Seundo Arco - Parte 5
Pessoas
desaparecem o tempo todo. Pergunte a qualquer policial. Melhor ainda, pergunte
a qualquer jornalista. Os desaparecimentos fazem parte do dia-a-dia dos
jornalistas. Adolescentes fogem de casa. Crianças desagarram-se dos pais e
nunca mais são vistas. (...)
~Outlander,
A Viajante do Tempo.
Diana
Gabaldon
*
* *
Anne era de fato
uma das melhores agentes do Torchwood. E uma das mais inteligentes. Mas
infelizmente seus pais não gostam muito disso nela, achavam que a garota estava
perdendo seu tempo trabalhando para o Torchwood, ela sendo inteligente poderia
ter emprego em qualquer lugar, era só ela querer. Mas Anne já estava viciada em
tudo naquele instituto, amava a adrenalina, amava suas pesquisa e estava
achando que com o tempo que anda passando por lá seus pensamentos andam mudando
e ela está ficando cada vez mais inteligente cada vez mais.
O instituído Torchwood de Londres é
especializado em investigar os alienígenas apreender armas extra terrestre e
desenvolver armas contra eles. E uma das grandes provas da inteligência dessa
excepcional garota eram as armas que ela estava desenvolvendo para o
instituído. Anne não consegue explicar de onde vem as ideias, ela simplesmente
imagina uma arma que seria interessante e
começa a pensar em como construí-la a partir dos materiais disponíveis.
Ela já tinha conseguido transformar uma pistolinha de brinquedo que atira agua
numa poderosa arma que além de disparar agua, dispararia eletricidade junto.
Rose e Mickey começaram a ver que
ela tinha potencial quando Anne chegou pra eles com uma arma que parecia
completamente alienígena. Não era bem uma arma, Anne explicou: na verdade
funcionaria como uma prisão, o objeto se assim posso dizer, se parecia com uma
bola de praia, mas ele brilhava como se fosse feito de farias descargas de
eletricidade, tinha uma pequena abertura onde se colocaria o prisioneiro, ao
clicar o botão a abertura se fecha com um pequeno chiado de descaras elétricas
funcionando assim como uma prisão que seria impossível de qualquer coisa escapar,
claro que era um protótipo e Anne queria construir aquilo em grande escala.
Ultimamente ela estava tendo ideias
de construir uma arma poderosa suficiente de explodir um temível Dalek com um
único tiro. Foi assim que Rose a deixou no Torchwood, trabalhando na construção
dessa arma, projeto este que foi interrompido naquela noite por uma ligação
desesperada de Rose que estava em missão no hospital O Cravo e a Rosa.
* * *
-Então Rose? – perguntou Mickey depois de um tempo de
silencio – qual é o plano?
Rose
olhou em volta. Era muito injusto deixar aquela decisão em cima dela. E ela não
podia simplesmente cortar a energia que deixava a luz de onde seus pais estavam
permitindo assim que a escuridão entrasse e devorasse seus pais, mas também não
podia deixar que todos os outros que estavam ali naquele hospital além de seus
pais morressem. Foi ouvindo uma linda melodia ao longe que ela olhou para
Mickey e respondeu.
-É plano é tirar todos desse hospital vivos. – disse Rose
com confiança, ela não sabia ainda, mas tinha certeza que faria aquilo de
alguma forma.
-Certo, oque fazemos? – perguntou o enfermeiro olhando para
Rose esperando uma decisão.
-Não corte a energia completamente, apenas desvie boa parte,
suficiente para que as luzes fiquem acessas.
-Mas assim as luzes vão ficar oscilando! – disse o medico
-Ao menos é alguma coisa, quem sabe assim essas criaturas
recuem
“... Saiu ferido...”
Quando
menos esperavam o celular de Alicia fez aquele típico som de descarrego e se
desligou sozinho para pânico da menina que procurou ficar protegida no meio.
Rose olhou em volta em quanto o enfermeiro se tremendo de medo mexia no gerador
conectando vários fios.
-Pronto!- disse o enfermeiro finalmente. Ele foi ate um
canto do porão e ligou as luzes. Mas essas não ficaram totalmente claro, ainda
era fraca e oscilavam bastante como se você estivesse dentro de uma balada.
“... Ficou doente...”
-Será que é o suficiente, Rose? – perguntou Mickey
-Eu não sei, eu vou testar... – disse Rose fechando os olhos
e se afastando da luz dos celulares.
-NÃO! Todos gritaram ao mesmo tempo. Mickey segurou Rose
pelo braço e a puxou de volta
“... Pôs-se a chorar...”
-Ficou louca? – Mickey estava incrédulo – quer morrer?
-Não, quero testar uma coisa! – disse Rose se desvencilhando
do braço dele e pulando para fora do circulo iluminado pelos celulares.
“... Despedaçada...”
* * *
Jake era um cara extremamente calmo em momentos normais, mas
em momentos como aquele era difícil manter sua calma. Eles não poderiam passar
a noite toda daquela forma esperando orando para que seus celulares não
perdessem a bateria antes mesmo do dia nascer. Dois celulares já tinham
descarregado, e a roda que os protegiam das criaturas das sombras estava cada
vez menor.
Para
piorar Rose e Mickey estava demorando, aquilo o assustava, se alguma coisa
tivesse acontecido a eles, aquele pessoal que Jake estava encarregado de
proteger estariam todos perdidos.
-Eu escuto – gritou alguém – a voz, dos espíritos, estão
cantando, vamos todos morrer aqui...
Uma voz
ecoava pelos corredores do hospital, era uma voz melódica que cantava uma
musica desconhecida por todos os londrinos, era como se fosse uma musica
cantada por espíritos ela entrava por seus ouvidos e fazia gelar seus corações
os arrepiando de medo. A canção ecoava por todos os corredores do hospital e
quando chegava à recepção parecia coisa do além. Quando eles pensavam que as
coisas não podiam ficar piores as luzes do começaram a oscilar causando terror
em todos que começaram a gritar desesperados.
Para
acalmar a todos Jake deu um tiro para cima, mas sua estratégia piorou tudo,
pois o pânico foi geral e todos saíram correndo pra fora do circulo de luz. Era
como está num filme de terror, todos achavam que iriam morrer, mas eles
permanecia intactos, ninguém tinha virado um monte de ossos, talvez Rose
tivesse conseguido.
* * *
Mickey
ainda estava gritando seu NÃO quando Rose começou a rir dele.
-Tinha que ver seu rosto Mickey, você fica muito engraçado
quando está assustado...
-Rose! – disse Mikey com raiva – você poderia ter morrido!
-Que fofo Mickey, você ainda gosta de mim?
-Não, na verdade eu estou mais preocupado com sua mãe, oque
ele faria comigo se eu deixasse você morrer.
“...fez serenata...”
-O que é isso? – perguntou Rose – Estou ouvindo uma melodia,
mas estou ignorando faz tempo.
-Agora que você falou... – disse Mickey – eu também, Rose.
“... foi espiar...”
-Vamos... – disse Rose
Quando
eles se puseram a subir as escadas escutaram os gritos de desespero vindo da
recepção, seguidos de tiros e mais gritos de terror.
-Essa não Rose... – disse Mickey – alguma coisa está
acontecendo!
“...fizeram festa...”
-Vamos... – disse Rose correndo escadas à cima
Lá em
cima eles ouviram com mais clareza a canção que tanto ignoravam, era uma
melodia antiga, totalmente brasileira que ao ser ouvida por um londrino
poderiam achar que seria uma canção vinda do além pelo modo como era entoado.
Era uma voz mística, que deixava a canção de ninar assustadora.
-Que melodia é essa? – perguntou Alicia fazendo o sinal da
cruz
-Parece aquela melodia que Hillary
catava para não ter mais medo...
-Sim, mas que voz assustadora é
essa? Com certeza não é dela!
Vestida
como dama da noite estava Hills, ela estava no salão principal do hospital de
frente pra escada onde ela foi transformada. Dançando ao som de sua própria voz
tenebrosa, agitava seus braços como uma bailarina e cantava “o cravo brigou com
a rosa” só que em sua voz saía de uma forma totalmente assustadora. Ela tinha
trocado de roupa, estava com uma roupa mais curta e apertada, uma pequena saia
que valorizava suas pernas e uma camisa que a deixava mais linda do que era, um
batom vermelho que marcava ainda mais sua pele branca como a neve e
curiosamente ela usava óculos preto, era estranho ver alguém usar óculos preto
a noite, mas em Hills aquilo só a deixou mais sexy.
“O cravo brigou com a rosa, debaixo de uma sacada. O cravo
saiu ferido e a rosa despedaçada. O cravo ficou doente e a rosa foi visitar. O
cravo teve um desmaio e a rosa pôs-se a chorar. A rosa fez serenata e o cravo
foi espiar. As flores fizeram festa, porque eles vão se casar”
As
sombras em volta de Hills pareciam dançar junto com ela. À medida que ela fazia
seus passos com elegância as sombras em volta dele faziam movimento como a de
um parceiro invisível. Todos olhavam aquilo quietos, com medo do que poderia
acontecer se Hills notasse a presença deles.
-Vão ficar me olhando a noite toda? – disse Hills parando de
repente - Ou vão gritar, adoro quando gritam, deixam as coisas mais
emocionantes...
-Quem é você? – perguntou Mickey assustado – porque você não
é mais Hillary, onde está ela?
-Me deixa ver se ela esta aqui em meu bolço – disse Hills
sarcástica – não ela não está, que pena.
-O que é você? – perguntou Rose - algum tipo de hospedeiro
alienígena?
-Rose Tyler, fico feliz em
responder a sua pergunta! – disse Hills – só porque isso vai deixa-la mais
confusa... – deu um sorriso de escarnio – não somos alienígenas, viemos daqui
mesmo da terra, mas temos vários irmãos espalhados pelo espaço e tempo.
-Se está respondendo as minhas perguntas, me responda. Quem
são vocês?
-Não seja chata. Não vá direto ao ponto, gosto de fazer
rodeio, deixa tudo mais interessante... Mas o que eu ganho respondendo as suas
pergunta? Quid pro quo Rose, eu te
pergunto coisas e você me diz coisas.
-Certo... - Concordou Rose querendo resolver aquele mistério
de vez...
-Você dentre todos desse universo, tem uma energia diferente
Sra. Tyler, você é realmente desse mundo? –perguntou Hills
-Não, sou de um universo paralelo a esse, fiquei presa aqui
e não posso voltar a meu mundo, infelizmente. Agora minha vez, me fale o que
você fez com Hillary.
-Bem... Precisávamos de um corpo e de um lugar seguro onde
nos alimentaríamos sem sermos notados, Hillary e esse hospital pareceram à
combinação perfeita. Agora minha vez, quid pro quo Rose? Como você chegou a
ficar presa aqui e como virou uma agente dessa Torchwood?
-Duas perguntas em uma? Isso vale? – disse Mickey
-Tem razão – se corrigiu Hills com raiva – responda a minha
primeira pergunta Rose, quid pro quo?
-Eu viajava com um amigo... – disse Rose olhando para o chão
se lembrando do Doutor – um certo dia estávamos no meio de uma batalha e então
veio um buraco que meu amigo abriu para jogar todos eles direto no inferno, mas
então eu quase fui sugada e meu pai desse mundo veio e me salvou, me trazendo
para cá... Quid pro quo Hills, como assim seus alimentos? Explique!
-Nos alimentamos de carne, e a carne humana é tão saborosa
que precisávamos achar um jeito de se alimentar dela sem sermos notados! E que
tal um hospital, pessoas em hospitais morrem o tempo todo, se infiltrar em um
seria o plano perfeito. As pessoas estavam começando a notar aquelas que desaparecem
e nunca mais são vistas... Quid pro quo, Rose. Responda a segunda pergunta!
-Bem... Eu conhecia o Torchwood de meu mundo e sabia um
pouco sobre alienígenas então foi fácil arrumar esse emprego no Torchwood
daqui... Quid pro quo, Hills por que vocês atacaram primeiro os animais, depois
bebês e por fim passaram a matar adultos?
Neste
ponto Hillary deu uma gargalhada que fez todos prenderem a respiração por um
tempo.
-Sabe Srta. Tyler eu fiquei bastante impressionada naquele
momento em que você estava pensando sobre isso na recepção, você chegou bem
perto, foi por isso que houve um interesse de nós em você. De fato era tudo uma
experiência, precisávamos testar uma coisa e finalmente a experiência está
completa! Quid pro quo me fale sobre esse Torchwood, o que você fazem lá?
-Pesquisamos sobre atividades alienígenas e a combatemos, ou
ao menos tentamos. As pessoas não conhecem muito a gente...
-São como agentes secretos?
-Isso mesmo – disse Rose se orgulhando de falar do Torchwood
– somos muito poderosos, por tanto é melhor vocês recuarem...
-Ok – disse Hills – já sabemos de tudo que precisávamos
saber. Hora da limpeza!
Ao falar aquilo,
Hills estendeu os braços e como se ela controlasse as trevas, as sombras em
volta dela começaram a ganhar forma. Por onde aquelas sombras estranhas
passavam as luzes que oscilavam sem cessar se apagavam. Os enfermeiros que
estavam mais a frente largaram seus celulares no chão, e todos como eles davam
pequenos passos para trás a medida que as sombras avançavam para cima deles.
Hills estendeu a mão para cima dos dois enfermeiros e como um enxame de abelhas
as trevas os consumiram transformando-os em monte de ossos. Alicia como toda
adolescente assustada começou a gritar em desespero, era o seu fim, ela
acreditava.
-Alicia, você precisa ter calma! - disse Rose
segurando no ombro da menina - vamos sair dessa!
-Deixe a menina gritar! - disse Hills - assim tudo
fica mais divertido!
-Rose... - disse Mickey assustado - talvez esse seja
um daqueles momentos, sabe, aquele lance de correr.
Hills estendeu seu
braço mais uma vez bem no momento em que Rose deu meia volta e gritou para
todos correrem... Na mente de Hills ela só pensava em uma coisa, a brincadeira
tinha se tornado mais divertida, eles tinham aquele hospital enorme para se
esconder e ela iria brincar de esconde- esconde, e se ela achasse alguém como
premio ela mataria.
As luzes continuavam piscando deixando tudo mais
assustador e atrás deles escutavam a canção o cravo brigou com a rosa, eles
corriam pelos corredores do hospital usando a musica como referencia, queriam
ficar o mais longe dela possível. Rose estava preocupado, dos cinco que Mickey
tinha escolhido para acompanha-los três tinham morrido, ela se sentia culpada
nessa parte. Eles estavam cada vez mais longe da recepção e de todos, Hills
estava no meio do caminho e eles não se atreveriam a passar por ela, aquilo
seria muito ariscado, eles entraram numa ALA chamada "os três
porquinhos". Os três porquinhos, três mortos, foi impossível Rose não
perceber essa coincidência. O corredor dessa ALA era cheio de portas e por trás
de cada uma tinha um paciente acamado por algum motivo aparente.
-Rose, o que vamos fazer? - disse Mickey - Não tenho a
menor ideia! A ideia de sobreviver ate de manhã já se tornou uma coisa assustadora
e depois? Vamos abandonar o Hospital e dá-lo como interditado eternamente...
-Tem sempre uma saída Mickey, só não estamos pensado
direito...
-Mas qual?
-Eu não sei ainda, mas tem! Tenho que pensar com mais
calma!
-Vamos entrar em uma dessas salas e colocar a cabeça
no lugar.
Entraram num quarto
onde tinha uma criança entubada, ela estava careca como se estivesse com câncer
assim no escuro não dava para saber se era menino ou uma menina. Com o tempo
eles passaram a se acostumar com suas respirações aceleradas que foram se
acalmando aos pouco e com a maquina de respiração que mantinha a criança viva.
-Bem... - começou Mickey - ferrou!
O velho parecia
manter a calma o tempo todo, e de quando em quando tentava consolar Alicia que
parecia estar ficando paranoica, ela olhava para todos os lados apressada,
imaginando que o perigo poderia surgir de qualquer lugar a qualquer momento. O
velho sentia conforto tentando consolar aquela menina assustada, de alguma
forma ele fazia aquilo pelo seu neto que tinha sido morto na recepção, na hora
do pânico.
-Então Rose? – perguntou Mickey com medo da possível
resposta dela - Pensou em alguma coisa?
Rose
não disse nada, só olhou para a porta, logo acima tinha uma janelinha de vidro
laminado que dava pra ver quem estava do lado de fora. Um vulto de aparecia
feminino parecia está procurando alguém. Mais que depressa eles saíram da
frente da porta e usou as paredes do lado para se esconderem, ficaram bem
quietos, ate a respiração eles tentaram controlar para que isso não informasse
o local onde estavam. Do lado de fora Hills começou a cantar a canção de ninar
que já estava dando pesadelos neles. Mas aproxima coisa que mais causou medo a
eles foi quando viram a maçaneta da porta girando, alguém estava preste a
entrar naquele cômodo.
Quid pro quo é uma expressão latina que significa "tomar uma coisa por outra". Refere, no uso do português e de todas as línguas latinas, uma confusão ou engano. Tem origem medieval, tendo sido usada, na sua origem, para referir um engano no uso de termos latinos num texto. Também podendo significar "Isso por aquilo".

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