metade do
lance de escadas Peter entrou na casa e pegou sua mulher nos braços e ajudou a
descer o restos dos degraus. Dentro da caminhonete Jackie não parava de gritar
e se queixar...
-Está vindo,
vai rápido Peter, vamos para o hospital mais perto...
-Certo... –
Disse Peter meio atrapalhado com as mãos no volante tentando se lembrar qual
era o hospital mais próximo – o hospital mais próximo daqui é o Cravo e a
Rosa...
-Não pra esse
não! – disse Rose apertando a mão de sua mãe
-RÁPIDOOOOOOOOOO!
– gritou Jackie
-Vai ter que
ser esse mesmo, Rose... – disse Peter olhando o desespero de sua mulher – ou
você quer fazer o parto de sua mãe?
-Mas pai...
-Parem de
AAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIIII discutir e me levem, rápidoooooooooooooo!
Peter pisou o pé na tabua e por mais que Rose protestasse e falasse que era uma má ideia, ele não deu ouvido. Rose só tinha uma coisa em mente, aquilo era muito ariscado, aquelas mortes estranhas tinha alguma relação com o hospital O Cravo e a Rosa, alguma coisa a tinha seguido ate em casa no dia anterior e tinha matado a cachorrinha Rose em quanto no quarto dos Tyler bem pertinho de sua mãe gravida e Rose sabia que seja lá oque for por traz daquelas mortes, era cruel o bastante para matar recém-nascidos também. Certo, se ela iria praquele lugar enfrentar uma ameaça desconhecida, Rose chamaria ajuda.
Peter pisou o pé na tabua e por mais que Rose protestasse e falasse que era uma má ideia, ele não deu ouvido. Rose só tinha uma coisa em mente, aquilo era muito ariscado, aquelas mortes estranhas tinha alguma relação com o hospital O Cravo e a Rosa, alguma coisa a tinha seguido ate em casa no dia anterior e tinha matado a cachorrinha Rose em quanto no quarto dos Tyler bem pertinho de sua mãe gravida e Rose sabia que seja lá oque for por traz daquelas mortes, era cruel o bastante para matar recém-nascidos também. Certo, se ela iria praquele lugar enfrentar uma ameaça desconhecida, Rose chamaria ajuda.
-Mickey? – ele
tinha atendido no primeiro toque, Rose recebeu olhar de repreensão de seu pai
por está ligando para seu EX num momento como aquele – é a Rose, bem estou indo
para o Cravo e a Rosa agora, eu conto com você Mickey leve todo armamento que
puder, você e Jake e dessa vez podem exagerar...
Ao chegar no hospital foi tudo
bem rápido, Rose que abriu a porta da velha caminhonete de seu pai em quanto
ele dava a volta. Peter levou Jackie nos seus braços para dentro do hospital,
duas enfermeiras ao ver a cena trouxeram uma maca correndo.
-Levem ela para
a ALA Lobo Mau, agora! – disse um enfermeiro que acompanhou as duas mulheres de
jaleco.
-Só um dos dois
pode ir... – disse o enfermeiro impedindo a passagem de Rose e Peter que
estavam prontos para correr atrás da maca
-Vai logo pai,
corre... – disse Rose rindo – meu irmãozinho vai nascer e precisa do pai dele.
Todo emocionado Peter correu na
frente com o enfermeiro, Rose ficou sentada no banco de espera meio que sem
saber o que fazer! Mickey chegaria a pouco tempo armado ate os dentes, mas oque
exatamente eles fariam ali, era só um hospital infantil! Rose estava muito
confusa, por mais que ela pensasse e repensasse não conseguia achar nem uma
explicação para todos aqueles acontecimentos. Naquele momento parecia tudo
normal, tirando aqueles acontecimentos da memoria tudo não passava de uma
semana aparentemente normal em Londres com zepelins voando em pleno centro de
Londres e tudo.
“Talvez seja melhor eu avisar
que sou do Torchwood” pensou Rose consigo mesma “mas e se Mickey chegar todo
armado com Jake e não saber o que fazer?” Rose novamente sentiu aquela sensação
de ser observada e por segundos pensou ter ouvido farfalhar atrás dela, mas ao
olhar pra traz não tinha nada, só sua sombra. Automaticamente ela pensou em sua
mãe, foi assim da ultima vez e se alguma coisa acontecesse à criança assim que
ele nascesse? Rose sentiu seu coração bater acelerado ao pensar aquilo, ela se
levantou e saiu correndo pelo corredor que viu sua mãe ser levada e logo em
seguida seu pai. As enfermeiras que estavam por perto tentaram segura-la só que
Rose foi mais rápida e mais forte. De repente ela chegou num corredor que se
abria para os dois lados e não sabia para que lado seguir...
-E agora? – ela
se desesperou, estava muito angustiada pensando em varias coisas ruins.
De repente ela escutou um berro,
ou melhor, um choro de bebê. Vinha do corredor à direita, Rose disparou
correndo por aquele corredor, passou por varias salas. Ela começou a abrir cada
porta que encontrava a fim de descobrir a origem daquele choro, já tinha
parado, mas ela estava desesperada para encontrar... Ao fim ela abriu a porta
certa e encontrou uma das cenas mais emocionante de sua vida: Jackie Tyler
sentada na cama hospitalar, segurava seu filho com um sorriso de orelha a
orelha e abraçando sua mãe por traz e olhando para seu filho com a mesma
alegria estava Peter Tyler. Rose respirou aliviada...
-É – Rose se
emocionou com a cena e entrou no quarto sorrindo – é ele?
-Vem, Rose... –
chamou Peter – vem olhar seu irmãozinho...
E lá estavam, uma família
feliz... Unidos por um único objetivo. O nascimento de uma vida, era um momento
magico, lindo e muito feliz. Só era triste pensar que em pouco tempo aquele dia
se tornaria em uma coisa obscura que esse momento feliz irá parecer ter
acontecido há muito tempo.
*
* *
Mickey estava
no Torchwood com Anne no computador, Jake estava na sala de treinamento. O
Torchwood não era só aquela salinha na qual eles passavam a maior parte do
tempo, existiam varias outras salas como a sala de produtos químicos, que
ficava perto do laboratório, a sala de armas que ficava perto da sala de
treinamentos e por incrível que pareça uma sala de vasos sanitários de todos os
tipos e formas diferentes.
Jake tinha acabado de decepar a
cabeça de um Cyberman imaginário quando Mickey entrou na sala de treinamento
ainda com o celular em mãos.
-Foi a Rose!
Jake entendeu, correu pra um
armário de ferro e Mickey lado a lado com ele começou a se armar de todas as
maneiras possíveis. Mickey e Jake: o destino uniu esses dois, eles tinham
passado uma temporada por Paris enfrentando Cybermans e foi nessa época em que
a amizade dos dois se fortaleceu, de inicio Jake via Mickey como um substituto
de seu amigo Ricky, mas com o tempo ele passou a vê-lo como um amigo de verdade
e não os confundia graças as pequenas diferenças entre eles. Ricky era um cara
mais durão e não aceitava falhas já Mickey era mais amigável e aceitava as
falhas com mais facilidade.
-Ela já descobriu alguma coisa
dos mistérios dos ossos? – perguntou Jake
-Mistério dos ossos? – repetiu
Mickey verificando a sonoridade daquelas palavras – gostei... Sim, e deve ser
alguma coisa muita perigosa, pois dessa vez ela liberou geral.
* *
*
O hospital “O Cravo e a Rosa” era
uma construção fenomenal, de fora se parecia um daqueles antigos hospital,
enorme de grande, com varias janelas e só com três porta enorme de madeira na
entrada. Era um hospital do tipo segundo andar, na parte de cima tinha uma
pequena sacada que pegava duas janelas tão grandes que funcionava como porta a
quem quisesse sair e dar uma olhada, era lindo.
Mickey
e Jake estavam com as roupas de combate e cada um carregava uma enorme pistola
na mão e uma que se parecia um fuzil nas costas. Em volta da cintura ele tinha
um cinto cheio de balas para recarregar as pistolas caso acabasse as balas. E
foi desse jeito que os dois entraram pela porta principal.
Mary
a recepcionista do hospital já era bastante acostumada com movimentação
estranha, pessoas entrando doentes em estado grave, crianças correndo por todos
os lados e mulheres gravidas a ponto de ter seu bebê entrando em desespero
porta. Ela saberia resolver qualquer probleminha com facilidade. Mas os últimos
acontecimentos estavam deixando-a preocupada, de repente uma criança morta e
depois vêm vários repórteres com perguntas complicadas na qual ela não sabia a
maioria das respostas. Quando Mickey entrou com Jake ao seu lado todo armado,
aquilo a assustou, seu coração bateu acelerado e ele teve medo do que poderia
ser tão serio para a policia está tão armada daquele jeito. Ela logo de inicio
pensou em incomodar a dona do hospital, Hillary, mas essa era uma péssima
ideia, os funcionários não gostavam de incomodar Hillary, pois temia seus empregos,
oque era bastante curioso, pois Hillary era extremamente educada oque os
assustava eram suas palavras severamente ásperas que ela fazia parecer bastante
normal saindo de sua boca. Mickey se dirigiu ate a recepcionista com ar de
superioridade, ela o olhou dos pés a cabeça assustada e parecia considerar oque
fazer.
-Precisamos falar com quem manda
aqui... – disse Mickey autoritário
-C –Certo – disse Mary a
recepcionista respirando aliviada – quem manda aqui é Hillary a dona do
hospital, não se preocupem ela mora no andar de cima!
-Ótimo, chame ela... – disse Jake
ao lado de Mickey
-Eu não posso sair daqui... –
disse Mary – Stevon!
Apareceu
um enfermeiro meio confuso olhando para os rapazes e depois para Mary
-Chamou, Mary?
- perguntou ele
-Sim, Stevon... – disse ela meio
nervosa – poderia levar esses jovens policiais ate os aposentos de Hillary?
-Hillary? – ele se assustou
-Não somos simples policias –
disse Mickey – somos do Torchwood.
-É claro... – Mary em fim
compreendeu – Stevon leve esses dois agentes ate os aposentos de Hillary...
-Sim, claro! Me sigam rapazes...
Stevon
levou eles por um corredor principal, todos os moveis do lugar era de madeira e
vidro, aquele antigos moveis com detalhes elegantes, tudo dava um ar clássico
ao lugar... viraram a esquerda que se abriu para uma enorme sala, tinha uma
escada em frente a sala hospitalar, dois pé de planta em enorme vasos
enfeitavam o inicio dos lances de escadas. Mickey e Jake subiram com Stevon na
frente.
-Sejam bastante educados com a
senhorita Hillary – advertiu o enfermeiro – ela detesta pessoas mal educadas e
chatas. E cuidado para não irrita-la e selecionem bem cada palavra usada com
ela.
Mickey
percebeu uma coisa muito diferente nesse enfermeiro. Stevon carregava uma linda
rosa vermelha no bolso de seu jaleco, ele parecia muito feliz toda vez que
percebia a presença da rosa em seu bolço.
-Se não for muita petulância
minha... – começou Mickey – por que você carrega essa rosa?
-Essa rosa? – disse Stevon sorrindo
– bem, eu estou namorando a garota mais linda do mundo – disse ele radiante
como um apaixonado - eu chamei ela para jantar comigo hoje a noite, assim que sair do expediente,
vou leva-la ao melhor restaurante, acreditam que eu conseguir uma vaga para
hoje a noite é muito difícil de conseguir...
-Sim e a rosa? – disse Jake
impaciente
-É para ela, Esmeralda. Não é
lindo o nome dela? Vou contar alguns poemas, faze-la se lembrar do por que
estarmos namorando e depois darei essa rosa e entre as pétalas tem um anel é
assim que eu vou pedir ela em casamento.
-Realmente vai ser legal... –
disse Mickey
-Vai... – disse o enfermeiro
tentando tirar o sorriso do rosto, mas não conseguia estava muito feliz.
O andar
superio do hospital era tão grande quanto à parte de baixo só que a diferença
era que se parecia com uma casa, cheio de quartos, no corredor a esquerda numa enorme
porta de carvalho polido foi onde Stevon bateu.
-Sim? – uma voz feminina veio de dentro
-Senhora é o Torchwood! – respondeu Stevon nervoso – eles
querem falar com a senhora.
-Deixem eles entrar, depois pode ir...
Era
notável que Hillary era uma mulher impressionante, parecia que todos naquele
hospital a temia por algum motivo, mesmo todos falando que ela era um posso de
elegância. Mickey estava esperando uma velha senhora ao abrir a porta do quarto
usando trajes tão antigos quanto o hospital, mas ele viu que estava
completamente enganado, só tinha acertado em um ponto, assim como naquele
começo de noite em que ela apareceu naquele corredor e colocou a repórter para
correr Hillary usava longos vestido comportado, mas seu rosto Mickey não
conseguiu ver naquela noite. Hillary era extremamente jovem, seu rosto
aparentava ter pouca idade, ate parecia que ela queria aparentar ser velha
usando roupas tão longas, não tinha maquiagem sua beleza era natural. Mickey
que estava pronto para conversar com uma velha ao ver a deusa da beleza em
trajes de uma velha, corou
-Hillary? – foi o que Mickey conseguiu dizer depois de ter
entrado com Jake, Hillary estava guardando alguns objetos na segunda gaveta de
sua cômoda.
-Senhorita ou madame Hillary. – corrigiu ela encarando eles
– então finalmente o Torchwood entrou no caso?
-Bem... S- Sim... – se atrapalhou Mickey
-Nós já estamos nesse caso a um bom tempinho, só viemos
investigar o Cravo e a Rosa agora.
-Claro, deixaram o Cravo e a Rosa por ultimo afinal nada
demais aconteceu aqui... Só um bebê se dissolveu em ossos...
-Nós do Torchwood sentimos muito senhora...
-Não sintam, façam alguma coisa, meus funcionários estão em
pânico e quero saber o que matou aquele bebê...
-Muito bem senhorita, faremos o nosso melhor...
-Agora... –Hillary olhou para o chão como se considerasse
falar pra eles.
Mickey já estava começando a
entender o porquê que todos temiam aquela mulher, mesmo parecendo nova, suas
palavras mesmo saindo elegantes de sua boca eram afiadas como faca, Hillary era
como uma linda rosa cheia de espinhos venenosos. E todos a temia, pois ela
tinha realmente poder, era dona de todo aquele hospital, e qualquer coisa que
ela não gostasse bastava falar alguma coisa, pois suas palavras doíam na alma.
-Seja lá oque for senhora Hillary, pode nos falar...
-Não há nada para falar... – disse ela decidida
-Tudo bem então.
-Mas há para mostrar.
-Certo... – Mickey engoliu a seco – pode nos mostrar
senhora...
-Temo que será impossível mostrar aqui agente, mas se vocês
me seguirem, verão o que está me incomodando.
Hillary
passou pelos dois agentes do Torchwood sem olha-los, ela não se preocupar em
saber se eles a estavam seguindo. Mickey e Jake se entreolharam e deram de
ombro, depois passaram a seguir aquela mulher misteriosa. Eles novamente
desceram os lances de escada de madeira, mas não foram por nem um corredor conhecido
antes por Mickey, ela entrou noutro mais escuro, estava tudo mais silenciosos
ninguém falava nada e eles só conseguiam ouvir seus batimentos cardíacos e suas
respirações. Para onde aquela mulher os estava levando? De repente, quando eles
já estavam bastante afastados, ela abriu uma porta que dava para mais escada de
madeira que descia para um lugar escuro, parecia o porão.
-Está ai dentro! – disse ela
-O que? – perguntou Mickey segurando sua pistola
-Você não vai precisar de sua arma agente – disse ela dando
espaço para eles descerem as escadas - isso não vai te ajudar em nada!
-O que tem ai dentro? – perguntou Jake assustado
-Eu explico lá em baixo – disse ela impaciente – agora
queiram entrar por que eu quero que isso acabe logo.
Jake
também segurou sua pistola só para garantir ele e Mickey foram na frente,
desceram com suas armas em punho, um degrau de cada vez, estavam atentos a
qualquer movimento. Era notável o som de um farfalhar, aquele som que só se
ouve a noite, um som calmo e assustador. Pela pouca luz que entrava pela porta
mais a cima eles perceberam algumas prateleiras de madeiras antigas com coisas
em cima delas, Mickey conseguiu distinguir baldes e alguns produtos que ele não
sabia ao certo o que era. No piso do porão tinha uma coisa escura caída no
chão, quando eles terminaram de descer as escadas rodearam o que se parecia um
corpo caído no chão com as armas apontadas para ele, logo atrás deles veio
Hillary que foi ate um canto da sala e ligou as luzes confirmando que realmente
se tratava dos restos mortais de uma pessoa.

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